Informações
EI EVANS, O VÍDEO AINDA ESTÁ NO AR CARA
VOCÊ NÃO PODE TIRAR ISSO DAQUI- ID 1fa78a, post nº 13024505 no 8chan
⚠️ Aviso de conteúdo: Este artigo contém intolerância generalizada e depreciações. Ele acaba exatamente como você espera que vai acabar
⚠️ aviso de conteúdo
É 2008, e você tem dez anos de idade. Seu pai é dono de uma empresa de transportadora, sua mãe é uma enfermeira, e ambos os três vivem em uma casa geminada no Brooklyn. Um dia, você vai aprender que ela estava “com o aluguel controlado”, e isso o deixaria muito, muito nervoso — mas agora, você é apenas um garoto de dez anos. O 4ºano da escola está indo muito bem, e você sai com os seus amigos ao parque todo Sábado. A maioria das garotas o acham “esquisito”, mas tá tudo bem; você tem coisas melhores com que se preocupar do que com garotas.
Você acabou de terminar sua lição de casa, agora pensa em ligar a TV, mas só passa desenhos. Você é velho demais pra desenhos, não é? Então ao invés disso, você clica no YouTube, e checa os seus canais favoritos.
Nada demais, infelizmente. Aquele canal de Minecraft que você gosta agora está começando a fazer um conteúdo novo, algo chamado “Vlog”. Alguns vídeos de YouTube Poop, é engraçado, mas nada de especial. Mais uma reclamação sobre o filme Jesus Camp — parece que você já viu o filme inteiro a essa altura. Nossa, como o maior site de vídeos na internet pode ser tão chato?
É melhor optar pelo que você conhece.
criacionismo vs evolução
Seus pais podem ser meios chatos quando o assunto é Cristianismo. Eles não são… “fanáticos religiosos”, não, mas estão sempre reclamando do que você está lendo e como você não é alegre o suficiente na igreja. Não é como se você acreditasse nessa bobagem toda, não. Além disso, eles assistem a Fox News.
Mais do usual. Mais vídeos sobre Jesus Camp, alguns do Thunderf00t que você já viu, um vídeo que se ch—
Pastor cristão HUMILHA criacionista; veja a mitada—>!
…é. Pode ser.
Você clica no vídeo.
Uma tela dividida. Dois homens sentados. Um deles é um típico criacionista esquisito que você já viu, terno bem passadinho, cabelo engraçado, óculos. O outro é… estranho. Ele é grande, alto e parece com um jogador de futebol americano, mas um pouco mais velho. Honestamente, ele é um pouco assustador… mas então você ouve ele falar:
“Sinceramente, acho um pouco bobo. Que parte do sacrifício de Cristo exclui a possibilidade da evolução?”
Há algo na voz dele que… instiga você. Ele tem muito, qual é a palavra, “carisma”? Há um atrativo nele. Ele soa como se fosse o tipo de cara que seria seu pai, inteligente, carinhoso, e protetor, e isso sem nem falar em como ele argumenta bem. Digo, você nunca pensou nisso da maneira como ele apresenta, mas faz muito sentido como aquelas partes da Bíblia podem se referir à ciência e à evolução.
O jeito que ele fala, parece hipnotizante. Qual é o nome dele?
“Ancião Joseph Rockwell”?
É 2010, e você está com doze anos. Vai passar pela puberdade, se tornar um homem. Seus pais ainda o tratam como criança — não é justo, né? Que se dane. Você terminou o 6º ano, e está acabando de se tornar um adolescente! Claro, você não é tão alto quanto Matt, nem experiente quanto Jake — e honestamente, ainda não é bom com as garotas — mas ainda podem confiar em você?
É hora de você se tornar um homem, de acordo com Rockwell. Ele tem vários vídeos sobre masculinidade, principalmente sermões, mas também alguns debates, palestras ou vlogs de levantamento de peso. Você também faz; homens de verdade fazem levantamento de peso.
Você acabou de terminar algumas tarefas quando você ouve seu pai chegar em casa. Ele chama você e sua mãe para descerem — ele parece animado com alguma coisa.
Parece soar emocionante a princípio. Alguém comprou o negócio dele, e sua família agora é rica. Algum tipo de… empresa de armazenamento? Ele continuaria gerenciando caminhões, mas agora em uma escala maior. Além disso, deram a ele permissão para mostrar à família algo que "mudaria suas vidas para sempre". Algo sobre… prova de Deus?
Isso foi estúpido. Você se vira para o quarto e volta a fazer seu dever de casa, mas ele o puxa de volta, e te mostra um pedaço de papel que…
… não. As palavras se movem. Não é possível. Você toca o papel, certo de que está mostrando tipo, um smartphone ou algo assim, só que o mesmo se curva ao seu toque, se movendo através do seu dedo.
A magia é real.
Deus é real?
Você brevemente nota quando seu pai diz que você vai se mudar para Louisiana.
É 2011, e pelas próximas semanas, você ainda terá doze anos. Sua família se moveu para uma rua sem saída nos arredores de Baton Rouge. Você não tem amigos fora da escola. Você ainda não tem namorada.
Sem um parque para ir, você passa a maior parte do tempo online — e naturalmente, isso significa que você passou bastante tempo escutando o Ancião Rockwell. Ele não faz mais vídeos de criacionismo quanto costumava fazer; parece que agora ele passou a debater sobre feminismo e muçulmanos. Você tá aprendendo mais com ele do que você tá aprendendo na escola.
A questão é, você tá passando tempo demais na internet comum. Algum tempo depois que sua família se mudou, eles instalaram uma internet estranha e secreta, conectada à sua casa. Seu pai não deixa você usá-la, mas na maioria das vezes ele chega em casa horas depois de você. Ela o deixa um pouco curioso.
Em uma quinta-feira fria de Janeiro, após terminar a lição de casa, você decide checar o computador do seu pai. Está com uma senha, mas ele sempre usa a mesma. Você entra.
Você passa a primeira meia hora explorando a configuração. É um pouco diferente que um computador convencional, tanto no layout quanto na interface. Nenhum dos programas são familiares — você abre alguns processadores de texto antes de finalmente acessar o navegador da web. Mesmo assim, é mais do que uma simples barra de pesquisa — há um monte de parâmetros para a barra de pesquisa. Leva um tempo, mesmo que seja para abrir um site de vídeo.
Os vídeos são mais longos e mais estranhos do que os do YouTube. Bandas robôs, sermão de religiões que você não conhece, debates sobre assuntos que você jamais conseguiria entender. É demais.
Você volta para a barra de pesquisa.
ancião rockwell debate
Você não sabe o porquê esperava encontrar o Ancião Rockwell na internet estranha, mas… mas ele está lá. Ele tem até mesmo um formato de Vlog show, parece. Algo chamado… “Kindred Talk”.
É claro que você clica no conteúdo.
O episódio começa de forma bastante normal, um pequeno jingle instrumental sobre duas caricaturas em desenho animado. Uma é de Rockwell, sorrindo; a outra é uma mulher loira com cara de brava. Algum tipo de feminista?
O vídeo começa com os dois no que parece ser uma chamada de voz. Rockwell está de pé, usando fones de ouvido, diante de um microfone, sorrindo com o seu sorriso habitual. A mulher, magra como um palito, está sentada com uma expressão inexpressiva. Ela está estranhamente imóvel.
Um monte de linhas onduladas piscam na transmissão, antes de Rockwell começar:
"Prazer, senhoras e senhores, e bem-vindos ao Kindred Talk, uma discussão entre irmãos sobre o futuro da América. Sou seu generoso apresentador, Ancião Rockwell—”
"—E eu sou sua apresentadora mal-humorada, Dunst Amherst—”
"—e hoje, teremos um debate relacionado ao que as feministas chamam de, qual é o nome, cultura do estrupo?”
Ancião Rockwell dá uma risadinha, e a Sra. Amherst não.
Certo, bom, era mais do mesmo. Rockwell ia dar uma lição em mais uma feminista. Podia ser divertido, se você não visse um milhão de vezes, certo? É, talvez você só fique tempo suficiente para ver a reação dela.
Ancião Rockwell é eloquente, como o habitual. Ele expõe o problema: hoje em dia, tudo é “estrupo” para as feministas. Olhar para elas, falar com elas quando não querem falar, até mesmo convidar uma delas pra sair pode te meter em encrenca com elas. Ora, ele é contra atitudes indevidas em relação às mulheres — devemos ser “Cristão” sobre estas coisas — mas elas não conseguem perceber o que essa hipersensibilidade está causando a sociedade? Estão ensinando mulheres a odiarem a atenção masculina, e homens de temerem os próprios sentimentos.
Sra. Amherst mal responde a tudo isso; nem acena com a cabeça, nem balança negativamente, nem mesmo se move muito, na verdade. Claramente ela não está escutando, e quando o Ancião Rockwell cede o piso a ela, você já sabe que ela vai reclamar bastante.
"Primeiro, você está dando voltas e mais voltas. Todo sexo é estrupo, e é por isso que a condenação bíblica para estupro é o casamento.”
Isso é ridículo. E ela nem mesmo parece estressada! Você vai clicar em sair—
"Segundo, se você der uma boa surra nessas vacas, estaremos lidando com muito menos degeneração.”
Você pisca.
"Terceiro, você está escondendo o ponto principal ao não mencionar a cultura de crítica por trás desse movimento.” Ela finalmente se move, tocando seu próprio nariz e rindo de forma irônica.
Ancião Rockwell ri novamente. “Você está se referindo ao que eu acho que você está se referindo?”
“Está?”
Não, isso… isso não é possível.
É possível?
Você continua assistindo.
"De repente, todos aqueles Judeus contratando Negros, gravando Negros, colocando Negros na Broadway, você não pode mais criticá-los. Eles podem fazer o que quiserem. Quinze anos depois?” Amherst dá de ombros. “Só estou dizendo.”
"Digo…” Ancião Rockwell ri fininho, e balança a cabeça. “Eles são tão ruins em gestão que dá até pra pensar que são os mexicanos que estão por trás disso tudo.”
"Não passam de zeros à esquerda. Esses caras não conseguiriam nem se organizar para montar uma barraca de limonada.” Ela balança a cabeça. “E por falar em lugares que deveriam ter mantido seus Habsburgos…”
É 2013, e você tem quinze anos. Você ainda vive em uma rua sem saída em Baton Rouge. Você tem pouquíssimos amigos. Apesar de sua boa aparência e fortuna, as garotas não falam com você. Mas você vai aprender a como consertar isso. Coisas boas acontecem com pessoas boas.
"Não parece um pouco conveniente, Dunst?” O Ancião Rockwell se inclina para frente. “Se todos aqueles linchamentos forem realmente o que dizem que foi, bem, então os devemos mais do que apenas reparações. A violência de negros contra brancos não parece tão absurda se a violência de brancos contra negros fosse a lei vigente.”
"Só para esclarecer.” Amherst levanta o dedo. “Você está dizendo que eles nunca aconteceram, ou que eles mereciam acontecer? Sabemos que Treyvon Martin acusou Zimmerman.”
"Os conhecendo como são?” Ele dá uma risadinha. “Talvez as duas coisas.”
Você concorda com o Ancião Rockwell em tudo? Não. Nem um pouco. Ele tem bons pontos sobre feminismo, islamismo, taxa de criminalidade racial, e sobre Israel, mas as soluções para esses problemas é muito mais branda do que a que ele e Amherst estão discutindo. Além disso, ele quase certamente está brincando; ele faz muitas piadas engraçadas.
"E falando nisso.” Ele sorri “Qual a diferença entre um etíope e um americano?”
"Quando a Etiópia expulsa os muçulmanos, eles vão embora?” De costume, Amherst mal se mexe ou esboça um sorriso.
Rockwell ri. “Tudo bem, mas eu quis dizer 200 libras.”
Mas dane-se essa bobagem. É só isso, uma bobagem divertida. Rockwell vai te ensinar a ser um homem de verdade. Você só precisa escolher o ouro — e tem bastante ouro — e tudo vai se encaixar. Você tem sonhado recentemente com as águas. É infalível pra caralho.
"Ok, vamos deixar algo claro.” Amherst debocha. “Eu não me importo com estrupo. Eu não dou a mínima sobre o estrupo. Você pode colocar quantos você quiser, não vai me fazer dar a mínima por uma coalburner1 qualquer no carrossel de caralhos.” Ela se inclina pra frente. “Não é uma questão de estrupo, Rockwell. Nunca é.”
Rockwell pisca os olhos duas vezes, e então sorri. “Você sempre parece muito entusiasmada quando o assunto é estrupo, não é?”
Amherst sorri de volta.
É 2014. Você tem quase dezesseis anos. Seu pai está te ensinando a dirigir. Você ainda tem pouquíssimos amigos, e não tem uma namorada. É frustrante, a maneira como olham pra você, mas só precisa trabalhar na sua aparência e habilidades sociais. É isso.
E também… não é sobre você. O mundo foi construído assim. Rockwell é bem claro quanto a isso, e por mais que Amherst pareça uma vadia esquisita, ela não está… errada em se estressar. O lobby israelense exerce forte influência na geopolítica e, como os judeus, individualmente, tendem a ser bastante liberais, as coisas liberais acabam acontecendo. Adicione isso junto ao feminismo, e é claro que você terá um monte de pessoas como Marc Lépine chegando ao seu limite.
Mas, ainda assim, coisas boas acontecem com pessoas boas, e você pode ser bom. Você pode ser bom.
Quando você chega da escola, você abre uma Coca-Cola e a água parece ter gosto de sal na sua língua. e vai direto no computador. Foi um longo dia, e o Kindred Talk vai começar em breve.
Tem havido uma mudança estranha nos episódios, recentemente. Aquela dinâmica esquisita entre Rockwell e Amherst, como se tivessem namorando ou algo assim, sumiu. E que bom, você nunca gostou disso. Mas agora mudou pra, uh, bem, mudou pra algo que mal você consegue definir direito. Eles estão falando mais e mais sobre armas, e comunistas, e transexuais. Amherst parece especialmente agitada sobre essas coisas — e está inquieta. Ela nunca esteve inquieta antes.
Você joga um pouco de Minecraft antes do show principal. Você é bom nesse jogo. Eventualmente, entretanto, é cinco horas, e está na hora do Kindred Talk.
A tela se abre com o desenho de sempre, e é a última coisa do podcast que você nota de reconhecimento. Quando finalmente aparecem, Rockwell parece preocupado, e Amherst — Amherst — está andando de um lado pro outro na sala.
Rockwell morde os lábios, e então volta com o seu sorriso habitual. “Prazer, senhoras e senhores, é bem vindos ao Kindred Talk, uma discussão entre irmãos sobre—”
"Porra.”
Rockwell pisca os olhos, mas logo em seguida solta uma risada calorosa. “Sinto muito por ouvirem isso, pessoal. Aqui no Kindred Talk, nos importamos muito, e quando você se importa—”
"Porra!” Amherst para, e puxa uma mecha de cabelo solta. “Deus, mas que Porra!”
Amherst é a última pessoa que você esperaria quebrar o Terceiro Mandamento, mas agora, isso mal é o que mais chama a atenção nela. Ela ficou incomumente magra, o que para Amherst já diz muito. Seu cabelo, que normalmente está preso em uma trança bem arrumada, parece despenteado e sujo. Mais estranho de tudo, é que em volta da cintura, ela usa um cinto vermelho surrado — mas você não sabe ao certo por que isso chama tanto a atenção.
"Sra. Amherst, podemos encerrar a conversa se—”
"Não.” ela volta os olhos para encarar a câmera, e você quase se encolhe. “Eles precisam ver isso. Eles precisam ouvir isso.”
Amherst avança a passos largos, e se inclina sobre a webcam até ocupar a maior parte da tela. “Há uma guerra.” Sua maquiagem está borrada e irregular. “Há uma guerra, e ela tem acontecido desde o Iluminismo. Você, eu, Rockwell, a cristandade, a Civilização Ocidental, todos nós estamos em guerra contra as forças do Liberalismo.”
Rockwell mexe a cabeça, mas não parece completamente convencido. “Sra. Amherst, isso é—"
"Cala a boca, Rockwell.” Seus olhos se voltam para um canto invisível da tela. “Estou cansada do seu ativismo de sofá. Cada semana, cada dia, cada minuto deste show, sou eu quem diz que devemos colocar os kikes em câmaras de gás, atirar nos comunistas, estrupar as sapatonas, enforcar os negros e queimar os viados, enquanto você senta aí e age como se pudesse livrar do trabalho sujo com essa sua postura mainstream, como se não acreditasse em cada palavra que sai da minha boca. Você sabe quem mais se importava com o mainstream, Rockwell? Degenerados como Galileu, ou Paine, ou a porra do Voltaire!”
Ela volta a olhar fixamente para a própria câmera. “E para cada aberração trans que assiste, Eu admito, caralho. Cada mentirinha sobre ‘aparência’, ‘apoio’ e ‘construção do movimento’, tudo isso — tudo isso — retorna à vanguarda, a pessoas como eu. Não podemos deixar de debater sobre o Genocídio Branco, e cada injetador estético2 alá John Fitness no movimento sabe disso. Ou você se rende e morre, ou pega a porra da sua ar—”
A transmissão é interrompida. Essa é a última vez que você assiste o Kindred Talk, e a última vez que você vê a Sra. Amherst.
Não é a última vez que você vê o Rockwell.
É 2015, e você tem dezessete anos. Você ainda vive em Baton Rouge, e você está com vontade de comer peixe agora. Ainda sem namorada, e… e honestamente, parece que os poucos amigos que você tem pararam de falar com você. Está com a boca seca. Náusea.
A primeira vez que viu Rockwell na TV… o que pensou? Mal consegue lembrar. Ninguém entende seus sentimentos, e muito menos você.
Ele está diferente. Mais pessoas o vêem, mais pessoas falam com ele, mais pessoas escutam ele, mas ele, ele não está certo. A jovialidade, continua alí, assim como aquele jeito calmo e tranquilo, mas ele não está dizendo o que costumava dizer. Não, ele está limitado às narrativas do mainstream, aquela conversa fiada dos jornalistas da Fox News sobre coisas básicas. O sal tem gosto de água. O que está acontecendo?
Você está sentado na mesa de almoço quando vem algo à mente:
"São os Judeus.”
Esse pensamento o rodeia desde a 5ª série, na aula de matemática. Quem controla a mídia? Os Judeus. Quem controla a TV? Os Judeus. Pelo tempo em que ele esteve na Televisão, quem controla o Rockwell? Aqueles malditos judeus sugadores de bebês. E é claro que ele não pode falar a verdade na televisão.
Aquela raiva dura bastante tempo, tempo demais—
É abril, você vai convidar a Stephanie ao baile de formatura. Você é rico, de boa aparência, forte, e ela diz não, ela ainda diz não. Seus olhos se fixam em você, igual como se ela fosse um caranguejo assustado.
Puta!
A mulher é a cadela dos judeus. Foi sabotadores como Rosa Luxemburgo, Emma Goldman e Lilith que fizeram o feminismo ser pioneiro, e olha como está o mundo! Todas essas oportunidades desperdiçadas em mulheres, enquanto homens tem que servir de parasitas para os malditos globalistas, é doentio, doentio a beça!
Não é por causa de pessoas como essa que Roger acabou surtando? Que tragédia, essa violência gerou está máquina de violência.
Quando você chega em casa, você bate na porta, e vai direto para o seu quarto. Você dorme por treze horas.
Ninguém se importa com você, Donny. É 2016, e você ainda não tem nem namorada e nem amigos. Você não tem dezoito anos? O ensino médio já vai terminar de vez e você continua virgem. Sem experiência para a faculdade, sem amigos em quem confiar, nada além de você, você mesmo, e a verdade.
E que verdade é essa, Donny. Que verdade é essa.
Onde está Rockwell, Donny? Você costumava ouvi-lo, entender cada palavra dele, mas ele foi traído, não foi? Ah, sim, talvez você o ouça falar sobre Genocídio Branco de vez em nunca — ele nem o chama assim nos dias de hoje — mas não, não, não não não não não, Donny, ele não fala tão abertamente quanto costumava fazer. Ele tem uma carreira agora. Não está orgulhoso dele?
Não é irônico? Às vezes, você o vê fora dos holofotes, e ele é justamente como você se lembra. Ele falou sobre a USS Liberty no The Daily Dirlewanger algumas semanas atrás; você viu um clipe dele cantando “White Beauty” em um lugar chamado ‘Marble Underground’; ele, até uma vez, dublou uma animação sobre… você nem sabe ao certo. Ele ainda acredita no que você acredita, e talvez isso seja o pior de tudo.
Por que se sente tão mal, Donny? Havia quatorze peixes no aquário, antes de ontem, mas hoje só tem treze. O que aconteceu? Para onde ele foi? Parece que o mundo nunca saberá.
Hora de um pouco de TV, Donny. Vamos ver o que o Rockwell está aprontando. Não se preocupe: você sempre sabe em qual canal sintonizar.
Que maravilha! Logo na primeira tentativa, você o encontra em um canal sem logotipo de produção. Dando um discurso para quem, sinceramente, se importa, Donny! Preste bastante atenção nas palavras dele: “E é um prazer,” ele sorri. “Em apoiar Mike Pence como Vice Presidente dos Estados Unidos.”
A multidão o encora. Porque? O que há de torcer na—
Ele pisca pra você.
Por que ele piscou pra você? Estou sendo retórico, Donny, você já sabe o por quê! Todo esse joio, essa sujeira, e lixo e lixo anti-humano, é tudo um show para eles! Dentro do fundo do coração daquela máquina, o seu homem, Ancião Rockwell, está tendo uma boa luta contra as forças das trevas. O que mais, o que de mais poderia significar?
Vamos lá, Donny. Está na hora de nadar.
h0e p;f str upi donny, qual a idade? Dezenove? Pra quê donny, pra quê?
Ele disse que estava prestes a acontecer! Ele disse que o muro ctonar as ohrdas seria custruído, donny, e o que contceu? Aquils pequenas maldits fadas anhida estão zanzando colmo se tivessem o mundo intiro, donny. rockwerll disse que tudo i;a ficar bem, rockewell dissy que tudo ia ficar bem
apenas algunsmeses atrás, seu polvo, seus parentes e seus irmões marcharam pelo sseu direito de ezistr, e o que os homens do drockwell vizeram sobre, o que eles fizeram? Seus zomi, Seus homens se juntram àqueles que repeliram seus imões em nobe de de um joiadasmo ograrnizado
onde tá o rockwell? onde tá o rockwell?!
DONVOCEDEVERIATERTIDOUMANAMORADAVOCEDEVERIATERAMIGOSVOCEDEVERIA
TERTIDOAMIGOSVOCEDEVERIATERTIDOELESVARIASPOSSIBILIDADESMASVOCETEMVINTEANOSE
OLHEONDEVOCEESTA
OQUEVOCEFEZPARAMERECERISSOVOCEFEZTUDOCORRETOVOCENAOEUMGUERREIO
DONVOCENAOEBONITOVOCENAOERICOVOCENAOEUMHOMEM
VINTEANOSPASSANDOSOZINHOVINTENTAISAPENASCOMASUAFAMILIAIGNORANTESEM
NAMORADASEMAMIGOSSEMNINGUEMQUETEENTENDAVOCEESTASEMPRENOFUNDODE
CADABURACOEMQUESEARRASTA
VOCENUNCAPEDIUMAISDOQUEUMPOUCODEDIGNIDADE3
É tarde demais pra você.
Você tem refletido. Você não é exatamente, digamos assim, bem-sucedido. A faculdade não está indo às mil maravilhas. As mulheres… correção, todo mundo olha pra você com sincero desgosto. Sua última esperança era o Rockwell, e onde ele está?
Você passou um monte de noites solitário, repensando mentalmente tudo que ele já disse. O que fazer em relação a influência Judaica por toda a América? Após cada mordida em um sanduíche kosher, por que a América não se revoltou? Os Brancos odeiam os judeus, os negros odeiam os judeus, e até mesmos os asiáticos já devem estar fartos deles — então, quem vai fazer alguma coisa?
Alguns meses atrás, você viu a Livestream. Você ficou em choque com o quão simples tudo parecia, com a facilidade que ele conseguiu fazer. Claro, houve um sinal de resistência, mas ele apenas… se safou, pelo menos por um tempo.
E você é bom em atirar, não é?
Você está no precipício agora. Coração acelerado, o peso do rifle em suas mãos. Você morrerá hoje, mas voará em asas escarlates, como um santo em nome da Mão Direita Vermelha de Deus.
Bem, Don Armstrong. Foi um prazer conhecê-lo.
"… e o que aconteceu com aquele jovem é uma tragédia terrível. Mas tem que admitir, entretanto, que enquanto aqueles (((banqueiros internacionais))) terem a nossa nação em mãos, tragédias como essa irão…"





