Criticar esse artigo foi divertido, e fico feliz que o evento de amigo secreto oportunizou histórias tão divertidas de se ler como essa. Ótimo trabalho. +1
Esse SCP me trouxe boas recordações do livro “A Sismologia na Universidade de Brasília” de José Alberto Vivas Veloso, pelo fato dos pesquisadores estarem sozinhos em um lugar bastante isolado, fazendo medições na companhia de seus documentos e instrumentos de pesquisa. O diário do Bacelar é uma maravilha a parte, você conseguiu passar bem a atmosfera claustrofóbica advinda de um silêncio tortuoso, pra mim o ponto chave do artigo.
De possíveis erros, eu só encontrei 3.
Eue estou olhando para o papel agora
Eu
Olha, amigo, eu sei brincar com a afiação
Creio que seja só “fiação”
A gente tem transosondas aqui?
Fui pesquisar esse termo e não achei nada. Talvez seja transondas.
Por algum motivo que não entendi a Prada está com nome Susana, mas todos se referem a ela como Sandra. Não sei se foi intencional.
Partindo para a parte que não gostei do artigo. O primeiro ponto que me incomodou foram os trechos de áudio. Usar só o sobrenome dos envolvidos fez uma confusão sem tamanha na minha cabeça, tive que voltar várias vezes ao topo do artigo para relembrar quem é quem. Isso dificultava mais porque os personagens se comunicam usando o primeiro nome. Quando o Bacelar ficou gritando “Leo” no final, fiquei boiando, tive que voltar pra perceber que ele estava se referindo ao Duarte.
Pra isso eu recomendo que coloque o nome todo dos personagens para facilitar a compreensão.
Uma coisa que achei maçante no artigo foram os registros de vídeo, eu entendo que quis fazer algo mais fiel a realidade, mas eu achei uma leitura muito maçante. Os dois últimos nem me incomodaram tanto, porém a gravação do cadáver do Mário foi extremamente cansativa. Alguém vê o corpo, outro liga o telefone, outro pega o saco plástico, e por aí vai. Acho que diminuindo o número de ações e indo direto ao ponto, deixaria a visão do leitor mais fluída.
Os pontos anteriores foram chatos sim, mas eles em si não detonam o artigo por completo. Acho que o que fez o meu voto cair de +1 para 0 foi o final. Eu não entendi nada, o Bacelar simplesmente não consegue contato com ninguém e se arrasta pra fora? Ele matou os demais companheiros durante as alucinações? Quem era aquela figura misteriosa nas câmeras? Ele realmente matou o Duarte na sala de máquinas? Quem é o Nicolas? São dúvidas que ficaram em um final, que ao meu ver, não faz sentido.
Outra coisa que não entendi foram os riscos nos nomes do Duarte e do Vale.
Minha nota final é 0. É um bom artigo até pouco antes do final, embora tenha muitas partes que me tocaram, fazendo com que eu sentisse na pele o silêncio gélido da estação, o final realmente deixou mais dúvidas do que respostas.
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Oi, Vivaldi. Obrigado pela crítica, os erros foram corrigidos, e sobre os nomes, eu vou alterar sim. Sobre a parte dos registros de vídeo serem maçantes, eu prefiro esperar uma segunda reclamação sobre isso para alterá-los, já que nenhuma outra pessoa fez um ponto semelhante.
Eu não entendi nada
Na descrição é dito que a anomalia são alucinações que todos os afetados conseguem ver ao mesmo tempo. Os nomes de Duarte e Vale estão riscados pois eles são alucinações, assim como o Nicolas. Você leu até o final e não se questionou qual era a anomalia em questão em nenhum momento?
Bacelar simplesmente não consegue contato com ninguém e se arrasta pra fora?
Eles estarem sem internet, a notícia de que o teleférico havia quebrado e a parte em que o Bacelar tenta usar o telefone na parede após a "morte" do Mário eram tudo parte das alucinações. Assim, todos acreditaram que eles realmente estavam presos ali, e só poderiam sair quando alguém de fora fosse os ajudar. Por isso que ele só tenta se arrastar para fora no final.
Ele matou os demais companheiros durante as alucinações?
Todos morreram de hipotermia sozinhos, o aquecedor realmente tinha quebrado, e o Bacelar não soube consertar.
Quem era aquela figura misteriosa nas câmeras?
Qual? No trecho em que tem uma pessoa andando para fora da estação? Aquele era o Nicolas (como o Pereira mesmo fala) que não era nem uma pessoa real, era só mais uma alucinação.
Ele realmente matou o Duarte na sala de máquinas?
Ele bateu no metal da máquina frustrado que não estava conseguindo consertá-la. De onde você tirou que ele tinha matado o Duarte?
Quem é o Nicolas?
Assim como o Duarte e o Mário, era apenas uma alucinação. Tem um trecho de um registro de áudio em que um "Desconhecido" fala, e esse era o Nicolas.
Eu tentei deixar bem sutil a questão das alucinações serem esses personagens e alguns eventos relacionados. A coisa dos nomes riscados e a própria descrição do artigo eram para dar uma dica sobre isso. Mesmo assim, tanto o Duarte e o Mário não conseguem interagir com objetos reais diversas vezes. Por exemplo, quando eles se recusam a comer, quando o Mário se recusa a se sentar, quando o Duarte não pega o copo de água pro Bacelar, quando o Duarte não ajuda o Bacelar a abrir o painel, quando o Duarte pede pro Bacelar usar o telefone ao invés de fazer isso sozinho, e por aí vai. Eu revisaria tudo, mas todos os outros leitores não encontraram o mesmo problema. Não sei, pode realmente ter sido erro meu, mas para fazer qualquer alteração drástica eu prefiro ter a opinião de alguma outra pessoa sobre isso. De qualquer forma, agradeço a crítica!
Com essa aplicação +1
Para bom entendedor, meia palavra basta.




