Item nº: SCP-012-PT
Classe do Objeto: Euclídeo
Procedimentos Especiais de Contenção: A cela de contenção de SCP-012-PT é um cubo de 5x5x5m com todas as superfícies cobertas por aço, com 4 subwoofers customizados localizados no centro da cela e 4 lâmpadas a prova de estilhaçamento postas, cada uma, em um canto da cela.
Nenhum sistema de vigilância, ventilação ou iluminação deve ser instalado na cela de contenção de SCP-012-PT, devido as suas altas capacidades de infiltração e locomoção através de qualquer fenda, rachadura ou abertura que esteja dentro de sua esfera de detecção.
Quinzenalmente 2 funcionários Classe-D devem ser despachados para a cela de contenção de SCP-012-PT para averiguação minuciosa do estado das superfícies interiores e reparação das mesmas.
SCP-012-PT deve ser mantido em todos os momentos sob intensas ondas de som medidas em 150.3 dB advindas de 4 subwoofers construídos sob medida pela ████ Enterprises, cada um deles disposto de maneira a semelhar os pontos cardeais e postos a uma distância de 4 metros de SCP-012-PT, de forma a impedir que SCP-012-PT se reconstitua, obtendo e mantendo a consistência necessária, durante um período de tempo suficiente para possibilitar locomoção autônoma.
Em caso de queda de energia simultânea das baterias e do Sítio-██, 3 funcionários Classe-D devem ser despachados para cela de contenção de SCP-012-PT portando, cada um, um lança-chamas e um tanque de Napalm com capacidade máxima de 12.5L. Assim que todos os funcionários Classe-D responsáveis pelas medidas de contenção incendiária tenham entrado na cela de contenção de SCP-012-PT, Dr. █████ ██████, responsável pela supervisão de SCP-012-PT, deve remotamente fechar a porta de entrada da cela de contenção e, após fechamento, despachar 2 outros funcionários Classe-D para selamento da mesma.
Após o retorno da energia ao Sítio-██, a porta de entrada deve ser reaberta com uma serra circular de disco diamantado provida ao funcionário Classe-D encarregado, e o funcionário Classe-D deve entrar na cela e deixar a serra provida como alvo de consumo de SCP-012-PT com o objetivo de ganhar tempo suficiente para troca das baterias das lâmpadas e subwoofers.
Descrição: SCP-012-PT é uma massa amorfa, viscosa e gelatinosa de lodo verde opaco, pesando 120 kg (264,5 lb) e medindo cerca de 1,5 metros de altura. Possui consistência semelhante à de Ameba™ massinha de brincar. A forma de SCP-012-PT está em constante transmutação, e em virtude da impossível observação de SCP-012-PT em sua forma padrão sem grandes riscos de quebra de contenção, não é possível determinar a mesma.
Composição é desconhecida, devida à incapacidade de recuperação de instrumentos responsáveis pela retirada de amostras, porém aparenta estar em um estado coloide, entre gel e sol.
SCP-012-PT tentará alcançar e consumir qualquer pedra preciosa ou minério de alto valor que esteja em sua esfera de detecção, sendo hostil a todos a que se puserem em seu caminho. SCP-012-PT já demonstrou interesse por minérios de baixo valor nas ocasiões em que ocorreram tentativas de retirada de amostras para análise de sua composição, consumindo os instrumentos de análise utilizados.
SCP-012-PT criará pseudópodes e os utilizará para empurrar violentamente aqueles que estiverem no caminho de seu alvo. Velocidade de ejeção dos pseudópodes em direção aos indivíduos impedindo SCP-012-PT de consumir os objetos-alvo foram medidas em até 300km/h.
Consumo é realizado através de total e completo envolvimento do objeto-alvo de SCP-012-PT. Após envolvimento, SCP-012-PT irá passar de 30 segundos a 22 meses (tempo dependendo do tamanho e composição do alvo do consumo), envolto no alvo, sem tentativa de locomoção. Posteriormente ao período imóvel, SCP-012-PT irá retornar a seu tamanho relativamente normal, começando novamente a caçar outro alvo para consumo. Até hoje, SCP-012-PT não ejetou rejeitos ou detritos de qualquer forma. Alvos consumidos por SCP-012-PT nunca foram recuperados.
SCP-012-PT possui propriedades de absorção e dispersão de energia cinética semelhantes às de soluções compostas por amido de milho e água, tais compostos conhecidos como ”Fluídos Não-Newtonianos”, porém tais propriedades estão potencializadas em SCP-012-PT em níveis ainda desconhecidos.
SCP-012-PT demonstrou ser resistente a todos e quaisquer meios de destruição conhecidos pela Fundação.
Únicas formas de contenção conhecidas são altas doses de ondas sonoras acima de 150db a todos os momentos para prevenção de capacidade de locomoção autônoma e altas doses de fluxo incendiário administrados diretamente a SCP-012-PT.
SCP-012-PT foi encontrado pela Força-Tarefa Móvel Theta-12 na área ribeirinha do Rio ████████ na região Norte do Brasil em ██ de █████ de ████. SCP-012-PT foi encontrado consumindo potes cheios de ouro em pó, provavelmente pertencentes aos mineradores que se encontravam inconscientes na área com raio de 50m em volta da cabana onde os potes estavam estocados.
Todos os mineradores encontrados inconscientes na área circundando a cabana foram encontrados mortos pela FTM Theta-12 ou morreram minutos depois. A causa de morte comum em todos os casos foi de extrema hemorragia interna causada por um único golpe na área frontal do tórax.
Adendo SCP-012-PT-A: O seguinte é um relatório de um teste planejado e organizado pelo Dr. █████ ██████ com o objetivo de descobrir a localização atual dos objetos-alvo de consumo de SCP-012-PT:
Dr. █████ ██████ despacha para a cela de SCP-012-PT um carrinho de controle remoto, aqui denominado de 433-D, com uma câmera e uma pepita de ouro, ambas fundidas a 433-D com auxílio do SCP-170.
Dr. █████ ██████ fecha a porta da cela de contenção, desativa remotamente os subwoofers e começa a observar o feed de áudio/vídeo vindo da câmera no carrinho.
Após 20 segundos, SCP-012-PT envolve totalmente 433-D.
Após 7 minutos e 43 segundos, 433-D é transportado para um local de descrição impossível, devido à natureza alienígena e a constante transmutação das estruturas do local.
Uma massa coberta por incontáveis pedras preciosas e pepitas de ouro com uma quantidade ainda maior de partes do corpo semelhantes a olhos, dentes e inúmeros apêndices semelhantes a tentáculos entra no campo de visão da câmera.
Lentamente a massa se aproxima de 433-D e aparenta inflar, aumentando ainda mais o seu tamanho, fazendo com que a câmera consiga agora captar apenas parte de seu corpo.
Um dos semi-tentáculos agarra 433-D e o trás para perto do que aparenta ser um de seus olhos.
A massa arranca a pepita de ouro de 433-D, levando junto uma parte da carroceria do carrinho. A massa finca a pepita em sua pele, soltando um grito gutural de dor.
Barulhos de metal amassando e vidro rachando são escutados, logo seguidos pelo fim do feed.




