O conceito pode dar certo, mas não do modo como foi executado.
Esse tipo de ideia deveria ser detalhada de forma mais curta com adendos/contos expandindo para tornar-se interessante. Do jeito que está, parece que você misturou os adendos com a descrição, escreveu tudo desnecessariamente no futuro e terminou como um creepypasta qualquer. Por sinal, Baldi Basic Education me veio à cabeça enquanto eu lia seu artigo.
Okay, primeiro de tudo é importante você fazer uma revisada no tom clinico do seu texto, tenta ler ele em voz alta e ver se aquilo tudo parece algo escrito por um profissional da Fundação, seu texto foi escrito por um especialista e ele deve pelo menos fazer parecer isso, outra coisa importante é não se referir ao SCP com artigos de gênero.
Falando mais da sua ideia e do objeto em si, fiquei meio confuso sobre o que ele faz e ele ficou com um ar muito edgy, ficou me lembrando creepypasta que precisa forçar sangue e morte para fica assustadora, talvez fazer o SCP-XXX-1 ter uma aparência menos genérica e mudar um pouco a descrição de como ele mata quem é testado, e ele não deveria ser Seguro já que ele nem tenta escapar ou coisa do tipo? Mas a ideia não é de todo ruim e ta bem mais sólido e bem cuidado do que a maioria faz no começo
Repito o que disseram sobre ser OK para um primeiro artigo mas eu vejo você caindo na armadinha de fazer SCP sangrento e isso não é algo muito interessante de se ver hoje em dia, pelo menos não sem motivo. Fora isso, a escrita está confusa não flui bem.
Em geral o artigo se beneficiaria de 1-3 revisões.
1. Usamos o formato SCP-XXX-PT, não SCP-XXX. Usamos Sítio, não Site.
2. Acho que o tom clínico precisa de refinada. Há diversos pontos onde descritivos, que deveriam ser descritos de forma objetiva, são descritos de modo mais metafórico, como:
olhos totalmente vazios
sangue jorrando dos olhos
logo em seguida durante pouco tempo, menos de um segundo,
E eu vou botar aqui porque acho que isso não ocorreu muito mas você usou descritivos que não descrevem bem a coisa e me confundiu lá no meio do texto. Você escreveu:
presenciará uma imagem semelhante a de um humano com uma aparência escura
E eu tive que reler pra entender que essa coisa literalmente aparece, e não é uma imagem projetada, simplesmente. Aconselho que mude presenciará uma imagem para observará, perceberá a presença de, etc.
3. Redundâncias. A segunte sentença, por exemplo:
se SCP-XXX for colocado em cima de uma mesa em um quarto que possuem a mesa e mais duas cadeiras no local, SCP-XXX-1 sentará em uma das cadeiras esperando uma pessoa (normalmente indivíduos da Classe D) para fazer seu teste.
Você deu diversas voltas desnecessárias na escrita e acabou me confundindo mais do que me fazendo entender mais. Ficaria muito mais intuitivo e agradável ler se fosse algo mais direto, como:
Se SCP-XXX for colocado sob uma mesa, com duas cadeiras usáveis próximas, em um local fechado, SCP-XXX-1 se sentará em uma das cadeiras e aguardará uma pessoa para ativas seus efeitos secundários de questionário.
Informações óbvias e/ou desnecessárias. Você diversas vezes descreveu coisas ou não precisavam ser ditas ou que, descrevendo, só adicionam confusão. Especificamente coisas envolvendo Classes-D, mas teve mais; eu menciono isso porque você tem que entender que a) o objeto precisa ser escrito como se não fosse só algo existente na Fundação (logo poderia afetar qualquer um, não só cobaias) e b) porque eu tenho certeza que só fez isso para não ficar repetindo 'sujeito' quando certas repetições são OK e melhores do que descrever deste modo. Algo comumente usado para evitar repetições é seu / sua / -a e -o. Ex.: "Sujeitos próximos da área sofrem alucinações e tem seus olhos removidos de suas cavidades oculares por meios desconhecidos." / "Caso o sujeito não responda corretamente, a entidade irá devorá-los e expressará satisfação com seu petisco."
deve ser contido em uma sala de contenção padrão totalmente fechados, separando pesquisadores da sala de contenção apenas por um vidro resistente, com apenas algumas modificações em seu interior,
Acho 'padrão' já descreve bem tudo que veio depois.
Um cobaia(Classe D) que se encontra em uma proximidade de 1,5 metros do objeto presenciará uma imagem
Então pessoas não-classe-D não vêem nada? Porque é isso que eu leio de implícito.1
esperando uma pessoa (normalmente indivíduos da Classe D)
Dito.
Eu achei sem graça por… não ser interessante, em geral. O conceito me parece uma mistura de SCP-024 com 'criatura dumal #3' (homem de terno). Coisa que mata de forma grotesca sem muito motivo é algo que acho que já foi feito muitas, muitas, muitas vezes e precisa de mais originalidade pra não parecer creepypasta.
O teste, em si, parece uma ideia meio tosca. Como alguém responderia errado perguntas pessoais se a própria pessoa se conhece? De qualquer forma, como esperar que uma pessoa responda perguntas sob pressão de um cara sem olhos mostrando os dentes o tempo todo? Como 'reação de medo e desespero' não é o padrão já para uma situação dessas? Pra quê isso? Pra que matar? Pra que fazer mais testes com isso? Pra que isso faz testes (se isso obriga os outros a participarem, eu acho que deveria ter pelo menos uma dica de motivação, sei lá)? Uma vida extremamente útil para uso em pesquisas é tão valiosa quanto um Rolex?
Em geral achei o conceito fundamentalmente fraco e aconselho que revise ele para ter um tom mais único. Minha dica: conte uma historinha. Tente pensar o porquê de algo assim poder existir e dê dicas sobre algum tipo de 'história' para a anomalia.
Aqui estão algumas ideias sobre onde poderia levar o artigo:
Por que a folha existe? Folha de caderno leva a pensar em escola de ensino fundamental. Por que algo assim estaria vinculado a uma folha usada por crianças? Será que o SCP é alguma tentativa de bullying escolar que foi longe demais? Ou algum tipo de desabafo em um diário de uma criança que tomou vida?
Por que a entidade existe? Por que ela quer tanto aplicar testes? É uma entidade que, por algum motivo, sabe todas as informações da vida de alguém e quer 'examinar' a pessoa. Que tipo de coisa iria querer fazer isso? Um alien? Um robô, estudando comportamento humano sob pressão? Algum guardião de algo especial pra pessoa? (Eu pensei nessa última porque me veio a cabeça aqueles testes de pergunta secreta para recuperar senha de contas)
Por que o teste existe? Qual o propósito de um teste desconfortavelmente pessoal? Testar a integridade humana? Fazer pegadinha pelo lulz? É Deus, mamãe? Eu acho que as recomensas que citou são materiais demais para justificar um teste desse tipo e poderia ser coisas mais inalcansáveis, como (já dito) algum acesso a um lugar ou a um conceito abstrato, como acesso a algum tipo de conhecimento profundo sobre si mesmo.
Por que o sangue/'guro' existe? Esse balde de sangue me faz pensar que isso só pode ser um demônio loko que precisa de sangue pro deus do sangue. Se você conseguir justificar a carnificina, te dou parabéns.
Boa escrita, espero que isso te ajude e não acabe com a sua moral porque estou criticando bem em detalhes pra você poder tomar o máximo de opinião sobre o artigo. É claro que você como autor pode escolher ignorar tudo, mas espero que não! :p
Sobre a nova versão:
Detalhes demais do -1-PT, coisas como modo de espera e a posição exata que ele fica na mesa são desnecessárias. Assim como toda a parte sobre sobre comunicação. Deixar claro que é uma imagem que só o sujeito sob o efeito do SCP consegue ver, sentir e interagir já basta. Aliás, seria bom chamar o sujeito de -2-PT por via das dúvidas. A necessidade de cadeiras e mesa também parece forçada, por que não sentar no chão? Escrever segurando a folha na parede? Acho que tem como improvisar.
"Se o individuo tentar responder SCP-XXX-1-PT diretamente não conseguirá resposta alguma, sujeito terá que ter um lápis/caneta em sua posse para responder SCP-XXX-1-PT, escrevendo na folha sua resposta" parece desnecessário, bastaria deixar claro que o -1-PT só aceita respostas escritas, ou que ordena o sujeito a escrever suas respostas. E ao fato dele saber "as verdades" poderia ser melhor escrito como "sabe quando o sujeito está mentindo". Ele poderia inclusive declamar as mentiras, aí sim contando a verdade para o sujeito, que ficaria incomodado com seu segredo sendo revelado.
A recompensa material ainda parece fraca, ele poderia conceder um desejo de forma simples. Talvez o classe D queira ir embora, isso deixaria todas as portas até a saída abertas, o classe D tentaria fugir e seria eliminado no processo pelos funcionários. Ou ainda mesmo o -1-PT mataria o sujeito, "libertando" sua alma. Veja Wishmaster para mais exemplos, eu me mato de rir quando lembro da cena do cara dizendo "eu quero que meu advogado se foda".
"Demonstrará agressividade e tentará agredir o sujeito com agressões fisicas" isso foi escrito escritamente escritível, de uma forma escrita bastante excretável. Na verdade suas repetições ao longo do artigo deixam ele muito cansativo, como "deve ser contido em uma sala de contenção padrão, separando pesquisadores da sala de contenção".
O SCP agora não mata o sujeito? Fica meio estranho ele ser agredido e mais nada. Não digo que ele deveria morrer, mas se for pra deixar o -1-PT puto, ele poderia fazer algo mais psicológico. Talvez expor as mentiras cravando as palavras na pele do sujeito, ou deixando ele em um estado catatônico repetindo sem parar as coisas que mentiu e quais são as verdades. Algo que faria os funcionários não arriscar ganhar alguma coisa dele (ou ter seu desejo atendido, na minha sugestão).
Also faltou dizer mais sobre o papel. Ele fica legível enquanto as perguntas estão sendo respondidas? Se sim, os pesquisadores poderiam gravar as respostas dos sujeitos no teste. Se não, isso atiçaria alguns funcionários a tentar responder sinceramente pra sair ganhando. O papel fica em branco em seguida? Algum teste foi feito com o papel? Ele se amassa, corta, queima? Qual a composição dele, ou nunca foi conseguida uma amostra para análise?
Fiquei curioso sobre a origem japonesa, isso poderia dar um log de descoberta interessante.
O legal é que pedimos pra você deixar o artigo com menos ar de creepypasta e isso você conseguiu, parabéns.




