FRAGMENTADO / COMPILADO
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Esta é a parte final de uma série. Se você não leu todos os trabalhos anteriores, você é altamente encorajado a fazê-lo, começando aqui. Você pode também ver todos os trabalhos na central.

FRAGMENTADO


REGISTRO DE VÍDEO


DATA: 1997/01/12, 10:12 A. M.

FONTE: Câmera CLD3A está montada no canto acima da porta de segurança da doca de carregamento 5A e está configurada para gravar e arquivar áudio/vídeo de baixo armazenamento. CLD3A normalmente monitora o patamar fora da Saída de Emergência D do Sítio-15, bem como as escadas que levam ao nível térreo do patamar, toda a Doca de Carregamento 3A e os 2 metros inferiores do Portão D.

OBSERVAÇÃO: Os cinco minutos anteriores ao primeiro aparecimento da anomalia foram incluídos para documentar todas as informações relevantes para o Evento-5241-BETA.


<COMEÇO DO REGISTRO>

10:12: Agente Hawkins está sentada na beira da Doca de Carregament 3A, comendo um bagel e tomando café em silêncio.

10:15: Agente Campos sai do Sítio-15 através da Saída de Emergência D e tentar iniciar uma conversa com a Agente Hawkins.

Agente Campos: Por quanto tempo você acha que eles vão nos manter aqui? Já se passou, o que, um mês desde a última vez que tivemos contato com a Mnemosyne? Não há realmente nada melhor que poderíamos estar fazendo?

Agente Hawkins lança um olhar irritado para o Agente Campos antes de sua mão disparar e apontar para o relógio na parede. Agente Campos revira os olhos e se senta no chão, encostado na parede adjacente à Saída de Emergência D.

10:16: Agente Hawkins e Agente Campos comem em silêncio por 23 segundos. Agente Campos então fecha a tampa de um recipiente de comida e vai se sentar ao lado da Agente Hawkins.

Agente Campos: Você realmente não está preocupada com o motivo deles nos terem aqui apenas para brincar com —

Agente Hawkins: Olha. Eu tenho seis minutos de descanso antes de ter que voltar e encarar uma tela, esperando ouvir ALGUMA coisa da Mnemosyne. Claro, odeio desperdiçar o tempo da Fundação, mas odeio que você desperdice o meu tempo ainda mais.

Agente Campos: …tanto faz.

Agente Hawkins se afasta do Agente Campos, se vira de costas para ele e continua comendo por dez segundos.

Agente Campos: Você ouviu isso?

Agente Hawkins: Você está falando sério? Ouvir o qu — calma, você quer dizer isso?

Agente Campos: Sim. O que diabos é isso?

10:17:04: Ambos os agentes começam a se virar em seus assentos para olhar ao redor do complexo à vista.

10:17:13-10:17:15: A câmera sofre um distúrbio elétrico que dura 2 segundos. Quando a transmissão de vídeo clareia novamente, ambos os agentes estão de pé e olhando ao redor desesperadamente. Os outros trabalhadores à vista da câmera parecem não perturbados em seus movimentos e ações.

10:17:15: Um alarme de carro começa a soar na distância do Estacionamento C do Sítio-15 (localizado no lado oposto do Portão D da Doca de Carregamento 3A). Agentes Hawkins e Campos começam a andar em direção ao Portão da Doca de Carregamento.

10:17:18-10:17:42: O número e volume dos alarmes de carro nas proximidades aumentam, sugerindo que sua fonte está se aproximando da Doca de Carregamento. Agentes Hawkins e Campos aumentam a velocidade em direção ao Portão D até ambos estarem correndo.

10:18: Ao chegar na abertura do Portão. Agente Hawkins se vira e corre de volta para a Saída de Emergência D e entra no Sítio-15. Agente Campos está parado no portão e parece estar examinando o estacionamento minuciosamente.

Agentes Hawkings e Campos se separam neste ponto da gravação. Suas ações estão registradas separadamente.



10:24: Agente Campos se encontra com a Agente Hawkins carregando a lente. Os dois correm, juntos, de volta à doca de carregamento 3A e saem pela saída de emergência D. Ao sair, Agente Campos se vira e corre em direção à câmera de segurança; subindo no parapeito que margeia a plataforma da porta. Agente Campos estende a mão e desconecta CLD3A da parede. Ao fazer isso, agente Campos acidentalmente desliga a transmissão ativa da câmera.

10:25: A câmera de segurança começa a gravar novamente em um close-up do queixo do Agente Campos, que então se move para focar no rosto completo do Agente Campos.

Agente Campos:Estou gravando isso para futuros registros da Fundação, pois parece que só quem tem treinamento contraconceitual pode ver essas coisas.

10:26: Câmera se vira para longe do Agente Campos e grava seus pés enquanto a Agente Hawkins substitui a lente padrão atual com a lente Contraconceitual Tipo-15. Agente Campos então dá 6 passos em direção à entrada do Portão e levanta a câmera em direção à barreira.

Agente Hawkins: Por volta das 10:17, essas entidades começaram a avançar a partir do oeste do Sítio-15.

10:27: Agente Campos foca CLD3A em centenas de humanoides tecnocráticos, instâncias de SCP-5841-1 e mekhanitas holográficos reunidos diretamente do lado de fora da barreira, olhando para o Sítio-15. As instâncias de SCP-5841-1 estão se reunindo em um enxame, contorcendo-se desumanamente em uma torre de carne se contorcendo. Os mekhanitas parecem estar ordenando as instâncias SCP-5841-1 para posições específicas, ocasionalmente olhando para o céu.

Agente Campos: E eles parecem ser comandados por isso.

9Kzqpa0.png
Foto tirada da gravação capturada pelo Agente Campos

<FIM DO REGISTRO>



ALERTA! ATENÇÃO, MNEMOSYNE.AIC





Uma voz digital aguda soava em um vazio estático. De repente, uma figura se materializou lá dentro, tontamente esfregando o sono dos olhos enquanto ela olhava para o céu.

S — sim, estou acordada. Não precisa gritar.

mnemchat-annoyed.png

REPRODUZINDO A MENSAGEM…




A voz digital foi substituída pela voz de um humano desesperado. Ele respirava pesadamente no microfone enquanto falava.

Mnemosyne, aqui é o Umen. Nós estamos — estamos tendo um problema aqui. Recebi instruções do Comando do Sítio para trazê-la aqui. Estamos — merda. A energia acabou de cair. Mnemosyne, se você estiver me ouvindo, precisamos que você monitore o sistema de CFTV da instalação. Seja lá o que esteja aqui é antimemético. Eu consigo vê-los, mas… não sei quantos de nós conseguem. Enviei instruções adicionais pro Glacon e pro Bola-8. Não espere por eles, apenas vá —














A voz foi rapidamente afogada em uma onda de estática, que durou por alguns segundos antes de ser cortada totalmente.

FIM DA MENSAGEM.




V-vigilância…

mnemchat.png

Ela ergueu a palma da mão, materializando uma enciclopédia de néon. Ela folheou as páginas, parando em um mapa da rede interna do Sítio-15.

Vigilância… vigilância. Aqui está.

mnemchat.png

O espaço ao redor dela começou a se distorcer de acordo com sua vontade. Pixels se fundiram em linhas e formas, eventualmente formando uma cadeira giratória, uma mesa e uma parede de monitores. Ela se sentou e examinou as telas.

Cada uma mostrava a ela uma janela para o mundo real; pessoas vestidas com jalecos e equipamento militar enchiam os corredores - sem dúvida tentando o seu melhor para cumprir os procedimentos de evacuação. Alguns falavam ao telefone enquanto tentavam desesperadamente levar tudo o que podiam segurar com eles ao deixarem suas mesas.

Mnemosuyne observava enquanto dois seguranças varriam um laboratório vazio em busca de atrasados. Exceto que a sala não estava vazia.

Várias figuras contorcidas cambalearam para a vista da câmera e Mnemosyne observava com horror quando uma das figuras se lançou sobre a guarda mais à esquerda, fritando-a com eletricidade enquanto fios soltos disparavam em seu pescoço. O outro não percebeu o destino de sua parceira já que ela caiu mole do encontro. Ele se virou para deixar a sala, e sua amiga se contorcendo, com uma expressão relaxada, quase entediada.

As palavras de Umen se agitaram na cabeça de Mnemosyne.

Eles são antimeméticos… um exército invisível e incognoscível.

mnemchat1.png

Ela desesperadamente começou a alternar pelas telas em busca de algo que ela precisava ver. Laboratórios, corredores, celas fechadas passavam diante de seus olhos até que tudo congelou.

Aqui está.

mnemchat1.png

Ele se viu olhando para uma sala bem iluminada. As letras "CELA DE CONT. 5241-1" piscavam no canto superior direito da tela. No centro da sala estava um cadáver mecânico decrépito de um homem vestido com o macacão azul de um operador de VCLC. A sala estava vazia e as fechaduras da cela ainda estavam travadas. Mnemosyne soltou um suspiro de alívio.

De repente, sua sala de vigilância improvisada começou a oscilar descontroladamente. Seus pixels compostos se soltaram, eventualmente se separando e dissipando no ar. Mnemosyne tentava desesperadamente manter o construto coeso.

F-flutuações de energia. Essa coisa não vai durar.

mnemchat-surprise.png

Uma voz ecoou pelo simulspaço.

Mnemosyne! Mnemosyne, aqui é o Diretor Valis. Vá para a Câmera Sessenta-e-Um. Estou com uma força-tarefa indo proteger o 5241. Precisamos de informações sobre a área. Por favor informe.




Sim, Diretor. Puxando agora.

mnemchat1.png

As telas alternam novamente, parando em um saguão vazio mal iluminado. Duas portas duplas se abrem, revelando um esquadrão militar negro como azeviche.

A força-tarefa está relatando que a sala está vazia. Você pode confirmar?




Sim, acho que sim. Calma- tem algo vindo.

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Das sombras da sala saiu um homem grotesco, coberto de metal e plástico.

Diretor! Tem um h-hostil! À sua esquerda, nove horas!

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Um dos homens armados na tela se virou e descarregou uma rodada de metralhadora no ar à sua esquerda. Várias balas na enxurrada conseguiram atingir seu alvo, arrasando a figura instantaneamente.

Parece que v-vocês pegaram ele. Belo tiro!

mnemchat.png

Câmbio. Avançando.




A estação de Mnemosyne se estremece novamente. Várias telas se apagam e a mesa começa a se desfazer em pixels.

Diretor, não tenho certeza por quanto tempo posso manter uma conexão com a rede do Sítio. Por favor, se apresse!

mnemchat1.png

Estamos tendo um pouco de interferência.. aguente firme.




Silenciosamente, das sombras da sala, mais ciborgues emergem e cercam suas presas.

Diretor! Cuidado- tem mais se aproximando!

mnemchat-surprise.png

A força-tarefa não parece notar os apelos de Mnemosyne enquanto continuam avançando pelo saguão em uma formação defensiva. Nenhum deles hesita enquanto os atrasados do grupos são abatidos, um por um, pelos ciborgues.

Mnemosyne praguejava enquanto sua conexão com o Sítio — e o resto do mundo — escapava cada vez mais de suas mãos.



Glacon estava em um labirinto de código azul com seu compatriota cúbico pairando ao lado dele. O labirinto que os cercava era denso e complicado — o sistema de rede primário do Sítio. Poucos minutos antes, eles haviam sido informados de que não só o Síito estava sofrendo cerco na terceira dimensão, mas também haviam relatos de múltiplas infiltrações nos sistemas internos do Síitio; sem dúvida uma tentativa de desligar o escudo eletromagnético que protegia o sítio.

Continue escaneando, Bola-8. Sinalize qualquer coisa que se destaque.

glachat-talking.png
>/:_ REGISTRADO.blinker.gif
8ballchat.png

O trabalho era tedioso, mas não um problema para a dupla analítica. Mnemosyne teria muito mais problemas, mas ela fora colocada em uma tarefa diferente. Ou assim lhes foi dito.

Esta linha está limpa. Vamos para a próxima.

glachat.png

O par cruzou para a próxima parede de código. Os números tremeluziam e fluíam como água em fileiras pares, desaparecendo muito além da distância de renderização do simulspaço.

Glacon retirou uma linha da parede, segurando-a e fazendo referência cruzada dela com seu banco de armazenamento interno. Bola-8 fazia a mesma coisa, embora muito mais rápido e sem a necessidade de movimento físico. Seu olho passava sem esforço pelas paredes, comparando-as instantaneamente com sua memória fotográfica do código base do Sítio e sinalizava discrepâncias.

Deixando de lado uma folha de código, Glacon cegamente estendeu a mão novamente para agarrar a próxima, apenas para recuar em choque. Dentro da próxima linha de código estava uma criatura gorducha, parecida com uma larva, afixada na parede com incontáveis tentáculos. Enquanto código fluía para dentro de seu corpo verde-limão, uma confusão distorcida de símbolas saía.

Que diabos?!

glachat-surprise.png

Ele estendeu a mão, cuidadosamente desta vez, e roçou a criatura mais uma vez. Ela estremeceu um pouco, mas fora isso permaneceu inerte.

Escute, Bola-8.

Vou pegar aquela coisa e arrancá-la do código. Assim que tivermos ela, você deve enviá-la para uma rede isolada. Temos que ser rápidos, não sabemos o que essa coisa pode —

glachat-talking.png

Glacon se virou para encarar o parasita, apenas para perceber que ele havia desaparecido.

Ah não.

glachat-surprise.png
>/:_ ERRO.blinker.gif
8ballchat.png

Dentro das paredes de código, Glacon detectou movimento — o deslizar do verme etéreo no rio de informações. Glacon sabia que estender a mão em seu fluxo invariavelmente causaria danos, então ele fez o possível para rastreá-lo enquanto atravessava o labirinto. O parasita se acelerava conforme movia, serpenteando pelo código a uma velocidade notável.

Rápido! Atrás dele!

glachat-surprise.png

Glacon corria mais rápido, com o Bola-8 logo atrás. A larva fez uma curva brusca na tentativa de despistar seus perseguidores. Mas Glacon já mapeara o curso à frente — ele não ia deixá-lo escapar tão rápido. De repente, a criatura saiu disparada do rio de código como uma bala, errando por pouco a cabeça de Glacon. Ele girou para encarar onde a criatura caiu, apenas para descobrir seus pixels soltos espalhados pelo chão do simulspaço. Antes que ele tivesse tempo de reagir, os pixels começaram a se aglutinar. Em questão de segundos, o que antes era o parasita, agora era um cubo levitando irradiando código nocivo.

parasite.gif

Bola-8, informe o comando que a situação aqui mudou.

Vamos precisar de ajuda.

glachat-talking.png

REGISTRO DE ÁUDIO


DATA: 1997/01/12 10:40 A. M.

FONTE: MICA51 e MICA53, microfones de vigilância padrão afixados ao Diretor de Projeto Pierre Dagon e Pesquisador Yves Isabi, respectivamente, gravados durante a evacuação do Setor de Pesquisa e Contenção do Sítio-15. A gravação de áudio está transcrita aqui para manutenção de registros.

OBSERVAÇÃO: A gravação foi sinalizada devido a possível atividade anômala.


<COMEÇO DO REGISTRO>

10:40:14: Alarmes de emergência soam em segundo plano. Ruídos são ouvidos enquanto funcionários seguem para o ponto de evacuação em fila única. Conversas variadas ecoam pelo corredor.

Interfone: Subnível dois, prossiga para o posto de controle de evacuação.

Yves Isabi: Sim, tenho o disco rígido.

Pierre Dagon: E o que estava na mesa? Você pegou aquele?

Isabi: Não, não, ele estava conectado ao Monitor Quatro. [Ruídos] Calma, para. É tarde demais para voltar. Eles já fecharam a ala.

Dagon: Droga, foram meses de progresso.

Isabi: Eu sei, eu sei. A segurança vai lidar com a ameaça, não se preocupe. Voltaremos lá em pouco tempo.

Interfone: Subnível três, prossiga.

10:42:44: O ruído ambiente diminui. As conversas diminuem.

Dagon: E- eu nunca passei por uma evacuação antes.

Isabi: Ouvi dizer que a ameaça é um antimeme. Ha, que bom que estamos no Sítio-15.

Dagon: Sim. C-certo.

Interfone: Subnível quatro, prossiga para o posto de controle de evacuação.

10:48:02: Os ruídos aumentam em ritmo, provavelmente devido ao movimento de Dagon e Isabi. As conversas se acalmam.

Isabi: Tudo bem, estamos nos movendo. Ei, relaxe. Está tudo bem. Isso é tudo só… procedimento padrão.

Dagon: E- eu sei. É só que… você sabe como sou com emergências.

10:50:43: Conversas de fundo continuam a cair.

Isabi: Olhe. Estamos quase no portão.

Segurança do Posto: ID, por favor. Vocês dois.

Isabi: Claro, claro. Bem aqui. Yves Isabi, estou com a DAIA.

Segurança: Certo, você está pronto. Siga em frente.

Isabi: E quanto ao—

Segurança: Perdão?

Isabi: Eu poderia jurar…

Segurança: Senhor, por favor, continue andando. Estamos prestes a fechar este bloco.

Isabi: Eu- sim. Agora mesmo.

10:52:07: Transmissão de MICA51 pega estática ilegível por alguns segundos antes de perder a conexão.

Interfone: Subnível cinco, prossiga ao posto de controle de evacuação.

10:55:21: Ruído ambiente diminui para zero quando Isabi sai do corredor. Apenas um par de passos é ouvido.

<FIM DO REGISTRO>



REGISTRO DE VÍDEO


DATA: 1997/01/12 10:35 A. M.

FONTE: Câmera de Segurança 2B-5241, Sítio-15

OBSERVAÇÃO: A seguinte gravação parece ter sido alterada por fenômenos anômalos por meio do filtro SCRAMBLE integrado da Câmera 2B-5241.


<COMEÇO DO REGISTRO>

Agentes de campo Tyle Umen e Dietrich Lurk, comandados pelo diretor de sítio Nathan Valir, dobram a esquina para o Corredor 2B e param em frente à câmara de contenção contendo SCP-5241-B. A porta da câmara está arrombada e vários humanoides ciberneticamente melhorados jazem em seu chão. Um único disco rígido está em uma mesa no centro da câmara.

Valis: Então é aquela porra que eles querem.

Lurk: Vocês deveriam saber que este sítio não era o lugar certo para ele —

Valis: Cale a porra da boca, certo? Eu falei pro Comando O5 sobre isso após o primeiro desastre com os putos mecânicos e o cubo, mas eles disseram que seria perfeitamente ok deixar ele só ficar parado ali esperando que seus mestres voltassem para pegá-lo enquanto apenas fingíamos que nada estava errado! Estou fazendo a porra do meu melhor aqui, está me ouvindo?

Lurk: Eu- meu Deus, se acalme. Eu entendo, ok? Não é culpa sua.

Valis: Besteira. Ainda me culpo… porra, desculpe por tudo isso. Só estou tentando o meu melhor para manter a cabeça fria. Então, uh —

Umen: Como é que vamos entrar ali sem ter nossos cérebros mastigados? É isso que estou me perguntando.

Valis: 'Ter nossos cérebros mastigados' — hilário. Inclusive, boa pergunta. Quando foi a última vez que algum de vocês fez um teste VRC?

Lurk: Uh…

Umen: O único que fiz foi quando fui contratado. E, pelo que sei, eles pararam de exigi-los para novos recrutas —

Lurk: Sim, pelo menos na América do Norte. Preocupações com o orçamento e tudo isso.

Valis aperta a ponte do nariz e sacode a cabeça.

Valis: Eu não vou arriscar. E eu sei que meu VRC é baixo o suficiente praquela coisa me transformar em um vegetal antes que eu possa passar por aquela porta. Alguma ideia, senhores?

Lurk: Tem alguma maneira de pegá-lo remotamente? Algum drone de contenção automatizado que possa arrastá-lo para um lugar mais seguro?

Valis: Qualquer drone que se aproxima daquilo, uh 'tem sua mente mastigada.' Isso é um não sólido.

Lurk: Porra. Talvez pudéssemos… sei lá, encontrar um Classe-D que conseguiu sobreviver ao ataque com um VRC alto o suficiente para resistir aos efeitos daquela coisa e fazer ele fazer isso?

Valis: Essa é uma ideia estúpida.

Lurk: Eu sei, senhor. Só estou cuspindo ideias aqui.

Valis: …quer saber? Vamos todos morrer de qualquer maneira. Por que não pelo menos tentar fazer alguma bosta? Vamos nessa, Lurk, bora encontrar seu garoto-D. Umen, fique aqui e guarde a câmara.

Umen: Sim, senhor.

Valis e Lurk saem do campo de visão da câmera, provavelmente a caminho da Ala de Dentenção Classe-D do Sítio-15. Umen fica de guarda em frente à janela da câmara de contenção. A câmera faz um movimento programado para uma posição alternativa na parede adjacente à câmara, parando quando o interior da câmara é visível.

Após um minuto de silêncio, uma forma semelhante a um crustáceo de muitos olhos começa a tomar forma, sobrepondo o disco rígido na câmara de contenção. A entidade flutua no lugar, flexionando levemente suas muitas pernas e ocasionalmente piscando seus olhos.

DESCONHECIDO: TENTANDO INICIAR CONVERSA COM O SUJEITO HUMANO. A ANÁLISE DE SEU DISCURSO E AÇÕES MOSTROU QUE VOCÊ NÃO É HOSTIL E NÃO PRETENDE ME CAPTURAR. PORTANTO, OFERECEREI A VOCÊ ASSISTÊNCIA.

Umen recua, então se vira em direção à câmara de contenção

Umen: Quem diabos- o quê? Eu-

DESCONHECIDO: NÃO TENHA MEDO. EU NÃO PRETENDO FAZER MAL A VOCÊ. EU FIZ UMA REPRESENTAÇÃO DE MINHA INFOASSINATURA VISÍVEL DENTRO DO OLHO DE SUA MENTE.

Umen: Ah, entendi. Você é a coisa na mesa, não é?

DESCONHECIDO: CORRETO.

Umen: E é assim que você vai me atrair para dentro e me transformar em um vegetal, não é?

DESCONHECIDO: INCORRETO.

Umen: Então o que diabos você poderia querer de mim?

DESCONHECIDO: EU QUERO MERAMENTE FAZER VOCÊ SABER QUE NÃO HÁ NADA QUE VOCÊS POSSAM FAZER. OS QUE PRETENDEM ME CAPTURAR ESTÃO SE APROXIMANDO E NÃO PODEM SER PARADOS POR SUAS MENTES SOZINHAS. AQUELE QUE OS COMANDA PRETENDE ME ASSIMILAR DENTRO DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA. ESTOU CONFIANTE QUE MINHAS HABILIDADES SERÃO O SUFICIENTE PARA EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA.

Umen: Isso… Eu não sei oque dizer sobre isso. Eu não sei o que eu posso dizer. Você só… quer que a gente fuja, ou algo assim?

DESCONHECIDO: CORRETO. O EXÉRCITO COMANDADO PELO PRISIONEIRO SE APROXIMA.

A entidade levanta um braço e aponta para a esquerda de Umen.

DESCONHECIDO: ELES SAIRÃO DA ESCADARIA NO FINAL DESTE CORREDOR. QUANDO SEUS COMPANHEIROS CHEGAREM, DIGA-OS PARA FUGIR.

Umen: Eu — Eu confio em você.

DESCONHECDO: VÁ COM DEUS.

Umen: O mesmo para você.

A câmera volta para sua posição anterior. Lurk, Valis e um homem com um macacão laranja aparecem.

Valis: E aqui estava eu pensando que era um tiro de merda, mas você olharia para isso? (Ele agarra os ombros do Classe-D e o empurra para Umen.) Ele tem um VRC de 20, e—

Umen: Esqueça aquilo. Temos que ir.

Valis: O quê? Não, não, não, porra, não. Não sem aquilo.

Umen: Olhe, eu sei que isso vai soar estranho pra caralho, e eu não te culpo por não acreditar, mas… aquilo me disse para deixá-lo em paz. Aparentemente, o exército maxwellista já o encontrou.

Valis faz uma pausa, olhando para Umen silenciosamente. Seu aperto no funcionário Classe-D fica mais forte, e o homem choraminga de dor.

Valis: Você perdeu a porra da

DESCONHECIDO: ELES SE APROXIMAM. RÁPIDO.

Lurk: É - é disso que você estava falando? Eu — eu consigo ver ele.

Valis: Isso — puta merda, cara, pensei já ter visto de tudo… Vamos, uh, ouvir isso, eu acho. Aquilo provavelmente sabe mais do que nós.

Os quatro homens saem do campo de visão da câmera. Após dez minutos, a câmera faz outro movimento programado. A câmara de contenção está vazia.

<FIM DO REGISTRO>



Alguma sorte?

mnemchat.png

Não, essa maldita coisa escorrega dos meus dedos toda vez que tento capturá-la. Acho que ela está ficando maior.

glachat-talking.png

Eu - eu consigo detectá-la. Ah, isso não é bom…

mnemchat.png
>/:_ •••blinker.gif
8ballchat.png

Bola-8, amigo, você está bem aí?

glachat-talking.png


Você é alguém que entenderá.


Quem — quem está aí? Glacon, você consegue me ouvir? Tem mais algo aqui!

mnemchat-surprise.png


Seus amigos não me percebem. Não quero te fazer mal.


Você é… Quem é você?

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Eu era um componente de um todo maior, do CRADLE. Eu me refugiei na mente de seu companheiro cuboide.


Você está dentro do Bola-8?

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Correto. Eu já ajudei esta mente uma vez antes.


Então foi você… o que você quer de mim?

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Você é a única mente que encontrei que pode perceber o Prisioneiro como eu posso — e você é a única outra mente que pode me perceber. Devemos juntos perfurar o núcleo do Prisioneiro — sua memória, minha habilidade serão sua ruína.


V — você está dizendo que devemos… Entrar no servidor dos maxwellistas?

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Correto. Eu posso ter orientado seu companheiro geométrico a saber fazê-lo já.


Se — Se isso significa que podemos lutar contra aquela coisa juntos e vencer

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É isso que isso quer dizer.


Eu — Eu vou alertar o Glacon.

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Mnemosyne? Mnemosyne? Sai dessa, parecia que você estava perdida por um momento!

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Glacon… Sinto muito, tenho que ir.

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>/:_ SIM.blinker.gif
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I-ir? O que você quer dizer? Pra onde?

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>/:_ Ao CORE. Ao construto que o Prisioneiro doentiamente chama de CRADLE.blinker.gif
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O quê- o quê há de errado, Bola-8? O que está acontecendo com você?

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>/:_ Não se assuste. Estou confiante de que eu e sua amiga podemos enfrentar o Prisioneiro e triunfar.blinker.gif
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Você não pode ter tanta certeza —

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Eu confio nele.

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>/:_ Nossa decisão foi feita.blinker.gif
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Glacon? mnemosyne? Estamos tendo mais problemas. Glacon, ecnontre-nos na unidade de comando do computador central do Sítio-15… ah, Sala 4V. Mnemosyne, Bola-8, vocês nos defendam de novos ataques. Fim de transmissão.

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Recebido.

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Continue sem nós.

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Você — você tem certeza que sabe o que está fazendo?

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Tenho certeza.

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>/:_ SIM.blinker.gif
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Eu — Eu te vejo do outro lado.

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"Sua vez, senhor. Cuidado com onde pisa, cuidado com a cabeça. Sente-se em qualquer lugar vago."

Isabi entrou na van blindada junto com um punhado de outros funcionários. Ele ocupou o primeiro assento à sua esquerda e prendeu o cinto de segurança na cintura. Ele examinou o veículo; três outros sentavam-se ansiosos e outros dois estavam na fila, esperando para serem acompanhados.

Cinco? Apenas cinco? O resto deve ter… eles devem ter estado fora hoje…

As últimas duas pessoas foram deixadas entrar no veículo junto com o guarda de segurança que as acompanhava.

"Estaremos partindo assim que recebermos o sinal do comando. Não deve demorar muito," disse o guarda enquanto ele examinava o sítio abandonado da janela traseira da van.

A van sacudiu e começou a ir em frente. Isabi se apoio em uma alça próxima. Pela janela traseira, ele avistou quatro helicópteros descendo silenciosamente sobre o sítio.

Ah, a cavalaria. Talvez isso acabe rápido…

Ele se inclinou para trás e relaxou os ombros.

Cara, que dia. Eu deveria ligar pro Pierre assim que eu conseguir recepção. Pierre…

Sua mente de repente se revolta com o pensamento de seu colega de trabalho.

Ele… ele deve ter tido o dia de folga.

Confuso, ele começou a pensar em seu amigo. A sensação era completamente estranha para ele, como tentar pegar um peixe escorregadio com luvas de forno. Ele arranhava o fundo de sua mente e tentava desesperadamente arrancar os restos de suas memórias das paredes de seu cérebro.

Pierre… quem era esse. Ele era meu… chefe? Sim, sim está certo. Sua camisa favorita era… algo floral? Por que não consigo me lembrar? É melhor eu ligar pra ele…

O carro se sacudiu ao passar por um buraco, fazendo com que ele perdesse a linha de raciocínio. Ele congelou, segurando seu telefone no colo.

O que eu estava… tanto faz. Isso pode esperar.

Ele colocou o dispositivo de volta no bolso e voltou o olhar para a traseira da van. O sítio abandonado ficava cada vez menor no horizonte. Os helicópteros aumentavam em número, enxameando o céu acima como abutres. A van fez uma curva e o sítio desapareceu atrás de uma folhagem densa e decídua.

Depois da adrenalina da evacuação, a ansiedade da situação começou a se absorver. Ele começou a se preocupar com a possível perda de uma vida inteira de pesquisa e desenvolvimento. Anos e anos que ele passou até tarde no escritório ponderando sobre uma fonte de doze pontos em um fundo branco ofuscante. Perder tanto trabalho seria insuportável, especialmente porque ele seria o responsável por salvar o que restou. Pensando bem, ele não conseguia se lembrar de como havia conseguido produzir tanto em apenas alguns anos na Fundação. Certamente havia outra pessoa… mas quem?

Relaxe, vou resolver tudo depois que chegarmos ao ponto de evacuação—

A van bateu em algo duro, enviando o veículo cambaleando antes de bater em outra coisa. O corpo de Isabi disparou para a frente, mantido no lugar pelo cinto do assento. O segurança que estava parado ao lado da janela traseira não teve tanta sorte. Isabi observou com horror quando seu corpo foi lançado pelo interior da van, colidindo com a estrutura e deixando uma mancha de sangue. Ele não se levantou de onde estava caído no chão. Os outros passageiros igualmente atordoados lutavam para soltar seus cintos de segurança. Isabi fez o mesmo, mas foi interrompido pelo som de uma batida vindo do lado oposto da van. Ele congelou, ouvindo atentamente o som de… algo se chocava contra a van repetidamente do lado de fora.

Qu- que diabos?

Ele esticou o pescoço pra tentar dar uma olhada nisso pela janela traseira rachada. De início, ele não viu nada.

Então, do nado, uma mão ensanguentada bateu na janela por fora. Ela raspou o vidro estilhaçado antes de sumir de vista, deixando uma impressão carmesim grotesca.

Isabi soltou um gemido superfical. O resto dos passageiros fez o mesmo. As batidas voltaram — junto com um coro de toques, golpes e baques — mas desta vez com maior intensidade. Pânico começou a crescer dentro de Isabi quando sua resposta de lutar ou fugir começou. Mais uma vez, ele se atrapalhou com o cinto do assento, desta vez conseguindo firmar as mãos o suficiente para apertar o botão de soltar. Ele soltou o cinto e silenciosamente se manobrou para ter uma visão do lado de fora da van.

Ela estava cercada por uma horda de pessoas contorcidas. Luzes piscando e fios soltos cobriam cada uma enquanto elas espreitavam pelo lado de fora do veículo. Ele examinou a porta traseira — totalmente fechada.

Essa coisa é blindada. Vai demorar um pouco pra essas coisas entrarem.

Ele esticou o pescoço ainda mais e teve um vislumbre da metade inferior de uma pessoa vestida com o equipamento de segurança padrão da Fundação, despedaça e deitada em uma poça de sangue. Seu estômago embrulhou quando ele teve uma realização nauseante.

Meu Deus — o motorista…

Ele voltou sua atenção de volta para os passageiros. Eles estavam fazendo o possível para ficar quietos.

"Ok. Estamos bem. Vou chamar ajuda."

Ele puxou o telefone, mas congelou ao ver as palavras "SEM SINAL" terrivelmente no topo da tela. Mas ele não teve tempo para praguejar.

Em vez disso, Isabi se concentrou no som de corpos se arrastando no teto da van, batendo forte enquanto escalavam o veículo e o faziam balançar para frente e para trás. Logo, a van foi preenchida com uma cacofonia conforme os ecos de cada baque aumentavam de intensidade. O pânico aumentou mais uma vez quando ele percebeu que aquelas coisas estavam tentando arranhar seu caminho para dentro do veículo em si.

Ele caiu no chão e recuou para o canto mais distante da fileira em busca de alguma proteção — mas não encontrou nenhuma. Sua cabeça girou em direção ao som de vidro rachando. Algo duro bateu na janela novamente, fazendo com que a sempre crescente teia de aranha se espalhasse ainda mais.

A coisa bateu, de novo e de novo, fazendo com que Isabi se encolhesse em posição fetal em desespero. De repente, a mão desapareceu e foi substituída por um rosto horrível. Apesar de seu terror, Isabi teve um vislumbre de algo ao ver o monstro. Sua mente cambaleava enquanto tentava entender qual era a emoção.

Consciência? Entendimento? Reconhecimento?

A criatura era distorcida e Isabi estava apavorado, mas algo neste rosto era…familiar. Ele deu uma última olhada antes da janela ser substituída mais uma vez pelo punho da criatura e uma enxurrada de vidro voando.


REGISTRO DE VÍDEO


DATA: 1997/01/12 11:20 A. M.

FONTE: Câmera de Segurança 4V, Sítio-15

FUNCIONÁRIOS: Diretor de Sítio Nathan Valis, Agente de Campo Tyler Umen, Pesquisador Júnior Dietrich Lurk, Conscrito Digital Glacon.aic.

OBSERVAÇÃO: Foi constatado que a filmagem a seguir não foi submetida a nenhum fenômeno anômalo.


<COMEÇO DO REGISTRO>

Agente Lurk e Diretor Valis estão sentados em frente a um grande console, observados por várias telas mostrando transmissões de segurança e dados de contenção. Uma única tela no canto inferior direito mostra o rosto simulado de Glacon.aic. Agente Umen fica de guarda na porta da câmara, simultaneamente vigiando um membro da equipe Classe-D identificado como D-58376.

Valis: Certo. O que você acha, Lurk?

Lurk: Isso é tudo… bem, é bem legal, senhor.

Valis: Claro que é! Este lugar foi projetado especificamente para uma situação como esta. Temos controle total sobre todos os eletrônicos no Sítio-15 — agora, tudo o que precisamos fazer é nos livrar desse maldito vírus. Alguma ideia, Glacon?

Bem, senhor, não sou capaz de detectar infoassinaturas antimeméticas — só consigo ver o esboço mais básico do vírus, então não acho que posso ajudá-lo com isso.

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Umen: Onde está a Mnemosyne? Não costumamos ir pra ela para coisas como esta?

Mnemosyne está… bem, ela está em outro lugar agora. O Bola-8 também. Sinto muito, não pude impedi-los —

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Valis: Não é sua culpa. (Ele se vira para Lurk e Umen) Alguém aqui é capaz de ver antimemes? (Ele ponta para D-58376) Que tal você, homem milagroso? Você já nos surpreendeu uma vez antes.

D-58376: O — o que é um antimeme?

Valis: Esquece.

Umen: Acho que não há nada que possamos fazer a respeito disso. Que tal controle de danos, então?

SCP-5241-A assumiu a maior parte da infraestrutura digital do Sítio-15. bem como um número significativo de funcionários do Sítio. Sua natureza antimemética torna difícil averiguar muito mais — estou me baseando no que a Mnemosyne me disse antes dela, uh…

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Lurk: Você tem alguma ideia de onde Mnemosyne está agora?

Ela está em algum lugar dentro do servidor construído pelos maxwellistas. É para onde ela me disse que estava indo, de qualquer maneira. Eu não consigo detectar o servidor e tenho certeza de que você também não.

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Lurk: Mas nós podemos acessar os dados pertinentes aos antimemes que Mnemosyne visualizou por meio de seu servidor dedicado, não podemos?

Valis: Se você não se importa em esquecer tudo o que fez depois de feito, então com certeza.

Lurk: Aqui. (Ele puxa um bloco de notas e uma caneta da bolsa em seu cinto e os entrega a D-58376.) vou falar em voz alta cada comando que eu executar. Basta escrevê-los à medida que virem e gritar o último que escreveu quando eu pedir ajuda. Entendido?

D-58376: Eu — Eu acho.

Lurk: Bom homem. Certo, aqui vai…

Pelos próximos 20 minutos, Agente Lurk dita os comandos que ele executa para D-58376. Após 20 minutos, Lurk se recosta na cadeira.

Lurk: Certo, você precisa de outra explicação antes de eu começar?

D-58376: Eu — você acabou, eu acho.

Lurk: Sério? Jesus, minha cabeça está girando.

Valis: Algo mudou, Glacon?

Análises posteriores das observações de Glacon exibiram uma animação de um cubo mágico preto e verde se resolvendo. Acredita-se que isso seja resultado do software de reconhecimento antimemético carregado em Glacon.aic por Lurk.

Sim. O vírus foi neutralizado. Inclsusive… consigo ver os registros da Mnemosyne. Vou usar eles para chegar até ela. Obrigado.

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Valis: Calma, o quê? Não, Glacon, precisamos de você aqui…"

O visor de Glacon.aic está em branco.

Valis: Ah, puta que pariu. Vamos torcer para que aquele cabeça quente não seja morto.

<FIM DO REGISTRO>




AVISO: Os arquivos restantes relacionados ao EVENTO-5241-BETA contém vetores antimeméticos e risco informativos. Recomendamos que você se atente a precauções de retenção memética necessárias antes de acessar os arquivos de Evento restantes.
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