Cachorro-Quente Cachorro-Quente Cachorro-Quente-Pra-Cachorro
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Ainda está escuro lá fora.

"Haha, tenho que ir agora!"

Pluto late jocosamente e encosta o nariz em um homem alto e jovem que está saindo de casa.

"Eu prometo, estarei de volta mais cedo do que você acha… Fique seguro, P."

A porta se fecha. Pluto abaixa a cabeça e seu rabo para de abanar quando seu companheiro sai para caminhar. Gary, seu dono, sempre lhe diz que ele tem que ir andar para ganhar dinheiro para coisas como comida. Por que o Gary não traz Pluto junto? Pluto é muito bom em andar. Não faz muito sentido.

Na verdade, agora seria a melhor hora para ir, já que os raios do sol estão aparecendo.

Fazendo uma cara, Pluto se arrasta pela cozinha - onde ele tenta evitar olhar para sua tigela de comida - e entra na sala de estar. Ele não está com vontade de comer. De novo.

Ele se joga no chão, pálido como um fantasma, e olha para a Teve1 escura como breu.

Bem, não escuro como breu, mas sem muita luz para refletir, a teve está escura o suficiente par aos olhos de Pluto vagarem. Antes, Gary costumava deixar as cortinas abertas e Pluto pulava no parapeito da janela para observar o lindo nascer do sol; os estranhos pedaços de metal que passavam a cada poucos minutos no concreto frio da manhã; o homem irritante com os retângulos finos, brancos e estranhos.

Agora ele sempre deixa a cortina fechada. É algo que a mulher de branco disse para fazer - a mulher que sempre visitar Pluto, porque ela adora olhar dentro de sua boca e acender luzes em seus olhos e dar a Gary pedras brancas exóticas, que ele coloca na comida de Pluto. Pluto sabe disso muito bem, mas Gary nunc afaria nada perigoso, então as pedras brancas devem ser seguras, né? Afinal, a senhora diz que é para "ajudar a aliviar a dor."

Isso provavelmente explicaria por que Gary chora algumas noites enquanto segura Pluto. As pedras brancas devem estar ajudando Gary com sua dor!

Se as pedras brancas ao menos estivessem ajudando Pluto propriamente dito…

E o sol. Ele sente falta do sol. Lá fora, o país agora se deleita no calor do sol. Ah, o calor do sol. Ah, como ele deseja sentir a brisa da manhã e o sol quente e matinal novamente.

Argh, ele deveria parar de reclamar! Contanto que Gary esteja bem, isso é tudo que importa. Gradualmente, o cão peludo cai na inconsciência, onde ele relembra os dias em que Gary ainda brincava com ele e o levava para passear de carro.

Ele é perturbado, no entanto, por batidas em pânico na porta da frente. Instantaneamente, as orelhas de Pluto se levantam e sua cauda se endireita. Apesar da dor2, ele ainda pula de seu lugar confortável no tapete e fica em posição de sentido, onde começa a latir para o intruso. Deve ser aquele homem rude com seus retângulos brancos de novo!

Mas, de repente, algo se arrasta horrivelmente pela moldura de madeira, criando um terrível barulho de arranhar, cujo som faz Pluto estremecer. Ele galopa de volta para a cozinha e retoma seu latido de retaliação. No entanto, o homem não para! Ele é persistente. Ele até fez um buraco na porta da frente e está tentando desesperadamente tentando entrar pela porta de cachorro.

A luz que entra é ofuscante. Já faz tanto tempo desde que Pluto viu a luz.

Mesmo assim, esse homem deve aprender uma lição, mesmo que isso signifique que Pluto tenha que pular na manhã quente de verão e comer todo o seu papel—

"Pluto?"

O cachorro para.

"Ah, eu estava muito preocupado! Eu estava tentando bater na janela, mas você não ouvia nada! Sou eu, eu esqueci… eu esqueci minhas chaves."
Gary… Ufa. Era apenas o Gary.

"Desculpe por todo o barulho, eu estava com medo por um momento, ha… Ha."

Gary não soa bem.

"Você está bem aí, amigo?"

Silêncio.

"P, me… me desculpe por te assustar, eu realmente precisava te ver. Nada estava funcionando, sabe. Tentei por muito tempo te curar. Meu pai não conseguiu te ajudar. Mellisa não conseguia te ajudar. Sinto muito, Pluto, por… Por tudo isso. Mas eu… Nós… Queremos que você saiba que está tudo bem agora. Venha, amigo. Vamos dar uma volta, que tal?"

Finalmente! Uma volta! O doguinho começa a correr freneticamente em um círculo.

"Assim como eu prometi. Vamos."

Pluto se lança animado em direção à porta e sai para a luz quente.

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