Termo Impróprio
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Eu não sô dos mais brilhantes                                                                                                                            
Sítio 23, Delhi, Índia. 22 de novembro de 1956.

E é por isso que insisto que é impossível enfatizar a importância de permanecer neutro neste conflito. Alinhamento com qualquer uma das grandes potências seria um profundo insulto àqueles cujos grandes sacrifícios ganharam nos deram nossa liberdade.

Você pode notar que, apesar do sentimento de alguns dos meus outros escritos, escolhi aqui enfatizar que não devemos nos tornar mais amigos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas do que dos Estados Unidos da América. Sem querer insultar sua causa ou organização de sua sociedade, não seria do melhor interesse de nossa nação incipiente cuspir sobre nossa independência conquistada a duras penas e nos alinharmos prontamente com qualquer uma das superpotências; em vez disso, devemos tom
nossas antigas crenças raciais e e

"Sua retórica não impressiona, mas para um nativo você tem um domínio impressionante da língua, Sra. Sanmugasunderam." O Diretor de Sítio Eriksson levantou uma sobrancelha por cima do pedaço de papel rasgado.

Satyana estampou um sorriso no rosto ao olhar para ele por trás da máquina de escrever. "Você não teria me contratado se eu não tivesse." Com uma pitada de timidez, "E você disse que ia tirar folga hoje."

O homem pálido e corpulento suspirou e puxou uma cadeira na frente da mesa dela. "Sem problemas. Eu dificilmente posso me dar ao luxo de disciplinar cada membro da equipe que se envolveu em desentendimentos políticos durante o horário de trabalho." Ele olhou para o papel novamente, então de volta para ela. "Outros escritos?"

Satyana removeu a folha de papel rasgada da mesa e a descartou. "Já escrevi vários outros editoriais para o jornal local em inglês. Os em hindi são aceitáveis, mas este geralmente é repleto de propaganda colonialista." Seu sorriso se alargou um pouco e involuntariamente, antes que ela o forçasse de volta ao seu estado padrão. "Sem ofensa, é claro."

"Vou dizer de novo, não me envolvo em política. Mas, para abordar o seu ponto anterior, há muito trabalho a ser feito para tirar mais tempo de folga do que o necessário." Ele puxou um maço de cigarros e acendeu um, dando uma pequena tragada antes de continuar. "Ainda não temos um catálogo definitivo de tudo o que conseguimos evacuar, e só temos a falta de funcionários para agradecer por isso."

Satyana apagou seu próprio cigarro no cinzeiro em sua mesa. "Estou ciente. Nesse tópico, você tem correspondência." Satyana pegou uma pasta de sua mesa e a entregou a Eriksson. "Duas coisas neste sítio e, como de costume, sua posição lhe dá o direito de recuperar informações de outras partes da Fundação."

Eriksson aceitou o arquivo e abriu na primeira página. Com uma carranca de resignação, "Sem dúvida, sua posição como minha secretária lhe dá direito às mesmas informações de alguma forma… só esteja ciente de que eu vou ignorar isso como um favor."

Satyana balançou a cabeça. "Como quiser. Primeira ordem do dia. Algumas munições soviéticas que trocamos há três dias, ainda não estão totalmente escritas. Relatórios iniciais indicam que elas fazem árvores depois de explodir." Ela entrega outro arquivo a Eriksson.

"Bombas que fazem árvores? O que diabos eles planejam fazer com elas?" Ele pegou o arquivo. "Parece que seria contraprodutivo dar cobertura aos defensores se você quiser invadir uma área."

Satyana revirou os olhos. "Bem, eu prefiro pensar que elas foram feitas para- Quer saber, esquece." Ela fez menção de deixar o arquivo de lado.

"Não, vá em frente. Me dê seu discurso. E mande eles pro Hall, acho que ele é tecnicamente um especialista em explosivos."

"Anotado." Ela voltou a prestar atenção. "E eu ia dizer que pra mim parecia que as-" Ela olhou para o arquivo novamente, "-'bombas-árvores' são uma incursão no aumento da produção agrícola."

"Não é pra isso que deveriam ser as fazendas coletivas? Se eu tivesse que adivinhar, seria pra se eles estivessem fugindo. Se os americanos tomassem Stalingrado, ela seria muito menos útil para eles se fosse uma floresta."

"Possivelmente, mas não sinto que algo próximo a uma invasão beneficiaria alguém. Eles não investiriam esse nível de recursos em um evento tão improvável."

"Improvável? Dificilmente. Ou eles vão lançar bombas, ou skips,1, ou bombas skips, ou seja lá o que. E então eles vão se lançar para espalhar a democracia ou o comunismo ou seja o que for."

"Dada a disparidade ideológica e econômica, não é muito provável que esse dilema seja resolvido por meio de combate em vez de palavras. Houve algumas análises bastante profun-"

Eriksson balançou a mão para interrompê-la. "Tenho coisas mais importantes para atender do que vagos tratados estratégicos, e você também. Mais alguma coisa?"

Satyana piscou, um pouco desencantada. "Entendido. A próxima ordem do dia seria Skip Catorze Mil e Vinte Sete. Recuperamos ele dos soviéticos antes que eles tentassem destruí-lo com uma bomba atômica. Eu, pelo menos, acho que ele está terrivelmente mal documentado, mas isso só deve nos afetar na pio-"

"Mal documentado?" Ele examinou o arquivo. "Tudo parece estar em ordem pra mim."

"Sim. Segundo parágrafo dos Procedimentos Especiais de Contenção. 'Indivíduos habitualmente subjugados ou politicamente oprimidos, como aqueles sob governos comunistas, são ideais para conter SCP-1427."

Eriksson bocejou pesadamente e endireitou-se na cadeira. "Sim, eu li isso. Não consigo ver como isso é questionável, dado os efeitos documentados da anomalia."

"Bem-" Perguntou Satyana. "Dificilmente seria correto chamar a preocupação por seu colega de trabalho ou lealdade a uma causa maior de 'subjugação' e 'opressão'. E eles estão até agindo como se fosse algum tipo de grande dilema moral manter aquilo contido."

"Não tenho certeza se eles vêem isso dessa forma." O tom da afirmação alertou contra a discussão desse ponto específico.

Satyana abriu a boca e então a fechou. Quando ela falou de novo, sua atitude recatada era obviamente forçada. "O que quer que você ou os autores do documento possam sentir sobre as… implicações políticas, a parcialidade é clara para o que é supostamente uma organização apolítica."

"Aqui diz que a anomalia está no Sítio 81. A maioria dos chefes deles são franceses, se Durand ainda estiver no comando lá. O sentimento não mudará tão cedo, e não acho pragmático pedir para a formulação de um classe Keter ser alterada. Especialmente nos Procedimentos de Contenção."

"Muito bem." Ela se permitiu uma carranca agora. "Como eu estava dizendo, isso só poderia nos afetar na pior das hipóteses. No entanto, o Vinte Mil e Oitenta foi solicitado por seu potencial de amortecer os efeitos. Parece bastante simples, então só precisa da sua assinatura."

"Fazer teste cruzado de algo como isso com outro skip, mesmo com o vinte mil e oitenta, é arriscado. Faça o Galluzzo dar o ok primeiro."

"Vou me certificar disso. Outro que está sendo transferido pra cá, Skip Quinze Mil e Sessenta e Quatro. Ele é um artefato do Deus Quebrado. A única instância que acho que será problemática é a Um."

Erikson mexeu em seus papéis para examinar a documentação relevante. "Você está certa quanto a isso… já é difícil o suficiente transportar funcionários com experiência militar através das fronteiras, mesmo sem o recente escrutínio de todos os veteranos da OTAN e seja lá o que os soviéticos prepararam." Ele esfregou os olhos.

"O Pacto de Varsóvia. Não tive tempo de verificar nossos registros ainda, mas se bem me lembro, temos dois pesquisadores e três assistentes que atendem aos requisitos, descontando você."

"Nem perto do suficiente… entre em contato com o pessoal da Logística, precisaremos do dobro disso. Se certifique de que eles não sejam budistas primeiro."

"O pessoal da Logística ou os pesquisadores?"

Eriksson sorriu brevemente. "Muito engraçado. Os pesquisadores. O pessoal da logística pode acender incenso e cantar kumbaya se é isso que os mantém trabalhando, mas eu quero ter certeza extra de que os Tickers não tentem entrar de penetras em mais plantas."

"Anotado. Isso é tudo que está em sua caixa de correio hoje. Mais algum outro assunto oficial que precisa ser resolvido?"

"Assunto oficial? Nada. Eu tenho um koan que eu gostaria de passar para você." Uma pausa. "Er, um koan é um ditado que te faz pensar."

"Ãhn? Vamos ouvir então."

"Ouvi ele do Taylor na terça, só pensei nele agora." Ele bufou, lembrando-se o melhor que podia. "Por que isso se chama de corrida armamentista2, quando para ganhar uma corrida, você precisa usar as pernas?"

Satyana ponderou a pergunta por cerca de quinze segundos antes de responder. "Isso deveria ter algum tipo de significado oculto? Isso só é um jogo de palavras."

Erikson encolheu os ombros. "Infernos, se eu sei, só algo que eu pensei que valia a pena compartilhar. Feliz Dia de Ação de Graças pra você." Ele se levantou e passou pela mesa de Satyana e entrou em seu próprio escritório.

Ela virou a cabeça para olhar interrogativamente para ele enquanto ele caminhava. "Nós nem somos americanos…" Satyana soltou um suspiro e começou a ligar para a Logística.

Eriksson fechou a porta sem uma explicação. Ele se sentou em sua mesa e colocou um pedaço de papel de volta em sua máquina de escrever.

E exorto os cidadãos racionais e de bom coração da Índia a perceber que simplesmente recusar-se a alinhar nosso novo país com qualquer uma das potências não é suficiente para manter as forças da tirania sob controle…

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