Memorandos da Obskuracorps Adquiridos na Operação CORDA NEGRA

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NOTA

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ADMINISTRAÇÃO DE SEGURANÇA DE REGISTROS E INFORMAÇÕES

Este arquivo contém informações sobre um ou mais componentes físicos de SCP-3457. De acordo com os termos do Acordo de Köln, este arquivo e todos os documentos anexos devem ser transferidos para o Escritório do Subsecretário-Geral, Alto Comando da GOC, na oportunidade mais breve disponível. Redação de informações deste documento pertinentes ao componente do ritual de SCP-3457 deve ser realizada antes dessa transferência.

Todos os funcionários da Fundação envolvidos na recuperação e no manuseio deste arquivo devem relatar ao seu supervisor RAISA para avaliação e amnesticização direcionada. O não cumprimentro pode resultar em ação disciplinar.

Nenhuma cópia deste arquivo deve permanecer nos arquivos da Fundação após 1949-12-31.


CAPA DO ARQUIVO RAISA

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ID do Registro: 1944-09-01-BR-04
Fonte: Parte de um cache de documentos adquiridos de Konrad Weiss (PdI-018747) durante a Operação CORDA NEGRA
Conteúdo: Comunicações traduzidas da Obskuracorps (GdI-023) sobre o Golem de Praga e o Rito de Salomão

De Konrad Weiss
Para Hermann Schmitz
Assunto A Sétima Chave

Comandante Schmitz,

Infelizmente, eu não posso lhe dizer como a Chave se parece, pois essa é uma informação que eu não possuo. Como ocorre com muitos desses itens, há pouco sobre ele no registro histórico, e as informações registrados são fragmentárias e contraditórias. Eu dediquei meio século de minha vida ao estudo desses artefatos e, nesse tempo, tudo o que consegui aprender sobre as Chaves dificilmente preencheria um panfleto. Deuses, homens e animais todos conspiraram por milênios para esconder esse conhecimento; a própria história trabalha contra nós. Mas nós devemos prevalecer. Não resta mais ninguém que possa se opor a nós.

Apesar da escassez de informações, estou confiante de que você encontrará a Chave no Protetorado Boêmio. Os últimos registros confiáveis da Chave dizem que ela foi roubada de Constantinopla e contrabandeada para Praga durante a 4ª Guerra Oculta, a fim de mantê-la dos otomanos. É provável que ela tenha permanecido na posse do Judenmagier1 da cidade até a última parte do século XVI. Segundo a tradição local, foi quando o Maharal2 construiu um golem para atacar a população alemã de Praga em nome dos judeus da cidade3. Obviamente, tendo sido animado por mágicas judaicas imperfeitas, o golem inevitavelmente enlouqueceu e se voltou contra seus criadores, forçando o Maharal a desativá-lo. Eu consegui adquirir cópias do diário do Maharal que indicam que ele criou um golem assim, mas que ele também deveria servir como um repositório de um artefato poderoso que ele possuía. Ele não nomeia explicitamente esse artefato, mas eu suspeito fortemente que ele era a Chave — como aprendemos em nossas outras aquisições. não era incomum que os guardiões das Chaves as escondessem dentre de outro artefato ou construto.

Portanto, sua diretiva é localizar e assegurar o Golem de Praga; mesmo que ele não contenha a Chave que buscamos, ter tal ferramenta em nossa posse valeria mais do que a pena. Eu recomendo que você comece sua busca no Altneuschul4, onde há rumores de que o Golem está enterrado — e se ele não estiver lá, você provavelmente poderá encontrar algum registro de sua verdadeira localização armazenado lá dentro. Todos os outros recursos da SS e da Wehrmacht dentro da região estão à sua disposição até que esta tarefa seja concluída. Faça o que for necessário para assegurar o Golem e a Chave. Queime Praga ao chão se necessário. Nada é mais importante para o sucesso da nação alemã do que adquirir essa chave.

HH


De Hermann Schmitz
Para Konrad Weiss
Assunto Perda do Golem

Diretor Weiss,

É com muita vergonha e arrependimento que eu devo informá-lo de nossa falha em assegurar o Golem. Ele conseguiu fugir de nossos agentes e escapar da cidade com a ajuda de nossos inimigos. Eu assumo total responsabilidade por esse fracasso. Eu não ofereço desculpas, apenas uma explicação dos eventos que ocorreram.

Como você previu, nossos agentes encontraram o Golem no Altneuschul, armazenado inativo e perfeitamente intacto no sótão da sinagoga. É difícil dizer o que aconteceu em seguida com certeza, mas o exame forense da cena indica que o Tenente Dunst se aproximou do Golem e tentou abrir a cavidade torácica com a ponta de sua faca. Nesse ponto, parece provável que o Golem se reativou, pegou o braço do Tenente e o dobrou para trás, forçando a faca através de seu olho esquerdo e para seu cérebro. Os agentes restantes no sótão conseguiram disparar um total combinado de 14 tiros antes do Golem ter também matado eles. Com exceção do Tenente, a causa da morte em cada caso foi um trauma extremo de força contundente na cabeça ou no peito. Embora chocante, essa brutalidade excessiva seria de se esperar de um construto de um Judenmagier.

Após assassinar nossos agentes na sinagoga, o Golem fugiu do edifício e começou a andar pelas ruas de Praga, atacando intencionalmente todos os bens e funcionários do Reich que ele encontrou. Nenhum padrão aparente pôde ser adivinhado de seus movimentos, e todas as tentativas de estabelecer um cordão para contê-lo falharam já que o Golem rompia qualquer resistência em seu caminho. O Golem devastou a cidade quase completamente sem controle por quase 17 horas antes que uma equipe de Kriegsmagier5 da Sociedade de Thule fosse trazida para neutralizá-lo. Apesar de sua destreza na taumaturgia de combate, os Thule foram incapazes de destruir o Golem; no entanto, eles conseguiram deter sua devastação em Praga. Ao longo das três horas seguintes, a equipe dos Thule bravamente lutou contra o Golem em um impasse, sofrendo baixas significativas no processo. Durante esse período, eu comecei a mobilizar todas as unidades Wehrmacht na área, incluindo uma coluna de armas antitanque, em preparação para um ataque final contra o Golem.

No entanto, antes que esse ataque pudesse ser lançado, uma força de soldados inimigos — provisoriamente identificados como Cavaleiros Templários — aportou na cidade e atacou a equipe dos Thule. Com a ajuda dos soldados, o Judenriese6 massacrou os taumaturgos Thule restantes. Relatos de testemunhas sobreviventes indicam que, ao concluir sua carnificina, o Golem conversou com os soldados por vários minutos, antes de fugir com eles através de uma Via. As impressões das reações na aura de fundo local confirmam que uma Via foi aberta, mas tentativas de reabri-la fracassaram. É provável que os soldados tenham colapsado a Via atrás deles para impedir perseguição.

Atualmente, as localizações do Golem e dos soldados templários são desconhecidas. É extremamente provável que o Golem esteja agora nas mãos de nossos inimigos. Dada a extensão e a intensidade de suas ações contra o Reich durante o seu alvoroço em Praga, é provável que ele aja novamente contra nós no futuro. Adicionalmente, dada a velocidade com a qual os templários foram capazes de responder a esse incidente, é razoável acreditar que nossos inimigos conseguiram comprometer nossas comunicações ou estrutura de comando. Se for esse o caso, você certamente está ciente das implicações que isso teria em nossas operações.

Novamente, eu ofereço minhas desculpas por fracassar em assegurar o Golem e a Chave, e assumo total responsabilidade por esse incidente desastroso.

HH


De Josef Boller
Para Konrad Weiss
Assunto Análise das Operações dos Soldados Inimigos

Diretor Weiss,

Nos 18 meses desde o incidente de Praga, soldados inimigos realizaram 23 ações na Europa Continental que podem ser conclusivamente ligadas apenas ao conflito oculto em curso e não ao esforço de guerra convencional. A eficácia desses ataques é tal que geralmente há poucos dados disponíveis para análise, mas com base nas informações existentes, pude tirar as seguintes conclusões:

  1. Há uma grande diversidade na composição das forças inimigas. Além dos Cavaleiros Templários, as equipes de soldados incluíram agentes do Serviço Oculto Britânico, mestres de runas da Ordem dos Æsir, anti-maçons dos Gormogons, fanáticos do Templo Eterno e janízaros da Irmandade dos Sobreviventes Auspiciosos. Esta lista não é compreensiva.
    • Isso é indicativo de uma coalizão expansiva e coesa na comunidade oculta global, que busca se opor às nossas operações — dita coalizão é quase certamente de escopo mais amplo do que as grandes potências colocadas contra nós na guerra convencional.
    • A crescente diversidade das forças inimigas é um indicador de que essa coalizão se expandiu rapidamente nos últimos 12 meses (possivelmente coincidindo com a execução do Fall Weiss7).
    • A base dessa oposição provavelmente está enraizada na resistência pré-guerra aos nossos esforços arqueológicos, ainda mais inflamada pelo surto de hostilidades abertas e pela expansão da guerra convencional.
  2. Em 19 das ações analisadas, aportação foi usada para inserção pelas equipes de soldados inimigos. Em nenhuma ação aportação foi utilizada para exfiltração. Soldados inimigos demostraram a habilidade de aportar a longas distâncias com um alto grau de precisão; apenas uma casualidade inimiga por uma falha de aportação foi documentada por nossas forças.
    • A frequência com a qual aportação é utilizada sugere que a coalização inimiga possui um novo método para gerar grandes quantidades de orgônio8 em um período relativamente curto de tempo.
      • Esta conclusão é baseada em uma análise comparativa de nossas próprias capacidades de aportação, que, apesar da abundância de cobaias fornecidas pelos campos de concentração, ainda são extremamente limitadas pelas dificuldades logísticas inerentes à realização de dezenas de sacrifícios ritualísticos em rápida sucessão.
        • Embora seja possível que nossos inimigos estejam contando com uma fonte mais tradicional de orgônio, como orgies em massa, parece implausível que eles tenham sido capazes de superar os problemas logísticos envolvidos. Portanto, um novo método de geração de orgônio é mais provável.
    • Com base no uso de aportação no Incidente de Praga, é provável mas não certo que esse método foi desenvolvido por um dos membros iniciais da coalizão inimiga.
    • A ausência de aportação em tentativas de exfiltração sugere que nossos inimigos ou são incapazes ou que não querem utilizar esse método em campo.
    • A precisão de aportações inimigas pode indicar que as operações de comando são lançadas a partir de uma base na Europa Continental; a redução na distância real do espaço entre a origem e o destino permitiria uma redução correspondente nos erros de incerteza inerentes à aportação.
      • Isso é apenas uma conjectura, mas é possível que o CIETU9 seja um membro da coalizão inimiga, e que seu campus satélite em Zurique esteja sendo usado como uma plataforma para ataques de comandos. Se ou quando a Operação Tannenbaum10 for executada, eu recomendaria fortemente que um batalhão de Waffen-SS seja mobilizado juntamente com uma força de taumaturgos da Sociedade de Thule para assegurar o campus.
  3. Em 14 das ações analisadas, a presença de um gigante de pedra ou de barro entre as forças de comandos foi relatada. Descrições dadas por sobreviventes são consistentes com a aparência conhecida do Golem de Praga. Foi relatado que o golem possui algum grau de habilidade oculta, mais notavelmente uma forma de necromancia ofensiva. Também há relatos não confirmados de que o golem é capaz de se tornar invisível ou imperceptível ao olho humano.
    • É extremamente provável que esse golem seja o Golem de Praga.
    • Com base em sua habilidade oculta relatada, que é extremamente atípica para um golem, é provável que o Judenriese possua um poderoso artefato que seja a fonte de suas habilidades aparentes. O candidato mais óbvio é, obviamente, a sétima Chave.
    • Dado o uso repetido do Judenriese como um operativo de campo em missões de comando de alto risco, é provável que nossos inimigos não estejam cientes da presença da Chave dentro do Golem, não estejam cientes da função ou valor estratégico da Chave, ou que não estejam cientes de nossas intenções com o Rito.
      • É improvável, mas também possível que o Golem simplesmente não contenha a Chave como originalmente acreditávamos.
      • Assumindo que nossos inimigos não estejam cientes de nossos planos, parece improvável que eles tenham conseguido comprometer nossas comunicações ou se infiltrar em nossa estrutura de comando em grande medida, como propôs o falecido Comandante Schmitz11.
        • A chegada oportuna dos Cavaleiros Templários durante o Incidente de Praga pode, portanto, ser atribuída à simples coincidência; dado seu significado cultural e utilidade como uma arma, não é surpreendente que nossos inimigos também tenham tentado recuperar o Golem após o estabelecimento do Protetorado Boêmio. O fato de terem conseguido fazê-lo pode ser atribuído ao fracasso do Comandante Schmitz.
  4. Em todas as ações analisadas, o alvo aparente dos comandos inimigos era um ou mais artefatos ocultos. 10 ataques alvejavam armazéns da Obskuracorps, 8 ataques alvejavam artefatos em trânsito e 4 ataques interceptaram nossos agentes durante aquisições; 1 ataque conseguiu assegurar o artefato alvo antes da chegada de nossos agentes, que encontraram a equipe de soldados durante sua tentativa de exfiltração.
    • É provável que nossos inimigos tenham realizado tentativas adicionais de recuperação que conseguiram evitar a detecção por nossas forças. É difícil dizer quantas dessas operações podem ter sido realizadas.
  • Dada sua habilidade de localizar comboios e armazéns da Obskuracorps, é aparente que nossos inimigos mantêm uma extensa rede de informantes em todo o continente — provavelmente provenientes de guerrilheiros locais e outros criminosos. Esforços adicionais devem ser feitos para disfarçar ou ocultar os ativos da Obskuracorps.
    • O foco inimigo em adquirir artefatos corrobora a suposição anterior de que eles vêem o atual conflito oculto como uma extensão da competição arqueológica pré-guerra e presta mais credibilidade à teoria de que eles desconhecem nossos planos envolvendo o Rito.

Eu sinceramente espero que você ache esta análise útil.

HH


De Richard Wege
Para Konrad Weiss
Assunto Exploração das Catacumbas Parisienses

Diretor Weiss,

Minha equipe completou a pesquisa que você ordenou das catacumbas abaixo de Paris. A estrutura é expansiva e, na maior parte, desinteressante. Uma equipe de antropologia forense pode encontrar algum valor no estudo dos ossos infinitos que preenchem as criptas, mas nossa única descoberta de nota na estrutura principal das catacumbas foi um número significativo de Vias com emissões de orgônio anormalmente altas. Se ativos adicionais puderem ser poupados da frente grega aberta recentemente por Mussolini, eu recomendaria que fosse feita uma exploração e estudo adicionais dessas Vias — elas podem ter um valor estratégico significativo se se conectarem a um nexo.

No entanto, a descoberta mais importante feita por minha equipe foi a descoberta de uma câmara enterrada logo abaixo dos níveis mais baixos das catacumbas. A arquitetura dessa câmara é significativamente diferente daquela das estruturas acima, e eu estimo que ela predata as catacumbas por vários séculos. As paredes estão cobertas de inscrições em uma escrita rúnica desconhecida. Uma cópia dessas inscrições foi incluída neste relatório12. Talvez seus escribas tenham mais sorte em traduzi-las?

Embora potencialmente intrigantes, essas inscrições são de importância trivial em comparação com nossa outra descoberta na câmara. Localizado em um estrado elevado perto do centro da câmara e meio enterrado sob os escombros, estava um autômato humanoide de latão e bronze. Embora levemente danificado pelo colapso parcial da câmara, e claramente adormecido por séculos, o mecanismo parece ainda estar totalmente funcional.

Com base nas inscrições rúnicas nas paredes, na idade aparente da câmara e na complexidade dos mecanismos internos do autômato, parece claro para mim que o construto é de origem germânica, provavelmente datado da época de Clóvis, o Franco — e provavelmente construído com a ajuda de uma raça anã desaparecida.

Minha equipe está atualmente trabalhando na escavação do autômato para que ele possa ser enviado de volta à Alemanha para mais estudos e reparos. Eu escreverei novamente para informá-lo quando ele estiver em trânsito.

HH


De Konrad Weiss
Para Werner Schuhmann
Assunto Novo Bem para Experimentação

Senhor Schuhmann,

Embora eu concorde plenamente com sua teoria de que o Judenriese serviria como um canal capaz para a Tyrfing, ele continua se esquivando de nossos esforços para capturá-lo. Porém, recentemente eu adquiri um novo bem que eu acredito que nos permitirá continuar nossa experimentação com a espada independentemente.

Uma das minhas equipes de pesquisa na França recentemente descobriu os restos de uma antiga estrutura germânica, enterrada sob as catacumbas parisienses. Armazenado dentro da câmara havia um autômato mecânico de construção ariana-anã, danificado mas ainda funcional. Eu o tive escavado e enviado para a Alemanha, onde os melhores engenheiros no Reich trabalharam para repará-lo e instalá-lo com um dispositivo de controle. Ele agora está ativo novamente pela primeira vez em séculos, e completamente obedece minhas ordens. Eu o terei enviado para a Instalação 12 amanhã.

Espero que você ache esse autômato valioso em suas experiências com a Tyrfing. Eu acredito que ele até se provará mais útil do que o elusivo Judenriese teria sido — ainda pode haver algum vínculo simpático entre o autômato e a espada, dadas as suas origens germânicas comuns.

Eu espero ansiosamente os resultados de sua pesquisa.

HH


De Konrad Weiss
Para Heinrich Himmler
Assunto Alternativa a Capturar o Golem

Reichsführer13,

Eu escrevo para informá-lo mais uma vez da última falha em capturar o Golem. Os detalhes são desnecessário, mas basta dizer que a equipe de recuperação que enviamos para emboscar o Judenriese em Istambul foi massacrada até sobrar um homem. Eu já instruí que eles sejam enterrados com honras militares completas. Funerais de caixão fechado, é claro.

Nesse ponto, eu não acredito que continuar com esse curso de ação dê frutos. Em todos os nossos combates contra o Judenriese, seu poder destrutivo se tornou dolorosamente aparente. Ele é uma arma grossa e desajeitada criada por vermes para atacar os fortes, mas ela é brutalmente efetiva nesse papel. Seria necessário pelo menos um batalhão completo, reforçado com nossos melhores Kriegsmagier, para desativá-lo. Essa força só pode ser exercida se pudéssemos localizar e invadir a base de operações da coalizão inimiga, e com a abertura de uma nova frente na Rússia no mês passado, parece improvável que a Operação Seelöwe14 ou que a Operação Tannenbaum serão implementadas no futuro próximo. A menos que nossos inimigos tenham operado de Moscou o tempo todo, eu duvido que recuperaremos o Golem em breve.

Em vez disso, eu proponho que redirecionemos nossos esforços para o desenvolvimento de um substituto para a Chave ausente. Se um Judenmagier tal como Salomão pôde criar as Chaves em primeiro lugar, então deveria ser trivial para nossa ciência superior replicar e até aperfeiçoá-las. E que melhor maneira de provar a superioridade a raça alemã do que pegar as magias inferiores dos vermes supersticiosos e refiná-las à perfeição com ciência ariana?

Eu estive estudando as Chaves em nossa posse, bem como todos os relatórios disponíveis das habilidades exibidas pelo Judenriese, e agora eu tenho uma teoria sobre a natureza da Chave final. Dadas as extensas capacidades do Golem de invocar e vincular sombras e espíritos no campo, eu acredito que a Chave que ele contém é um poderoso canal necromântico. Isso está de acordo com as naturezas das outras Chaves, que têm sido vários talismãs para invocar e vincular demônios, anjos, djinn e outras entidades ocultas. Quando usados em combinação no Rito, eles podem até mesmo ser usados para invocar e vincular um deus.

Com sua permissão, eu tentaria criar uma nova Chave para substituir a sétima ausente. Nós reunimos uma das maiores coleções de artefatos ocultos da história. Certamente um deles poderia servir de base para uma Chave de ersatz.

HH


De Heinrich Himmler
Para Konrad Weiss
Assunto Progresso no Rito?

Kord,

Eu sei que não preciso lembrá-lo da importância de seu trabalho no Rito. Porém, dados os desenvolvimento recentes na guerra convencional e o fracasso do Ataque de Portlands15, eu sinto que seja importante enfatizar a urgência recém-descoberta de sua implementação. Eu entendo que estamos prontos para constituir o demiurgo, mas que progresso foi feito em relação às Chaves? E sobre o mecanismo contra falhas? Estamos mais perto de decifrar os designs para a arma?

O Führer não acredita que nós precisaremos do Rito. Ele me diz que a superioridade natural da raça ariana irá nos permitir derrotar nossos inimigos, por mais numerosos que eles sejam. Mas eu vi os relatórios estratégicos. Se a Muralha Atlântico cair, essa guerra não terminará a nosso favor. Se queremos assegurar um futuro para o povo alemão, nós devemos ter o Rito.

HH


De Konrad Weiss
Para Heinrich Himmler
Assunto Implementação Limpa do Ritual

Reichsführer,

Com as derrotas recentes na Frente Oriental, você ficará satisfeito ao saber que eu tenho, pela primeira vez, boas notícias. Nossos esforços em substituir as Chaves de Salomão com artefatos arianos criados por nós mesmos finalmente deram frutos.

Inicialmente, concentramos nossos esforços na mera produção de uma chave de ersatz para substituir a sétima ausente. Porém, nós não conseguimos fazer com que as outras Chaves reconhecessem nossa cópia da ersatz; eu agora acredito que as Chaves estejam de algum modo ligadas através da Lei do Contágio, tornando impossível substituir qualquer chave individual. Embora isso talvez tenha sido uma medida de segurança intencional instituída por Salomão, eu acho muito mais provável que isso seja o resultado de um simples acontecimento. Independentemente disso, isso nos forçou a adotar uma nova abordagem.

Tomando dicas da funcionalidade das Chaves originais, comecei a projetar um conjunto inteiramente novo de Chaves com o qual realizar o Rito. Há 9 no total, e cada uma delas deve exercer controle sobre um tipo diferente de entidade oculta. Um vez construídas e combinadas no Rito, elas devem cumprir a mesma função que as Chaves originais de Salomão — ligando o novo demiurgo à nossa vontade.

A primeira dessas 9 Chaves Arianas já foi concluída; ela é a chave de ersatz que pretendíamos usar para substituir a Sétima Chave de Salomão, e sua funcionalidade é idêntica — usando ela, pode-se invocar e comandar qualquer espírito dos mortos, seja humano ou animal. Eu já direcionei a equipe de pesquisa para começar o trabalho na segunda Chave, que terá poder sobre Asuras e outros demônios. Levará algum tempo para concluir todas elas, mas eu prevejo que nós teremos concluído a construção das Chaves Arianas até esse momento no ano que vem. Depois disso, será uma questão trivial ajustar o Rito para incorporar elas. Então, finalmente, seremos capazes de alcançar nossa apoteose sobre as raças menores e pôr um fim a este e todos os outros conflitos. Verdadeiramente, nosso futuro será glorioso.

Quanto à arma… meus estudiosos finalmente conseguiram decifrar o código usado pelos Sem Deus16. Embora eu não acredite que seja necessário, já enviei um correio especial para o seu escritório com os designs. Se precisarmos, ela estará disponível para nós como um mecanismo contra falhas.

HH



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