Título: O Devorador de Mundos
Materiais Requisitados:
- Esquemas e componentes para uma bomba de fissão tipo implosão
- 6.2 kg de plutônio para armas chumbo
- Um par de autofalante Hi-Fi
- Fita adesiva
- Tecido cerebral vivo cirurgicamente extraído de Edward Teller, Robert Oppenheimer, Eugene Wigner, Leo Chazdwick, Ernst Goldberg, e/ou qualquer chefe de estado ou diretor de defesa nacional dos EUA ou Soviético
- Uma matriz cognitiva positrônico transistorizada (consultar com I.A.)
- Solenoide retirado de uma máquina de pinball construído depois de 16 de Julho de 1945
- Tinta e pincel de Acrílico
Abstração: O Devorador de Mundos é uma replica funcional da bomba atômica "Fat Man" que foi jogada em Nagasaki, Japão perto do fim da Segunda Guerra Mundial. De acordo com as diretrizes de segurança estabelecida depois do incidente na Exposição de 1954 e as recomendações do Comitê de Submissão, os detonadores de fio de ponte explosivos e o núcleo de plutônio na versão a ser exibida na Exposição de 1964 serão substituídos por análogos inertes. O gatilho e outros mecanismos internos permanecem ativos, mas são incapazes de produzir uma explosão.
Uma matriz positrônico baseado nos últimos desenvolvimentos em consciencial sintética foi integrado ao revestimento da bomba, tornando o dispositivo autoconsciência e capacidade de ver e ouvir eventos ocorrendo a sua volta. Tecido cerebral de vários lideres científicos e figuras politicas envolvidas no desenvolvimento de armamento nuclear foram usadas como matéria base para a mente artificial da bomba, efetivamente produzindo uma consciência gestalt representando o próprio conceito da guerra atômica personificada.
Uma vez funcional, O Devorador de Mundos deve ser exibido em sua própria sala isolada com um laboratório para fins contextuais. Visitantes devem ser encorajados a falar e a questionar a bomba, permitindo assim que a resposta da bomba refletir suas opiniões como um arma sobre a crescente ameaça da guerra nuclear mundial, e permitindo aos visitantes seja confrontado com a realidade da aniquilação global e para desafiar suas próprias percepções sobre o assunto.
Intensão: Era uma noite de verão úmido quando eu conheci Leo Chazdwick num bar em Greenwich Village. Eu nunca pensei em perguntar como um dos pais da bomba atômica acabou naquele fundo do poço, mas ai estava ele - com quase sessenta e agindo como se tivesse setenta, fortemente embriagado e parecendo que estava a um comentário de explodir em lagrimas. Ele estava chocado que eu reconheci seu rosto (você pode agradecer meu professor de Introdução a Energia Atômica do MIT por isso), e conversamos por um tempo, o gênio cientifico e o desistente do segundo ano, com alguns copos de Genesee. Ele era um homem orgulhoso - mas quanto mais vazio ficava o copo, mais o orgulho virava culpa e arrependimento.
"Nós vencemos a guerra," ele me disse no final da conversa, "mas nós amaldiçoamos a raça humana. Nós demos ao Tio Sam uma arma poderosa o suficiente para destruir o mundo - é claro que ele não iria usa-la uma vez e jogar fora os planos! Agora temos centenas delas prontas para atirar, e os Vermelhos também. Isso não é uma questão de se; e sim uma questão de quando."
Eu refleti sobre essa conversa por um bom tempo, e eu tenho que admitir que eu achei desconcertante o quão diferente as pessoas veem a Bomba. Chazdwick desejava nunca ter feito a descoberta fatal em '42 que colocou o Projeto Manhattan em seu caminho para o sucesso, mas homens como Teller querem explodir metade do mundo como um projeto de engenharia, e políticos estão mais que dispostos em ameaça extinguir a humanidade por causa de disputas internacionais mesquinhas. Eu me perguntei - e se nós perguntamos para a Bomba em si o que ela acha sobre o assunto?
Conseguir uma bomba nuclear foi a parte fácil - alguns telefonemas, um parada rápida no 231 East 47th Street, e eles puxaram uma do porão e colocaram na parte de trás do meu Studebaker alugado. A parte difícil foi como faze-la me responder quando eu falo com ela. O cérebro de Chazdwick estava muito em conserva devido a seus vícios para fornecer uma amostra utilizável, e a peça do cerebelo de Einstein que eu pequei no correio não estava fresco o suficiente. Eu definitivamente precisava de material de uma pessoa viva para estabilizar (então Fermi, infelizmente, estava fora de questão,) mas as fatias que eu consegui encontrar não eram o suficiente por si só. Isso levou outro ano e meio e cerca de uma dúzia de amostras antes da bomba tiver uma consciência estável que conseguisse manter uma conversa, mas eu a desliguei com medo que se ativasse e abrisse instantaneamente o lado oeste inteiro para o redesenvolvimento urbano.
Eu me preocupo que tirar o núcleo comprometa o projeto. É suposto ser a Bomba em forma viva - de que adianta uma bomba se não pode explodir? Mas a Exposição de 1964 abre em algumas semanas, e não há outra forma de colocar essa coisa em funcionamento, e ser segura o suficiente para satisfazer os Críticos, se eu quero tê-la exposta nessa década. Talvez a crise existencial da bomba se encontrará dê uma olhada interessante na psicologia de alguém que é completamente incapaz de fazer a única coisa que sente que foi colocado nesta Terra para fazer?





