SCP-094-PT
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3/094-PT NÍVEL 3/094-PT

CONFIDENCIAL

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Item nº: SCP-094-PT

Classe do Objeto: Seguro

Nível de Ameaça: Amarelo

Procedimentos Especiais de Contenção: Atualmente investigações estão em andamento para identificar e localizar os antigos manipuladores dos Aparelhos Apamachi que continuam em circulação.

No caso de um funcionário localizar ou ter informações que auxiliem nas investigações do paradeiro das unidades circulantes, o mesmo deve entrar em contato com o Departamento de Inteligência do Sítio-PT13.

Uma vez recuperado, um Aparelho Apamachi deve ser entregue para a equipe de pesquisa do PROJETO: Crise de Identidade para que o mesmo possa ser desmontado pela equipe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Sítio-PT13 e então ter seu eixo central enviado ou para contenção local na Ala Norte de Contenção de Objetos Anômalos em cofres individuais; ou para contenção em outros sítios da junta do projeto para que possa ser posteriormente estudado.

Ao desmontar um Aparelho Apamachi, somente seu eixo central deve ser posto em contenção. Outras partes, de natureza taumica ou não, devem ser avaliadas para possíveis danos e, caso em boas condições, adicionadas ao inventário de partes do Sítio-PT13 para uso futuro.

Descrição: SCP-094-PT é a designação coletiva de todas as 24 unidades do Aparelho Apamachi produzidas ao longo das décadas de 1970 a 1980 pela Superintendência Brasileira do Paranormal (SBP) durante o projeto conhecido como PROJETO: Apamachi-453.

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Primeira iteração do Aparelho Apamachi-453 produzido pela SBP em 1973.

Um Aparelho Apamachi consiste em um dispositivo capaz de modificar o DNA de seu manipulador por meio de nano-rituais taumicos de modo a convertê-lo em uma cópia quase exata do DNA alvo oferecido, possibilitando ao indivíduo assumir a aparência exata de seu alvo por um período ilimitado de tempo.

Para funcionar, um Aparelho Apamachi recebe em sua entrada esquerda uma amostra do DNA de seu manipulador e, em sua entrada direita, uma amostra do DNA de seu alvo. Após isso o manipulador deve pressionar o botão central do aparelho para dar inicio ao ritual taumico, o que fará o eixo central do aparelho girar a até 500 rpm de modo a misturar e fundir o material genético inserido em cada entrada. Nesse momento, entra em ação um gerador taumico responsável por converter a energia elétrica armazenada dentro do aparelho em energia taumica para que o material genético seja infundido em energias taumicas, nesse momento os níveis de Hume ao redor do aparelho começam a flutuar conforme um campo paragenético é expandido ao redor do aparelho. Por fim, o manipulador deve recitar o conjuramento ensinado a ele em seu treinamento para aquele aparelho em específico e o ritual estará concluído.

Após a conclusão do ritual, o indivíduo poderá experienciar tontura, dor muscular, queimação da pele, formigamento no rosto e queda de todo os pelos do corpo enquanto o mesmo assume sua nova forma. Geralmente as mochilas contendo Aparelhos Apamachi também terão água e algum alimento para que o indivíduo possa consumir para recuperação pós-ritual.

Enquanto o Aparelho Apamachi estiver ativo, um campo paragenético com um raio de aproximadamente 50 metros será formado ao redor do aparelho e sustentado pelo mesmo, podendo se deslocar junto a ele, sendo esse campo o responsável por alterar o material genético e a forma corporal do manipulador e mantê-los estáveis. Caso o manipulador deixe o campo ou desligue o aparelho sem realizar o ritual de reversão, o mesmo experienciará sintomas da síndrome aguda da radiação imediatamente após sair do campo/desativar o aparelho indevidamente. Tendo isso em mente, os primeiros Aparelhos Apamachi eram muitas vezes transportados por seus manipuladores em mochilas antes de versões mais compactas serem desenvolvidas na década de 1980.

Devido ao custo de produzir um Aparelho Apamachi, sua utilização se limitava principalmente a missões de alta importância da SBP, tais como de infiltração em grupos de interesse como por exemplo a Fundação ou até mesmo em grupos anômalos opositores ao regime.

A utilização dos Aparelhos Apamachi pela SBP começou ainda na década de 1970, mas só atingiu seu auge na década de 1980 com a compactação dos mesmos, com seu uso entrando em declínio em missões a partir de 1987 após a constatação de efeitos colaterais resultantes de seu uso prolongado.

Poucos dados existem sobre a manifestação dos efeitos colaterais resultantes do uso de Aparelhos Apamachi devido ao baixo número de pessoas às quais eles foram confiados, porém, com base no quadro mais grave, os seguintes sintomas foram listados para o que foi nomeado como sendo a Síndrome Apamachi: náuseas e vômitos, diarreia, queda do couro cabeludo, predisposição a infecções e hemorragias, [DADOS EXPURGADOS], morte celular em múltiplos tecidos, degeneração do DNA e câncer.

Diante do problema da Síndrome Apamachi, o PROJETO: Apamachi-453 foi descontinuado em 1989 e foram mandadas ordens para a coleta de todas as unidades Apamachi em posse da SBP, porém, de todas as 24 unidades que estavam em circulação dentro da SBP, apenas 9 foram recuperadas. Atualmente não se sabe o paradeiro das unidades não entregues, porém esforços estão em andamento para localizar ditas unidades.

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Terceira iteração do Aparelho Apamachi, produzida em 1976. Apresentando apenas 23% do tamanho da primeira iteração e 75% da segunda, o Aparelho Apamachi em si localiza-se dentro da mochila equipada pelo soldado na imagem. Ao lado da mochila localiza-se a segunda iteração de um gerador taumico, desenvolvido pela SBP e responsável por alimentar o aparelho com energia taumica.

Devido à ameaça representada por um Aparelho Apamachi, tanto para seu manipulador quanto para as pessoas ao seu redor, foi decidido que todos os aparelhos deveriam ser localizados e capturados, porém não neutralizados devido às possíveis aplicações de um aparelho capaz de camuflar a identidade para a Fundação, assim como devido ao perigo de neutralizar um.

Tendo em vista a utilidade de se ter um Aparelho Apamachi funcional e ao mesmo tempo seguro, foi criado o PROJETO: Crise de Identidade, visando fazer justamente isso.

O PROJETO: Crise de Identidade hoje está sendo realizado por uma junta de 7 sítios espalhados pelo Brasil liderada pela equipe de pesquisa do Sítio-PT-18 no Rio de Janeiro. O projeto teve inicio logo após a Fundação ter descoberto sobre o PROJETO: Apamachi-453 e os aparelhos possuídos pela SBP, ainda em 1992 quando a SBP foi extinta.

Conhecimento do projeto é limitado apenas aos diretores dos sítios da junta e a funcionários de liberação nível 4 ou superior e tem como objetivo criar uma quinta iteração do Aparelho Apamachi mais segura e menos dependente em campos paragenéticos para operar, uma vez que os mesmos representam um risco enorme demais para compensar seu uso.

Aparelhos Apamachi produzem um campo paragenético para operarem, porém esse campo nunca se desfaz, ele apenas recede para dentro do aparelho, se reduzindo a um tamanho microscópico, mas nunca desaparecendo por completo. Quando pequeno o suficiente, um campo paragenético consegue se auto-sustentar dentro de um objeto sem depender de um ritual taumico para manter seu tamanho.

A única forma de destruir por completo um campo paragenético é através da destruição completa do eixo central onde ocorre o ritual taumico no Aparelho Apamachi, embora isso seja altamente desencorajado, visto as consequências da destruição de um campo paragenético.

A destruição de um Eixo Apamachi resultará na destruição do campo paragenético nele contido, ocasionando na emissão de um forte pulso paragenético que resultará na disrupção de todo o material genético em um raio de 5 quilômetros ao redor do Aparelho Apamachi, causando os mesmos efeitos de exposição prolongada a altos níveis de radiação ionizante, mas com potencial de gerar anomalias orgânicas.

Quanto mais distante do marco zero do pulso paragenético, menores serão os efeitos, com efeitos equivalentes aos de exposição à radiação ionizante ocorrendo dentro de um raio de 25 quilômetros ao redor do marco zero do pulso, porém sem chances de resultar na ocorrência de anomalias orgânicas.

Em um raio de 50 metros ao redor do pulso paragenético todo o material genético será destruído, resultando na morte de todos os seres vivos dentro desse raio. Um pulso paragenético só se dissipa por completo a 100 quilômetros de distância do marco zero do pulso, sendo capaz de causar uma multitude de problemas a uma região, tais como [DADOS EXPURGADOS], aumento das ocorrências de câncer na população, aumento no número de recém-nascidos com deficiências e mal-formações e a disrupção do sistema elétrico local, como visto no apagão ocorrido em 2018 no Brasil com a destruição acidental de um Aparelho Apamachi contido em um sítio no norte do país(ver Incidente-094-PT-03.).

Adendo SCP-141-PT-1: Incidente-094-PT-03: Em 21 de março de 2018, o Sítio-PT45 no estado do Amazonas conduzia experimentos visando encontrar formas de destruir o campo paragenético sem provocar o colapso genético local.

Após cerca de 5 tentativas fracassadas de destruir o campo paragenético, a Teoria dos Campos Anômalos de Branco1 foi posta à prova utilizando uma máquina configurada para emitir um campo cloroberílico similar ao de SCP-███-PT.

Segundo a Teoria dos Campos Anômalos de Branco, um campo paragenético e um cloroberílico, quando sobrepostos, se anulariam. Desse modo foi levantada a hipótese de que seria possível desestabilizar o campo paragenético auto-sustentado utilizando um campo cloroberílico continuamente abastecido.

Foi descoberto que um campo paragenético, se anulado por tempo o suficiente, se aniquilará e provocará o colapso local das leis da física e química de maneira imprevisível por meio de alterações abruptas nos níveis de Hume locais, de modo que, durante um período indeterminavelmente pequeno de tempo, as leis da física se reestruturaram dentro do eixo central e fizeram com que o mesmo colapsasse sobre si mesmo e, portanto, se destruísse antes que o campo paragenético fosse completamente aniquilado.

Ocorreu o colapso genético local, matando 5 pesquisadores da equipe de pesquisa do Sítio-PT45 e a sobrecarga da rede elétrica regional.

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