SCP-100-PT

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Constelação de Câncer, lugar de repouso de SCP-100-PT.

Item nº: SCP-100-PT

Classe do Objeto: Apollyon

Procedimentos Especiais de Contenção: Devido a sua natureza interestelar, SCP-100-PT não pode ser contido. Esforços para encontrar maneiras de impedir o objeto estão sendo estabelecidos.

Descrição: SCP-100-PT consiste em uma entidade residente em 55 Cancri e1. Suas características anômalas afetam diretamente a composição geológica da terra e o DNA de seus habitantes. O objeto tem se mostrado capaz de espalhar um patógeno contagioso denominado SCP-100-PT-A e subsequentemente suprimindo o atributo terrestre de prover vida.

SCP-100-PT-A modifica o DNA dos hospedeiros, fazendo-se uso de variações da estrutura molecular para a criação de cálculos de carbono. Os pequenos cristais se estabelecem prematuramente a partir do canal medular dos infectados. Conforme a infecção avança através da corrente sanguínea, protuberâncias começam a aparecer na composição interna. O trato urinário tende a ser completamente comprometido durante o processo.

Com o passar dos dias de infecção, os cascalhos sob a forma alotrópica do carbono começam a ocupar áreas externas do corpo dos indivíduos. Nesse estado já avançado os novos apêndices podem ser facilmente minerados, no entanto, tal prática é desencorajada por possíveis riscos de infecção. Sabe-se que os minerais formados não contém o patógeno. SCP-100-PT-A só consegue ser transmitido quando presente no corpo humano, sendo sua contaminação feita através do sangue.

Após aproximadamente 31 dias de contaminação, uma crosta constituída por carbonado será criada sob a epiderme do hospedeiro. A crosta começará a se expandir em direção ao centro terrestre, contaminando o solo e trazendo modificações geológicas. Cadeias inteiras de cristais de carbono são estabelecidas sobre a camada externa da terra, chegando a uma profundidade de 10.900 metros. As transformações ocasionadas por SCP-100-PT podem ser amenizadas fazendo o uso de mecanismos para a extração dos minerais formados, no entanto, essa prática é particularmente desencorajada2.

SCP-100-PT tem aumentado a pressão média terrestre de forma exponencial em 97 n atm ao ano, tais números tornam-se preocupantes a longo prazo e suas consequências já podem ser percebidas em escalas microscópicas, como a morte prematura de protozoários e bactérias nas partes mais abissais do planeta terra. Aumento de pressão repentino é mais latente em profundidades acima dos 600 metros.

Os pesquisadores da Fundação acreditam que o objetivo ao longo prazo de SCP-100-PT é modificar a composição terráquea para uma nos moldes de seu planeta natal. Estimasse que até o ano de 2030, toda crosta terrestre estará envolta por derivados de carbono em sua forma pura. Não se entende ao certo as ambições de escala cósmica do objeto, no entanto, sabe-se que sua influencia foi estabelecida a pelo menos 3,3 bilhões de anos.

SCP-100-PT foi cultuado por diferentes civilizações ao longo da história, tendo o epicentro de sua crença na vila de Tshabong na atual Botswana. Uma tribo conhecida como Tenamaina tinha-o como divindade principal de sua seita. Após disputas territoriais entre os diferentes grupos étnicos na região, a tribo foi expulsa de seu território, levando consigo suas crenças.

Segundo relatos de exploradores britânicos, os Tenamaina eram considerados um grupo extremamente violento, possuindo ritos considerados exóticos por grande parte dos nativos. O culto a SCP-100-PT se deslocou para norte, havendo indícios de sua passagem por diversos postos da África Meridional, estabelecendo-se a 500 anos atrás no antigo Reino do Congo. Sabe-se que após o ano de 1530, houveram aparições do culto à SCP-100-PT em diferentes partes do mundo, como China, Tibete, América do Norte e Rússia, no entanto, nenhum, com exceção dos fiéis estabelecidos na cidade de Siboa, conseguiu sobreviver até a idade contemporânea.

Civilizações antigas denominam SCP-100-PT como Amlaid, o maciço. Etimologistas até o momento não foram capazes de captar a origem da palavra, contudo, sabe-se que ela não pertence a nenhuma das famílias linguísticas conhecidas. As cerimônias religiosas envolvendo a entidade são pautadas em sacrifícios humanos fazendo uso de [DADOS EXPURGADOS], o qual é denominado como a "Baba do Caranguejo", pelos cultistas. Os sacrificados são colocados em [DADOS EXPURGADOS], tendo seu corpo completamente tomado por [DADOS EXPURGADOS]. A origem da infecção de SCP-100-PT-A está diretamente relacionada aos rituais realizados em devoção a Amlaid. O ritual tinha como objetivo espalhar SCP-100-PT-A, contaminando as vítimas com o patógeno, esperando que elas entrassem em comunhão com o pleito terrestre.

O último polo remanescente dos devotos a SCP-100-PT era na cidade de Siboa em Angola, contudo, ele acabou por ser destruído em meados da década de 80 após o fim do apoio português ao culto. Seus membros foram exterminados pela FLEC3, não havendo indícios conclusivos sobre novas células religiosas. Apesar do patógeno estar extinto devido a ausência de novos rituais, o número de cerimônias realizadas foi o suficiente para causar uma ignição da modificação terrestre. Estima-se que mais de 100000 pessoas serviram de combustível para a metamorfose do planeta.

Adendo de Descoberta: Os primeiros registros de SCP-100-PT são provenientes de exploradores portugueses na região de Cabinda, Angola, onde contavam sobre uma tribo isolada a qual praticava rituais exóticos. O famoso explorador português Lúcio Antonio Vila denomino-os como uma seita herética.

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Formação geológica causada pela expansão mineral em Nganzi, República Democrática do Congo.

Após o término da Conferência de Berlim, com o estabelecimento português na África Ocidental, um maior embate aconteceu entre a seita e o governo colonial. Documentos oficiais descrevem que o grupo foi destruído em 1897, no entanto, após descobertas de registros pertencentes à Academia Científica do Anômalo, hoje sabe-se que tal informação é falsa. O governo português passou a investir recursos no coletivo religioso ao descobrir as lucrativas minas formadas através dos rituais. A parceria durou até a década de 80 quando o grupo foi extinto.

Devido a pressões da Academia, a Fundação foi incapaz de manter bases em territórios portugueses. Tal fato só mudou em 1992 com a criação da Fundação Lusófona. Notícias de terremotos e grandes fendas surgidas na fronteira nordeste de Angola com a República Democrática do Congo chamaram a atenção das autoridades. Ao reabrirem os arquivos da Academia, encontraram possíveis relações entre o culto e os atuais desastres naturais na região. Fora enviada uma equipe para o enclave de Cabinda. Perceberam posteriormente que a cidade de Siboa e seus arredores continham diversos túneis subterrâneos, tendo dentro desses quase 15 toneladas de diamante(80%), Lonsdaleíta(15%) e Putnisita(5%). O alto número chamou a atenção dos pesquisadores, pois o valor era 100 vezes maior que a produção de diamante no mundo naquele ano.

A quantidade declarada foi somente a presente nas minas, estima-se que quase 30% da rocha matriz da cidade seja constituída por derivados de carbono. De algum modo, os minerais presentes estão se expandindo para outras partes da África Ocidental, causando variações na composição do solo. Fazendo o uso de piezômetros, os cientistas descobriram que a pressão em áreas de alta concentração mineral era de 105 atm, o necessário para geração de pedras de alto valor. Os pesquisadores declararam que a longo prazo, a influência de SCP-100-PT seria suficiente para desestabilizar por completo a estrutura terrestre.

No ano de 1998, pesquisadores pertencentes a Fundação encontraram um antigo templo no interior das minas de Siboa. O lugar parecia estar conservado, havia diversos escritos em baixo relevo na parede do templo. Todos os registros estavam dispostos em uma língua indeterminada4. O templo está esculpido em duas camadas, a primeira formada por diamantes incolores, a segunda por grafite. Em torno das escadarias que levavam ao meio, havia obeliscos antigos com a figura de um gecarcinídeo em grande proporção. Um buraco de 4 metros de raio estava presente no centro da caverna, nele haviam cristais de carbono que se estendiam a quase 1 Km de profundidade. Nenhuma das sondas enviadas conseguiu explorar mais que 15 metros do abismo devido as suas altas temperaturas e pressão constante.

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