SCP-128-PT
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Item nº: SCP-128-PT

Classe do Objeto: Seguro

Nível de Ameaça: Roxo

Procedimentos Especiais de Contenção: Um terreno ao redor da localização atual de SCP-128-PT está cercado e designado como propriedade privada. No centro do terreno há duas câmaras de ar subterrâneas que contêm a anomalia, a câmara externa é mantida a 10 Pa e no evento de qualquer aumento ou redução de pressão na câmara externa uma equipe deve ser enviada para realizar reparos na câmara danificada. As câmaras de ar, que originalmente se encontravam acima da superfície, foram cobertas de terra, ocultando-as da visão de observadores próximos.

Pesquisas estão em andamento para a criação de tecnologias capazes de resgatar funcionários presos em SCP-128-PT-1. Até então, suprimentos devem ser enviados para os funcionários presos em SCP-128-PT-1 semanalmente, juntamente com equipamentos aprovados pelo diretor da Área PT2. Foi proposta a criação da Força Tarefa Estacionária PT4-μ ("Quaterniões"), que operaria uma instalação de contenção em SCP-128-PT-1. Até que seja possível evacuar SCP-128-PT-1 essa proposta está suspensa, e o espaço foi designado uma zona verde1.

Descrição: SCP-128-PT é um objeto que foi teorizado como sendo um veículo espacial hiperdimensional de origem extraterrestre. Sua intersecção com o espaço normal ocupa um espaço de 5,3m por 10,1m por 2.5m de altura e se encontra a 1,2 m do chão. O exterior da anomalia é incomumente preto, por refletir praticamente 0% da luz que a atinge, o interior é iluminado artificialmente e as superfícies dos corredores no seu interior são feitas de um metal desconhecido.

Qualquer objeto que encostar nas paredes de SCP-128-PT desaparece instantaneamente e rapidamente chega em SCP-128-PT-1, o espaço imediatamente acima do chão da anomalia. Os funcionários perdidos em SCP-128-PT-1 se encontraram em locais com geometria coerente entre si, e muitos conseguiram encontrar uns aos outros nesse espaço.

Descoberta: SCP-128-PT foi descoberto pelo SAMA (Sistema Autônomo de Monitoramento da Atmosfera), que detectou um intenso fluxo de ar convergindo em ████████-MA, a █,█ km da Área PT2, onde a anomalia foi encontrada. Em algumas horas o fluxo de ar pôde ser parado utilizando [REDIGIDO] e a câmara de vácuo que a cerca atualmente foi construída em três dias. A partir de então a anomalia foi designada SCP-128-PT.

Imagens aéreas revelaram que nas primeiras horas após a aparição o objeto mudava de forma constantemente. A Força-Tarefa Móvel PT2-Αlfa ("Sem-teto") estava estacionada na Área PT2 e parte dela foi mandada para explorar a anomalia 24h após o fim da construção da câmara de vácuo.

No dia seguinte uma segunda expedição foi enviada para a anomalia tentar coletar amostras. Todos que tentaram retirar amostras das paredes de SCP-128-PT ficaram presos em SCP-128-PT-1, tentativas de retirada de amostras do teto e do chão não causaram esse efeitos, mas não puderam ser retiradas mesmo estando aparentemente completamente desconectadas da estrutura.

Em geral, há muito mais corredores acessíveis em SCP-128-PT-1 do que na intersecção da anomalia principal com o espaço normal, e o volume total de corredores explorados pelos funcionários presos lá excede significativamente o volume externo visível da anomalia.

A única baixa confirmada dessa expedição até o momento foi o Agente ███████ ████████, que encostou em SCP-128-PT próximo à entrada. Do lado de fora da anomalia aparentava haver apenas espaço vazio, nenhum astro do Sistema Solar era visível, incluindo a Terra, mas algumas estrelas distantes eram visíveis. Ao olhar para dentro da anomalia, notou-se que a entrada estava bloqueada por uma parede. O agente esticou seu braço em direção ao espaço, após certo ponto sua mão desapareceu, o agente começou a ser puxado para fora e seu traje começou a despressurizar rapidamente, quando seu corpo ultrapassou o ponto em que sua mão sumiu, a gravação do agente registrou SCP-128-PT encolhendo rapidamente até desaparecer após aproximadamente 0,1s. Nenhuma alteração em SCP-128-PT foi percebida por observadores em SCP-128-PT ou no espaço normal após esse evento.

Explorando SCP-128-PT-1, 2-α 04 encontrou uma fonte sonora, produzindo um som semelhante a um alarme, num local inacessível no espaço basal. Foi notado que a intensidade sonora gravada era inversamente proporcional ao cubo da distância até a fonte. Levando isso em consideração, surgiu a hipótese de que SCP-128-PT poderia ser um objeto não anômalo de quatro dimensões.

Após a segunda expedição, para tentar resgatar os funcionários em SCP-128-PT foram criados dois objetos quadridimensionais, cada um formado pela junção de dois objetos tridimensionais (um no espaço normal e outro em SCP-128-PT-1) utilizando uma substância com ponto de fusão entre a temperatura no interior da câmara de vácuo que cerca a anomalia e a temperatura ambiente.

Quando esses objetos foram movidos em SCP-128-PT-1, observadores no espaço basal observaram a secção visível do objeto se mover. Quando foi realizada força sobre os objetos para transferir a secção no espaço basal para SCP-128-PT-1 e vice versa, os objetos desapareceram de SCP-128-PT-1 e as duas secções trocaram de espaços com sucesso, mas não afetaram o funcionário que seria transportado para o espaço basal.

Utilizando um design semelhante ao dos dois objetos anteriores, foi criado um terceiro objeto que incorporava uma câmera em cada secção. Esse objeto foi usado para mapear SCP-128-PT em todas as suas dimensões. O resultado do mapeamento realizado está disponível sob requisição.

Adendo: Nota da diretora de pesquisas de SCP-128-PT.

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