SCP-145-PT
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Sementes expelidas por SCP-145-PT

Item nº: SCP-145-PT

Classe do Objeto: Euclídeo

Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-145-PT atualmente encontra-se contido na ala botânica 14-5 do Sítio PT10. Os arredores de sua área de contenção devem ser isolados por uma cerca elétrica de 4,5 m de altura, capaz de descarregar uma corrente eletrostática de 11 A. A cada semestre ramos arbóreos que ultrapassem o limite de contenção devem ser podados. A equipe designada para a manutenção deve ser acompanhada por funcionários de segurança, cada um portando, obrigatoriamente, um lança-chamas MPT12.

Funcionários devem permanecer ao menos 40 metros de distância das cercas elétricas. Caso algum funcionário entre em contato com SCP-145-PT, o mesmo deverá ser levado a área médica, se possível, e receber o soro ZB-5491, que resultará na produção dos anticorpos policlonais anti-ricina. Em uma eventualidade no qual a proteína vinda do veneno de SCP-145-PT tenha ligado cerca de 47% dos ribossomos das células do indivíduo, o mesmo deverá ser executado.

Descrição: SCP-145-PT é um ser humanoide arbóreo com cerca de 1,32 m de estatura, possuindo grandes globos oculares de coloração escura, com uma angulação média de 30º. Sua boca em formato oval não aparenta possuir arcada dentária, no entanto o objeto é capaz de morder suas presas, deixando marcas evidentes de perfuração. No limite de seus membros superiores se encontram apêndices pentagonais constituídos inteiramente por sulfeto de ferro, a entidade utiliza tais apêndices como uma ferramenta predatória. Segundo a equipe de pesquisa, a entidade conseguiu através de um processo de bio-mineralização, deixar suas lâminas corpóreas com uma dureza significativa, capaz de aguentar um pressão de 14000 Pa.

Ao redor das lâminas de SCP-145-PT, existem pequenos orifícios capazes de expelir continuamente quantidades significativas de ricina. O objeto utiliza sementes de mamona (Ricinus communis), contidas em seu interior, para produzir cerca de 500 ml da toxina. A proteína encontrada na entidade possui letalidade de 80% em humanos, que tendem a falecer cerca de 5 horas após serem contaminados com o veneno. Sujeitos em contato tendem a sofrer falência dos rins, fígado e pâncreas, além de possuir edemas pulmonares com a sucessão da contaminação. Indivíduos que forem afetados pela toxina da entidade, possuem chances de sobreviver caso seja administrado o soro ZB-5491.

O padrão etológico da entidade consiste em se camuflar sobre os ramos da vegetação de seu habitat, sentindo, em um raio de 35 metros1, os batimentos cardíacos da vítima. O objeto salta sucessivamente entre as árvores em encontro a caça. Com a sucessão dos eventos SCP-145-PT ataca sua presa a partir de suas laminas, priorizando pontos vitais como, pescoço e face, para uma maior contaminação e suas particularidades peçonhentas.

A partir do momento em que o veneno de SCP-145-PT está no interior do indivíduo, a entidade começará a seguir sua presa, abrindo cada vez mais cortes nos tecidos externos da vítima. Tendo a toxina se espalhando por cerca de 50% do corpo do indivíduo uma camada de periderme surgirá sobre os ferimentos da vítima, estando em expansão sucessiva. Ao final do processo a vítima será sobreposta por uma casca vegetal, dentro desta saíra um exemplar de Ricinus communis (mamona) totalmente crescida e desenvolvida. A entidade então se alimenta dos frutos presentes na planta.

Numa ocasião na qual a entidade não consiga capturar a presa ou esteja em perigo de aniquilação, a mesma entrará em um processo de expansão progressiva até chegar a seu limite, se explodindo, eliminando todo o seu veneno em conjunto com as sementes em seu interior. Apenas uma das sementes dá origem a uma nova instância de SCP-145-PT. A entidade é capaz de renascer por meio da semente sem a necessidade dos meios fisiológicos para tal ato. De maneira anômala o objeto cresce até seu estado adulto em um limite de 12 horas.

Adendo de descoberta: A Fundação estava monitorando de perto um conjunto de indivíduos pertencentes ao Grupo de interesse conhecido como "Clube de Caça da Fauna e da Flora", dos cinco membros que entraram em contato com SCP-145-PT, apenas dois sobreviveram. Pouco depois de saírem de seu confronto com a entidade, os indivíduos foram detidos por agentes da Fundação e posteriormente interrogados. A FTM PT15-Σ ("Ferrão de Serquete") foi enviada ao local para rapidamente conter o que restou da anomalia. As sementes após analisadas foram rapidamente colocadas em sua área de contenção.

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