SCP-161-PT
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Item n°: SCP-161-PT

Classe do Objeto: Neutralizado

Nível de Ameaça: Branco

Procedimentos Especiais de Contenção: Não são mais necessários procedimentos especiais de contenção devido a neutralização de SCP-161-PT. Ainda está sob análise se instalações provisórias de contenção e pesquisa ao redor de SCP-161-PT da Fundação irão passar por um desmonte para evitar gastos contínuos ou se irão ser convertidas em instalações fixas focadas na contenção e pesquisa de múltiplos objetos1.

Descrição: SCP-161-PT é a designação dada a uma vila localizada na região noroeste do estado do Ceará a 10 km do município de Viçosa do Ceará, a qual estima-se que continha 97 edificações ao ser descoberta. Todas as edificações são de cunho residencial, com uma única exceção de uma construção de caráter religioso, sendo tal construção uma igreja católica com arquitetura barroca, localizada próxima ao centro da vila. Ao longo da vila há uma série de construções destruídas e entulho. A entrada em SCP-161-PT enquanto ativo era impossível devido a um domo ciano semitransparente de alta resiliência que envolvia totalmente a localização, tanto por cima quanto por baixo em seu subsolo2. SCP-161-PT se materializou na região onde se localiza de maneira anômala após eventos meteorológicos intensos na região, como tempestades3.

Na última contagem antes de sua neutralização, SCP-161-PT possuía por volta de 50 moradores anômalos4, designados como SCP-161-PT-A. Instâncias SCP-161-PT-A eram humanoides de pigmentação vermelha com um ou mais chifres sem um padrão de simetria. Tem-se em mente que todas as instâncias SCP-161-PT-A eram capazes de fala, usando apenas o português para tal, baseado em pertences recuperados de ex-moradores da região.

Todas as instâncias SCP-161-PT-A possuíam suas próprias residências para si e residiam com pelo menos um indivíduo. Nos documentos recuperados de pertences de instâncias SCP-161-PT-A está constatado que instâncias que residiam juntas costumavam se referir umas as outras como familiares, se designando de diversas formas, como "pais", "tios", "filhos", etc.

A comunicação entre Fundação e instâncias SCP-161-PT-A através da fala era inviável devido ao domo. Tentativas de comunicação através de escrita em diversas linguagens não tiveram resultados significativos, sendo o principal fator para isso o fato dos moradores tenderem a se afastar quando um funcionário ou aparato da Fundação eram alocados próximos ao domo. Teoriza-se que o domo distorcia a aparência de humanos, criando ilusões e fazendo com que os mesmos fossem observados de formas que causem repulsa nas instâncias SCP-161-PT-A, pois estes em seus documentos pessoais sempre descreviam funcionários da Fundação como "nojentos", "deformados", "repulsivos", entre outras nomenclaturas, além de afirmarem em multíplas ocasiões que funcionários teriam diversos membros, como braços e/ou cabeças. Estas características colaboram para um cenário onde alguns aspectos relacionados com SCP-161-PT acabam por se tornar incertos, como por exemplo, qual era a fonte de alimentos dos habitantes da região ou se tais habitantes necessitavam de alimentação.

Após observações iniciais, foi constatado a existência de uma entidade que manifestava-se a cada nove dias às doze horas em SCP-161-PT depois da ocorrência de interações ritualísticas na região, para tal entidade foi dada a designação de SCP-161-PT-B. Este ser era um humanoide de 2 m de altura, possuindo um par de asas brancas havendo cerca de 13 m de envergadura. Devido a tal envergadura as asas eram arrastadas pelo chão enquanto a entidade se movimenta em solo, assim dificultando a locomoção de SCP-161-PT-B. A epiderme da cabeça, assim como do pescoço de SCP-161-PT-B possuíam pigmentação vermelha e ambos apresentavam 4 olhos5, havendo na cabeça a ausência de pelos, nariz, boca e ouvidos. Através de observações foi notado a utilização de vestes brancas por parte do humanoide, assim como a existência de um artefato similar a uma coroa dourada flutuando sobre a entidade6.

SCP-161-PT-B manejou uma lança em suas manifestações, contendo entorno de 2 m de comprimento. Não foram realizados testes referentes a resistência da lança, porém, se presume que a resistência seja alta por ter sido utilizada na destruição de construções presentes no local.

Anteriormente a sua neutralização, a cada nove dias às doze horas, instâncias SCP-161-PT-A realizavam interações ritualísticas na região. Estas interações ritualísticas não eram complexas e eram executadas de maneira que em todas ocorrências uma instância seria sacrificada. As interações consistiam em todas as instâncias SCP-161-PT-A se reunindo próximas à localização da construção de caráter religioso e sendo assim uma instância SCP-161-PT-A selecionaria outrem para a realização do sacrifício7. Após selecionado, ademais habitantes da região passariam a adentrar nas edificações da vila, impedindo a entrada do morador selecionado. Doravante a este momento, SCP-161-PT-B se manifesta sobrevoando a igreja de SCP-161-PT e teria como objetivo eliminar o morador previamente selecionado, utilizando força bruta ou utilizando a lança para eliminar o morador. Caso o morador selecionado tente buscar abrigo em alguma edificação, SCP-161-PT-B procederia em destruir a edificação. Instâncias SCP-161-PT-A fora das edificações também seriam eliminadas por SCP-161-PT-B. SCP-161-PT-B pararia de se manifestar somente ao eliminar a instância, e assim finalizava a interação ritualística. Cadáveres de habitantes eliminados rapidamente decaem após 4 horas do óbito.

Adendo-01: Posteriormente a conclusão de pesquisas iniciais referentes a anatomia de moradores da região, foi levantado uma notória semelhança física, principalmente facial, entre moradores e vítimas de casos de desaparecimento sem solução até o dado momento de diversas regiões do Brasil. Informações em documentos que estavam em um momento anterior na posse de habitantes da localização colaboram para uma correlação entre as vítimas e instâncias SCP-161-PT-A, embora atualmente não seja possível confirmar esta correlação.

Adendo-02: Após o incidente que resultou na neutralização de SCP-161-PT foram recuperados diversos pertences dos moradores da vila, dentre dos quais foi recuperado um diário de uma instância SCP-161-PT-A que teve envolvimento na neutralização de SCP-161-PT, com o diário tendo informações sobre o incidente.

Adendo-03: Em ██/██/2017 foram instaladas 7 CAE10 no entorno de SCP-161-PT conectadas a um posto de monitoramento exíguo. Estas câmeras demonstraram-se serem capazes de cobrir 97% do terreno da localização, sendo utilizadas para estudar a cultura e comportamento dos habitantes da região.

Através das gravações de CAE, uma movimentação irregular de habitantes para uma das residências foi observada durante um período de 2 dias. 8 dias posteriormente a essa movimentação, o incidente que resultou na neutralização de SCP-161-PT ocorreu.

Adendo-04: O seguinte documento faz parte do acervo de pertences de instâncias SCP-161-PT-A da Fundação e possui informações aprofundadas sobre a relação entre SCP-161-PT-B e a primeira instância designada a selecionar, embora afirmações no documento que descrevam capacidades oníricas de SCP-161-PT-B, como invadir sonhos, não foram comprovadas e foram unicamente ditas neste documento.

O documento em questão é uma carta, tal carta estava em um envelope lacrado durante sua descoberta e foi escrita pelo que acredita-se ser a primeira instância designa a selecionar outros indivíduos durante as interações ritualísticas antes de sua terminação.

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