SCP-172-PT
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3/172-PT NÍVEL 3/172-PT

SECRETO

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Item nº: SCP-172-PT

Classe do Objeto: Keter

Neutralizado

Nível de Ameaça: Laranja Inexistente

Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-172-PT está atualmente contido na Área PT2, em uma câmara hermeticamente selada de vidro corta-fogo de 1,45 m de largura x 2,9 m de altura, inserida em uma cela de 5 m³, sem possuir saídas de ar ou ventilação.

Câmeras termográficas devem ser inseridas na cela de contenção de SCP-172-PT afim de certificar que o objeto se encontra contido. Caso a anomalia tenha causado uma brecha de contenção, Procedimento 172-Θ deverá ser executado.

Desde 22/08/2044, SCP-172-PT deixou de exibir suas propriedades anômalas (ver Adendo 172.02). Procedimentos Especiais de Contenção não são mais necessários.

Descrição: SCP-172-PT é uma esfera de fogo de aproximadamente um metro de diâmetro. O objeto possui capacidade de levitar, com altitude máxima de aproximadamente 2,6 metros, e de fala, com sotaque rústico do Brasil do século XVIII.

SCP-172-PT pode ser localizado em regiões auríferas do Brasil (Minas Gerais, Goiás e Bahia), podendo se manifestar após um indivíduo clamar por ajuda para localizar uma jazida ou mina de ouro. A entidade, então, chamará a atenção do sujeito para segui-la. Caso tal aceite a proposta de SCP-172-PT, o objeto o guiará até uma jazida ou mina abandonada, ou até o momento inexplorada. Após isso, SCP-172-PT ordenará ao sujeito não revelar a ninguém a localização da mina.

Caso o indivíduo o faça, SCP-172-PT aparecerá ao sujeito quando este estiver sozinho ou sem ninguém à vista, principalmente em horários noturnos. A esfera de fogo, então, começará a se metamorfosear para uma mulher cafuza1, de aproximadamente 1,75 m de altura, que possui cabelo cacheado e cintilante loiro, com um vestido sem mangas de seda branco.

A forma humana de SCP-172-PT possui símbolos brancos brilhosos ao redor do corpo, sendo observados nos ombros, face, pescoço e tórax. Tais símbolos não foram identificados fazendo parte de nenhuma cultura indígena brasileira ou internacional.

SCP-172-PT, após transfigurar-se por completo, irá condenar as ações do indivíduo, cujo divulgou a localização da jazida ou mina anteriormente, e irá, por um processo atualmente desconhecido, projetar chamas contra o indivíduo, até a morte. Após a eventualidade, SCP-172-PT irá metamorfosear-se novamente para uma esfera de fogo, seguido por sua dissipação.

De acordo com informações da Real Academia de Ciências Paranormais e posteriormente comprovado pela Fundação, SCP-172-PT não retornará a guiar indivíduos para minas e jazidas já localizadas pelo objeto.

Boatos próximos aos locais de aparecimento de SCP-172-PT, relatam que a entidade, em sua forma humana, também é capaz de levitação e voo, assim como sua forma em formato esférica, porém tal ocorrência não foi até então corroborada pela Fundação.

História e Descoberta: A primeira evidência da aparição de SCP-172-PT se deu no ano de 1707, após um bandeirante paulista não identificado proclamar ter descoberto uma região de minas, no atual estado de Minas Gerais, Brasil. Um grupo de indivíduos, também composto de bandeirantes paulistas, reclamava exclusividade para explorar tais minas. Os eventos seguintes se sucederam a Guerra dos Emboabas, conflito entre paulistas e estrangeiros pelo domínio da exploração da região das minas. De acordo com relatos, o primeiro indivíduo a ter proclamado a descoberta da região desapareceu, e foi encontrado morto com queimaduras de 3° grau poucos dias depois.

A segunda evidência da aparição de SCP-172-PT se deu no ano de 17██, após um indivíduo não identificado testemunhar a aparição de "uma bola de fogo depois de pedir para Deus uma mina boa para fazer dinheiro". O indivíduo não quis revelar a localização da tal mina de ouro, pois, de acordo com ele, "a bola de fogo mandou não revelar o que testemunhei". O indivíduo, ao contrário da primeira vítima, não foi posteriormente morto pela anomalia.

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Ilustração de uma das casas utilizadas para a invocação de SCP-172-PT pela Real Academia de Ciências Paranormais, e atualmente utilizada pela Fundação no Procedimento 172-Θ.

Outros relatos do mesmo objeto foram surgindo ao longo dos anos do século XVIII. Por conta disso, A Real Academia de Ciências Paranormais assumiu posição a respeito de SCP-172-PT, realizando experimentos na tentativa de invocar a entidade. Para que não houvesse envolvimento civil em tais testes, A Real Academia desocupou casas e construções próximas a áreas de mineração em Minas Gerais.

Em uma das tentativas para a captura de SCP-172-PT, um agente à paisana da Real Academia pediu a localização de uma jazida de ouro. Em poucos segundos, SCP-172-PT apareceu ao agente, que seguiu a anomalia para a jazida requerida. O agente posteriormente divulgou a informação com outros funcionários da Real Academia de Ciências Paranormais, para que as características anômalas de SCP-172-PT fossem ativadas. Uma armadilha foi feita, consistindo em agentes da Real Academia em espreita em um local sem movimentação de civis, para que SCP-172-PT atacasse o agente provocador da anomalia. Após sua aparição, agentes utilizaram zarabatanas como tranquilizantes, a fim de capturar SCP-172-PT. A entidade foi tranquilizada com sucesso, porém ao ser transportada numa gaiola para seres vivos para um local seguro, a mesma escapou sem deixar vestígios.

A primeira captura bem sucedida de SCP-172-PT ocorreu em ██/██/17██, Minas Gerais. A estratégia citada acima foi a mesma utilizada, porém, para o transporte do objeto, foi utilizada uma câmara hermeticamente selada de vidro. Foi percebido que, dentro de █ minutos com SCP-172-PT desfalecido, o mesmo se transformará em um conjunto de baixa concentração de gases inflamáveis, incluindo propano, propileno, metano e [DADOS EXPURGADOS].

Apesar da captura bem sucedida, houve no total ███ tentativas de captura, ██ brechas de contenção e aproximadamente ███ indivíduos mortos por SCP-172-PT desde 17██ até o presente momento.

Por conta do baixo nível de tecnologia no século XVIII para erradicar informações em um alto grau de propagação, SCP-172-PT foi disseminada pelas regiões auríferas para o resto do Brasil, como uma lenda folclórica, conhecida como "Mãe-do-Ouro".

Adendo 172.01: Procedimento 172-Θ

A estratégia utilizada pela Real Academia de Ciências Paranormais foi oficializada pelo Conselho CL5 para a recaptura de SCP-172-PT, atualmente denominada como Procedimento 172-Θ, sendo utilizada pela Força-Tarefa Móvel PT18-Φ — "Os Bandeirantes". Apesar do Procedimento ser executado de forma idêntica em todas as suas circunstâncias, SCP-172-PT não cogita estar sendo emboscado em nenhuma delas, se mantendo neutro até que se sinta ameaçado, seja por movimentos de violência ou captura.

Adendo 172.02: Último contato com SCP-172-PT

Em 22/08/2044, [REDIGIDO] causou uma brecha de contenção na Área PT2, o que ocasionou na evasão de SCP-172-PT. Durante o Procedimento 172-Θ, após um membro da FTM PT18-Φ tentar invocar SCP-172-PT, uma carta surgiu por meio de faíscas no chão em frente ao agente. O conteúdo da carta é composto por português arcaico do século XVIII, termos e símbolos indígenas, que foram traduzidos posteriormente. A carta possui fragmentos levemente queimados, o que dificultou a transcrição.

Acessar transcrição da carta deixada por SCP-172-PT.

Nota: Aparentemente, SCP-172-PT não poderá ser invocado novamente, possivelmente por conta da falta de minas e jazidas de ouro em sua área de atuação. Objeto reclassificado para Neutralizado.

— Dr. █████████.

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