SCP-174-PT
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Item nº: SCP-174-PT

Classe do Objeto: Euclídeo

Nível de Ameaça: Roxo

Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-174-PT deve ser mantido na Área PT5, na cela 43-G, localizada 1,5 km abaixo do solo. Interações com o item são expressamente proibidas e infratores dessa imposição estarão sujeitos a ação disciplinar e potencialmente extermínio. O item deve ser monitorado apenas através de meios remotos e de forma limitada. Abastecimento com provisões é dispensado, assim como a disponibilização de ar respirável. Sistemas automatizados de pulverização e limpeza devem ser instalados na cela e acionados semanalmente para evitar o acúmulo dos restos mortais de SCP-174-PT-Ω.

Descrição: SCP-174-PT é um cone de 1,64 m de altura, 1,22 m de diâmetro da base e com massa de 947 kg. O material que constitui o objeto é desconhecido e altamente resistente, sendo a coleta de amostras possível apenas mediante o uso de uma broca de diamante especializada. Ainda, a região danificada pela ferramenta se regenera a uma taxa de 2 mm por segundo, tornando perfurações profundas impraticáveis.

scp174pt

SCP-174-PT e SCP-174-PT-Ω.

O corpo externo de SCP-174-PT é composto por oito anéis circulares, uma base, e um cume translúcido. Cada anel é capaz de rotacionar independentemente ao redor do eixo do cone e apresenta uma série de indentações de diferentes formatos1. Uma coluna de símbolos sempre será formada ao longo da geratriz do cone, cada combinação de símbolos responsável por um efeito nocivo a SCP-174-PT-Ω, sendo uma combinação gerada espontaneamente por dia e precisamente às 18:00 BRT. Usando como base o número de símbolos em cada anel, presume-se que existam 2.612.736 combinações possíveis.

SCP-174-PT-Ω é um organismo humanoide de 2,27 m de altura e com massa de 178 kg. Apesar de sua anatomia interna ser idêntica à de um ser humano do sexo masculino comum, o organismo apresenta uma série de alterações biomecânicas de funções desconhecidas e espalhadas ao longo da superfície de seu corpo. Quando não separada cirurgicamente de SCP-174-PT, a entidade se encontra constantemente ligada ao objeto cônico em suas costas, causando grande dificuldade de locomoção a SCP-174-PT-Ω. Tentativa de remover SCP-174-PT do organismo resultou em severos danos para a Filial Lusófona, assim como tentativas de interferência no ciclo de ativação do objeto, e por isso requerimentos para experimentos adicionais com o objeto são automaticamente negados.

SCP-174-PT-Ω não é capaz de se comunicar oralmente mas apresenta elevado nível de inteligência, sendo capaz de se expressar em um conjunto de símbolos remetentes ao idioma egípcio antigo, porém inconsistentemente. Apesar de possuir considerável força física, a entidade se mostra pacífica e até mesmo cooperativa para com os funcionários. Tal fato se dá, provavelmente, pelas constantes propriedades lesivas causadas por SCP-174-PT, que mantêm SCP-174-PT-Ω em um ciclo de sujeição a efeitos físicos e psicológicos danosos e revitalização forçada2. Até o momento, o funcionamento de SCP-174-PT não foi totalmente compreendido.

Descoberta: SCP-174-PT e SCP-174-PT-Ω foram encontrados no litoral do município de Maricá, Rio de Janeiro. Testemunhas relatam o evento em que a entidade emergiu das ondas e se manteve estática e deitada na costa por numerosos minutos, seguido pela coleta do item pela Filial Lusófona em ██/██/19██, 20:33. Por se encontrarem em um local remoto, poucos indivíduos não-autorizados realizaram contato visual com SCP-174-PT e SCP-174-PT-Ω. Sigilo restaurado através da aplicação de amnésicos Classe B.

Registro de Observação RO/174PT-A:

RO/174PT-A
Assunto: Avaliação de efeitos causados a SCP-174-PT-Ω a partir da observação da ativação de SCP-174-PT.
Condições: SCP-174-PT e SCP-174-PT-Ω mantidos em um ambiente isolado no Sítio PT15.
Nota Adicional: O relatório de cada observação apresentará a combinação de símbolos observada em SCP-174-PT, ordenada do cume até a base do objeto.

<Observação 174PT/01>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / gamma / kappa / omicron / gamma.

Resultado: Manifestação circular de líquido de cor negra e com 2 m de raio ao redor de SCP-174-PT-Ω, de onde surge uma quantidade desconhecida de escaravelhos aparentemente da espécie Scarabaeus sacer. O corpo de SCP-174-PT-Ω é rapidamente encoberto pelos organismos, que retornam a seu ponto de origem 3 h após se alimentarem da entidade.

Restos mortais de SCP-174-PT-Ω não demonstram qualquer característica incomum, apresentando tanto órgãos como estrutura óssea característica de um ser humano não anômalo. Após confirmação da ausência de sinais vitais, SCP-174-PT emite um repentino brilho purpúreo de seu cume, que cessa seguindo a regeneração total de SCP-174-PT-Ω3.


<Observação 174PT/02>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / gamma / xi / omicron / gamma.

Resultado: Três figuras humanoides se materializam dentro da cela, aparentemente dois homens e uma mulher. As figuras masculinas apresentam vestimentas de constituição elaborada e máscaras metálicas de chacal, um deles portando uma adaga cerimonial e o outro uma cuia de madeira. A figura feminina se encontra completamente imobilizada por cordas.

Um dos homens apoia a cuia no abdomen da mulher, enquanto o outro perfura o seu tórax vagarosamente. Após a conclusão da coleta do sangue, [DADOS EXPURGADOS] finalmente seguido do desaparecimento dessa manifestação.

É relevante destacar que SCP-174-PT-Ω não sofreu nenhum dano físico durante esse ciclo. Entretanto, a entidade demonstrou grande inquietação perante a observação desse evento, incluindo tentativas fracassadas de impedir seu acontecimento.


<Observação 174PT/03>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / gamma / delta / omicron / gamma.

Resultado: SCP-174-PT-Ω demonstra grande dificuldade em suportar o peso de SCP-174-PT, que rapidamente causa fraturas expostas ao longo de seu corpo e o esmaga contra o pavimento. Objeto é movido para uma cela reforçada após seu peso retornar ao normal.

Nota Adicional: Simultaneamente a essa observação, foi relatado um fenômeno onde a Pirâmide de Quéops foi temporariamente encoberta por uma repentina neblina de formato cônico, impossibilitando a visualização da mesma. Correlação entre eventos foi sugerida.


<Observação 174PT/04>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / gamma / zeta / omicron / gamma.

Resultado: Um sarcófago ornamentado emerge do piso da cela. SCP-174-PT-Ω se aproxima da manifestação e procede abrindo o sarcófago, em seu interior pode ser observado um corpo feminino mumificado. SCP-174-PT-Ω cuidadosamente retira o corpo e o carrega até o centro da cela, o abraçando por alguns segundos. Repentinamente, uma chama azul começa a englobar a múmia, tomando toda a cela em um curto intervalo de tempo. Corpo de SCP-174-PT-Ω foi observado integralmente carbonizado e nenhum vestígio da múmia ou do sarcófago foi encontrado.


<Observação 174PT/05>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / mu / lambda / omicron / gamma.

Resultado: Fluxos de areia escorrem das indentações de SCP-174-PT em um movimento coordenado, serpentando rumo aos diversos orifícios presentes no corpo de SCP-174-PT-Ω e penetrando-os. Após seis minutos, o corpo avolumado da entidade desaba, ausentado de sinais vitais.


<Observação 174PT/06>

Combinação: zeta / omicron / lambda / zeta / mu / alpha / omicron / gamma.

Resultado: Duas cordas se materializam, prendendo ambos braços de SCP-174-PT-Ω. Intensos relinchos podem ser ouvidos por funcionários em um raio de 50 m, e as cordas começam a puxar os braços de SCP-174-PT-Ω em sentidos opostos com crescente força. Nesse momento, o funcionário Classe D D-279 é ordenado a adentrar a cela e a cortar uma das cordas, evitando a mutilação da entidade.

Uma nébula negra é avistada dentro da cela, dando forma a uma alta entidade, denominada SCP-174-PT-Ψ, de corpo vagamente humanoide e de cabeça com traços canídeos. SCP-174-PT-Ψ segura uma balança de dois pratos e uma pena branca, e se posiciona diante de D-279. SCP-174-PT-Ψ perfura o tórax de D-279 com sua mão direita e coleta o seu coração, o depositando na balança contra o peso da pena. Ao observar o peso superior do orgão, SCP-174-PT-Ψ sorri e se dissipa juntamente ao funcionário Classe D.

Em seguida, funcionários que observam o evento começam a apresentar comportamento anômalo, adentrando a cela de contenção [REDIGIDO] corpo de SCP-174-PT-Ω. Tais funcionários foram posteriormente submetidos a amnésicos Classe A e substituídos.


Fim do Registro de Observação RO/174PT-A

Adendo AD/174PT-A <11/11/2005>: Tentativa de remoção cirúrgica de SCP-174-PT realizada. Os especialistas em cirurgias extraordinárias ████████ ████ e ██████████ ████████ foram nomeados para a tarefa, e de seus relatórios de operação foram omitidas informações relativas às propriedades anômalas do objeto. Após o sucesso da excisão, o cume de SCP-174-PT iniciou um brilho escarlate intenso acompanhado de um sibilo agudo. Instrumentos locais indicaram uma leitura de aproximadamente 42 TJ de energia liberada instantaneamente. O Sítio PT15 foi completamente dizimado, causando a morte de ███ funcionários e destruição de ██ artefatos anômalos, além de danos catastróficos a estruturas em um raio de 1,90 km. Tal evento justificou, através da aprovação do Conselho CL5, o uso do protocolo Morfeu-003/235345/214.

Adendo AD/174PT-B <12/11/2005>: Após o evento de 11/11/2005, SCP-174-PT foi encontrado intacto, porém nenhum vestígio de SCP-174-PT-Ω foi identificado. Após dez dias de observação de SCP-174-PT, o objeto iniciou uma emissão de luminescência amarelada de seu cume, e um sistema circulatório humanoide emergiu de sua base. No dia seguinte, 23/11/2005, uma estrutura esquelética começou a ser formada, seguida de tecido muscular. Em 24/11/2005, SCP-174-PT-Ω se encontrava completamente reconstruído, e SCP-174-PT iniciou seus ciclos normais de ativação. Observações das novas combinações de ativação sugerem que o artefato teve sua contagem de ciclos reiniciada. SCP-174-PT e SCP-174-PT-Ω movidos para a Área PT5, devidamente construída para amenizar possíveis eventos destrutivos de grande escala.

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