SCP-8213
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Item n°: 8213

britesspade

SCP-8213 em contenção no Sítio PT20.

Classe de Objeto: Seguro

Procedimentos Especiais de Contenção: O objeto deve ser armazenado em uma cápsula de contenção a prova de balas padrão no nível inferior do Sítio PT20. SCP-8213 deve ser removido da contenção a cada seis meses e inspecionado. Após a inspeção, SCP-8213 deve ser tratado com duas camadas de óleo de tungue e retornado a contenção. SCP-8213 não deve ser exposto diretamente a luz do sol fora dos testes.

Descrição: SCP-8213 é uma pá de pão antiquada. SCP-8213 é feito de sobreiro (Quercus suber), cuja a datação por carbono tem cerca de 700 anos. A analise do padrões dos anéis concluiu que a árvore de SCP-8213 foi cortada quando tinha pelo menos 200 anos na época.

Apesar dos danos óbvios que SCP-8213 sofreu pelos anos, SCP-8213 ainda é capaz de performar sua função pretendida. Quando o objeto é usado para preparar pão em qualquer forno, o pão resultante é sempre da maior qualidade possível em relação aos ingredientes usados.

SCP-8213 possui uma variedade de propriedades taumatúrgicas Simpaticas1. De acordo com a Lei da Simpatia, mais propriedades podem ser descobertas por meios de testes repetidos com o mesmo indivíduo (atualmente D-20210). As propriedades mais comuns de SCP-8213 são as seguintes:

  • Locomoção autônoma (velocidade máxima de voo registrada como 60 km/h)
  • Interposição autônoma (o objeto se interporá entre um indivíduo Simpático e qualquer ameaça direcionados a esse indivíduo)
  • Regeneração de curto prazo2

É assumido que SCP-8213 possui outras propriedades esotéricas, mas sua descoberta é considerada impraticável devido ao período de tempo prolongado que um Classe-D deveria passar com o objeto. Testes com um doutor ou pesquisador foi proposto, mais ainda não foi implementado neste momento.



Adendo A: Descoberta
- 1992 — FARO, PORTUGAL -


corail

A Rede C.O.R.A.I.L.
Em Associação Com
A Fundação Lusófona

PT:2387

Documentações coletadas sobre a Academia Tétis
Faro, Portugal

— SCP-8213 (Documentação primária)
— PdI-8723-A e traduções associadas
— Analise da Academia Científica do Paranormal

Compilado Por PT:2387

— Dr. Natalício de Borges Wilson, BR
— Prof. Félix Machado Machado, PT
— Ernesto Cípiro (PdI-8444), PT

— Ágata Maria Queirós de Pesqueira, PT
— Rosa Ivaschenko, PT/UKR
— Dr. Quim Eleutério, BR
— Dra. J. M. Baron, FR

Documentos Traduzidos
Compilado por Ágata Maria Queirós de Pesqueira da PT:2387
— De 1361 à inicio de 1700 (aproximadamente) —


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Fig. 1: Ilustração encontrada em Tétis, considerada uma representação da cidade circundante.

O seguinte material foi recuperado da Academia Tétis, o local de recuperação de SCP-8213. Veja a documentação adicional abaixo para mais informações sobre esse local de interesse.

Baseado no conteúdo do material em questão, é na opinião desta cronista que SCP-8213 foi trazido à Tétis por PdI-8723-A.

PdI-8723-A foi uma taumaturga feminina e provavelmente a criadora de SCP-8213. Referida por vários como "A Padeira", "A Bruxa do Mar" e "A Guerreira de Aljubarrota", PdI-8723-A aparenta ser uma figura significativa do final da Idade Média. Traduções sugerem que ela estava envolvida em vários eventos anômalos notáveis.

Os restos de PdI-8723-A não foram descobertos. É possível que ela tenha frequentado A Academia Tétis em sua vida; possivelmente em uma idade jovem, com o Documento n° 2 implicando que PdI-8723-A nasceu em uma cidade desconhecida adjacente a Faro. Traduções referem à cidade como "Sariss." Até o momento, as únicas referencias a Sariss que foram encontradas existem exclusivamente em materiais/locais anômalos.

Se acreditarmos no material, SCP-8213 era o bem mais precioso que PdI-8723-A possuía. Por que ela o deixaria na biblioteca de Tétis e o que aconteceu com ela depois disso, permanece desconhecido.

Descrição dos Anexos

Documento n° 1: Inscrição gravada na parede adjacente ao local de descansando de SCP-8213, data desconhecida

Documento n° 2: Carta da mãe de PdI-8723-A, endereçado à Academia Tétis, 1361

Documento n° 3: Transcrição da entrada de diário de um marinheiro desconhecido, 1371

Documento n° 4: Relato anônimo de um duelo de espadas, data desconhecida

Documento n° 5: Testemunho de um residente depois da Batalha de Aljubarrota, 1385

Documento n° 6: Contexto desconhecido (ver texto)


Documento n° 1: Inscrição na parede adjacente a SCP-8213, data desconhecida

AS PESSOAS ERAM DE SARISS
MAS AS PEDRAS ERAM DE FARO

Documento n° 2: Carta da mãe de PdI-8723-A à Tétis, 1361

Para ⎡ilegível, é assumido que seja um diretor ou contato⎦ da Academia Tétis:

Não fique surpreso com minha carta. É conhecido por todas as parteiras de Sariss e Faro que minha filha nasceu com seis dedos em cada mão. Todos sussurram pelas minhas costas que é seu destino ir para ⎡ilegível, possivelmente "o submundo"⎦, como todos de seu tipo.

Seu pai e eu estamos doentes. Deus não vai nos manter aqui por muito mais tempo. Mas minha amada filha ainda é um criança. Eu sei que seu ⎡ilegível, ou batedor, ou caçador⎦ nos seguem quando deixamos Sariss. Você vai roubar a inocência de uma criança no momento que sua família se for?

Nesta manhã, ela veio ao meu lado e me disse que se eu morrer, ela fugirá. Ela disse que ela irá para a Espanha e andará a cavalo. Ela disse que iria para a Itália e fará pão. Ela disse que encontrará a maior árvore em Portugal e fará amizade com ela. Apenas então, diz ela, que ela voltará para casa. Como uma criança pode ser tão segura de si mesma? Em breve ela não terá uma família alguma, e ainda assim ela não tem medo.

Tétis, estou lhe perguntando: deixe-a fugir.

O resto da carta foi encontrada desintegrada, provavelmente por exposição ao oxigênio.

Documento n° 3: Entrada de diário de um marinheiro desconhecido, 1371

Dia 3
Agora eu vi de tudo. Uma das mercadorias a serem trazidos da Espanha é uma mulher com as pernas de um marinheiro e os braços de um arpoador. Ela se vangloria no convés como se fosse um dos homens. Eu fui informado que ela era perseguida por fingir ser um arrieiroum arrieiro, um homem que transfere bens nas costas de mulas e outros animais de carga⎦. Seu crime é demonstrado em seu comportamento não feminino.

A absurda mulher trouxe seu próprio remo, embora ela insista que não seja isso. Qual é o proposito então, moça?

Dia 5
Os outros estoque são inteligentes em manter suas cabeças baixas! O remo caprichosa da escrava só lhe deu mais trabalho. É divertido assisti-la manter o convés como uma empregada comum!

Nos aproximamos do Cabo das Tormentas. Acho que o Capitão é um tolo por seguir esta rota, mas eu não sou tolo em questiona-lo em voz alta.

Dia ?
Ai de mim. Algumas noites desconhecidas atrás, encontramos o temido Cabo. Os outros marinheiros imploraram ao Capitão para baixar as velas, pois da azar navegar no Cabo à noite. Mas o Capitão apenas riu deles.

Que horror caiu sobre nós quando a tempestade caiu! Aquele rosto terrível que se ergueu do penhasco. Era obra do Inferno e pesadelos e eu não falarei disso.

O que eu vou falaz é da escrava, que ficou firme no convés como um demônio em si. Quando a tempestade se levantou e rasgou o convés, ela entrou nele, seu suposto remo erguido. Nenhuma das mãos conseguiu detê-la quando, com um grito selvagem, ela saltou do convés. Eu teria pensado que ela se afogou se não fosse por vê-la subindo no ar, com o quadril empoleirado na beira daquele remo miserável! Nenhuma mulher, mas sim, uma Bruxa do Mar! E aquele remo, o implemento de sua magia demoníaca!

A maldições que lancei contra ela foram interrompidas quando uma onda violenta me jogou pelo convés. Eu fui arrastado ao pé do Cabo, um rato encharcado. Tenho sorte por ainda respirar, mas eu temo que eu não sobreviva outra noite neste local. O rosto do penhasco certamente me encontrará.

Documento n° 4: Relato anônimo de um duelo de espadas, data desconhecida

…tinha sido muito bem no início. Ela assou pães fartos para nós e se vangloriou de sua pá da sorte, que nunca queimou uma crosta. Ela saiu da moradia e então o Abélard virou para mim e disse: Eu vou me casar com ela.

Mas a moça se recusou! Quando Abélard legitimamente pegou seu pulso com força, ela se afastou e surpreendeu nós dois puxando um sabre. A lâmina fina não tinha empunhadura e não se assemelhava ao trabalho ou estilo de nenhum artesão que eu conheço. O mais surpreendente sobre isso era que, quando saímos, ela ainda estava em posse de sua pá de padeira — mas quando ela se virou, em sua mão havia um sabre! Ela enganou nossos olhos!

Ela ordenou que Abélard duelasse com ela por sua mão e honra. O tolo era orgulhoso demais para recusar. Achei que ela seria superada, já que Abélard era conhecido por mirar uma mão exposta; mas ela deu um meio passo hábil em torno de seu primeiro golpe e cortou ele na panturrilha. Não havia esperança para Abélard depois disso…

Documento n° 5: Testemunho de um residente depois da Batalha de Aljubarrota, 1385

Gritamos aos Castelhanos quando eles começaram a fugir. Eu ouvi rumores que sete ou oito de sua companhia se refugiaram na residência d'A Padeira, por sua porta ter sido deixada aberta quando ela se juntou à batalha. Segundo os rumores, quando ela retornou e encontrou a porta trancada, ela usou sua ⎡palavra desconhecida/intraduzível; possivelmente traduzido literalmente para "feitiçaria"⎦ para entrar silenciosamente.

Ela foi à cozinha e encontrou os Castelhanos escondidos no forno frio. Bem, é suficiente dizer que ele não permaneceu frio por muito mais tempo. Todos de Aljubarrota conhecem os rumores sobre o cajado de bruxa d'A Padeira, que ela disfarça como uma longa pá de padeira. Sem duvida, isso manteu os Castelhanos firmes no lugar enquanto o forno esquentava.

Eu não posso lhe dizer se essa história é verdade ou não. Mas eu posso lhe dizer que o pão d'A Padeira era de um sabor raro por uma quinzena depois e vendeu rapidamente.

Documento n° 6: Contexto desconhecido. Discurso proferido por uma entidade que se manifestou em uma ala interna da biblioteca marcada como "Restrito." A entidade lembra uma freira Católica de traje completo. É digno de nota que a entidade falava em Português moderno, enquanto toda a documentação anterior estava em Português Antigo.

A manifestação foi testemunhado por A.M. Queirós de Pesqueira e Ernesto Cípiro (PdI-8444).

[Fala continua, como se estivesse orando] Lugares de significado e lugares de pensamento. Energizados e vazios, tudo volta à rocha. Deus nos salve. Lugares de significado…

[Queirós de Pesqueira interrompe para perguntar o que a entidade está fazendo.]

[A cabeça da entidade se vira para encarar os pesquisadores. Os olhos são descritos como "de aparência morta."]

Procurando por você, procurando por mim, procurando pela culpa. Não consigo ver. Ver? Não procurando por mim ainda. Não aqui. Ou ali, mas ainda não.

[Pesqueira tenta perguntar sua identidade, mas é interrompida. Sua fala continua e muito rápido.]

A Padeira entrou no pátio descalça, com apenas sua pá em mãos. Você observou enquanto ela pegava o cabo e a colocava sobre o joelho. Ela ergueu o cabo da pá e disse, "Você vai precisar disso mais que eu." Então ela voltou para a biblioteca.

Ela saiu novamente com apenas o cabo quebrado. Debaixo de seu braço estava um único pão fresco em um lençol, que ela colocou na beira da fonte. "Você vai precisar disso também." E ela sorriu, como se isso fosse uma grande piada.

Ninguém de Faro consegue se lembrar o que aconteceu com Sariss. As pedras eram de Faro, mas as pessoas eram de Sariss. As pedras permaneceram, mas as pessoas… Talvez a Padeira também tenha partido. Não posso lhe dizer. Não consigo ver! Alguns juram que ela levantou o cabo acima da cabeça e a carregou para o céu. Outros dizem que ela caminhou ao leste até a terra ficar vermelha e os ventos pararam de sussurram seu nome. Alguns viajantes afirmam tê-la visto em terras distantes, ajoelhando-se para acender fogueiras sem madeira.

A pá que ela deixou para trás é a única verdade que você tem. É para isso que você precisa?

Agora existem fornos no alto do Himalaia que nunca ficam frios. Há um padaria em Damasco que que ainda imprime círculos em sua farinha. Há três irmãs em Moçambique que dizem que sua avó uma vez cavalgou o vento com um remo de madeira maior que seu braço.

Você vê isso? Você sente o cheiro disso? Mesmo agora, há pão fermentando.

[A entidade se afasta dos pesquisadores e volta para sua "oração" anterior. Nenhuma outra tentativa de comunicar foi bem-sucedida.]

A Academia — Campus "TÉTIS"
Compilado por Prof. Félix Machado Machado da PT:2387, ex-professor da Academia
— Recuperação & Analise de Sítio Histórico —


Academia Científica do Paranormal ("A Academia") é um, agora extinto, Grupo de Interesse. Ela operou de Portugal e Espanha, mas ela tinha instalações estabelecidas pelo globo em vários pontos na história. A influencia da Academia era de longo alcance, com uma história que vai do século 10 ao 20. Como seu nome pode indica, A Academia era primariamente uma instituição de ensino superior, com um ênfase no anômalo e no oculto.

Destaca-se a Academia Tétis, localizado nos arredores de Faro. A própria documentação da Academia indica que esse campus foi abandonado no inicio de 1653, mas não há como determinar isso com certeza. Muitos dos campus da Academia eram administrados independentemente e registros cruzados não era uma pratica consistente na época. A Fundação apenas se tornou ciente de Tétis em primeiro lugar graças a uma série de fotografias tiradas pelo Campus Atena em 1868.

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Fig. 2: O Campus Tétis abandonado, aprox. 1868.

Os recursos da Academia diminuíram com o tempo, eventualmente se esgotando após a agitação política da Segunda Guerra Mundial. A partir desse ano, os recursos e instalações restantes da Academia foram fundidos com a Fundação Lusófona. A gestão desses registros e instalações está sendo feita pela recém formada PT:2387 da Rede CORAIL.

Realizando sua própria pesquisa, a PT:2387 encontrou Tétis em estado ainda mais avançado de abandono. Depois de abrindo caminho, os membros da equipe foram capazes de localizar uma câmara central da biblioteca do campus que abrigava numerosos documentos e objetos de interesse, incluindo SCP-8213.

Tétis contia vários artefatos relacionados ao mundo anômalo, ou seja, cartas e livros contendo informações sobre várias praticas taumatúrgicas, particularmente aqueles relacionados a Arcana Maior.

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Fig. 3: Um livro preservado usando uma Inscrição desconhecida. O conteúdo aparenta ser não anômalo.


"TÉTIS" — Relatórios de Incidentes Anômalos
Compilado por Dra. J. M. Baron da PT:2387


Ao abrir caminho, a equipe da PT:2387 experienciou vários encontros anômalos. Presume-se que esses eventos sejam marcas táumicas remanescentes da história de Tétis, e podem ou não serem representações de eventos passados que aconteceram no campus.

Descrição de Eventos anômalos

Incidente n° 1: Saguão Principal da Biblioteca, 12/10/1992, 1400 hrs

Incidente n° 2: Saguão Principal da Biblioteca, 12/10/1992, 1600 hrs

Incidente n° 3: Vários Horários e Locais, 12/10 — 16/10/1992

Incidente n° 4: Ala Interna da Biblioteca ("Restrito"), 14/10/1992, 1300 hrs

Incidente n° 5: Escritório/Aposentos do Diretor, 15/10/1992, 1730 hrs

Incidente n° 6: Ala Interna da Biblioteca ("Restrito"), 15/10/1992, 1500 - 1730 hrs


Incidente n° 1: Saguão Principal da Biblioteca, 12/10/1992, 1400 hrs

Ao entrar pela primeira vez no saguão principal, a PT:2387 foi alertada sobre a presença de SCP-8213 quando o objeto se levantou da parede e e se moveu de forma autônoma até a equipe. Recuando lentamente, a equipe foi capaz de determinar que o objeto estava flutuando em direção a Ernesto Cípiro (PdI-8444). Assume-se que o objeto foi atraído Simpaticamente por PdI-8444 devido a suas capacidades taumatúrgicas.

O Dr. N. de Borges Wilson deu permissão ao PdI-8444 para tocar o objeto. Ao segurar o cabo quebrado, SCP-8213 cessou o movimento autônomo e se tornou inerte.

Incidente n° 2: Saguão Principal da Biblioteca, 12/10/1992, 1600 hrs

Depois da inspeção inicial do saguão principal, a PT:2387 não localizou a mensagem (Documento n° 1) escrito na parede. Enquanto tirava fotos de pesquisa, os membros da equipe ouviram a Dra. J. M. Baron gritar no saguão principal e vieram para investigar. A Dra. Baron afirma que, quando ela tirou uma foto da parede, a mensagem apareceu simultaneamente na lente da câmera e na parede em si. Analise da fotografia de pesquisa para fenômenos similares está em andamento e ainda não foi divulgado.

Incidente n° 3: Vários Horários e Locais, 12/10 — 16/10/1992

Em vários pontos ao longo da pesquisa, todos os membros da equipe relataram o cheiro de pão fresco. Isso era mais comum no início da manhã (0600 - 0800) e no início da noite (1630 - 1800). Notavelmente, nenhum forno foi encontrado no local.

Incidente n° 4: Ala Interna da Biblioteca ("Restrito"), 14/10/1992, 1300 hrs

Enquanto inspecionava a ala Restrita por textos recuperáveis, Á.M. Queirós de Pesqueira relatou ouvir várias pessoas conversando nas proximidades em Português Antigo. Ela descreveu as vozes como abafadas e afirma que elas eram acompanhadas pelo som de papéis farfalhando. O diálogo geral parecia se encaixar com o de alunos estudando juntos.

Quando Pesqueira se aproximou da aparente fonte, ela afirma ter ouvido uma das vozes claramente dizendo, "Venha almoçar conosco em Sariss." Quando ela virou a esquina, as vozes cessaram.

Incidente n° 5: Escritório/Aposentos do Diretor, 15/10/1992, 1730 hrs

A PT:2387 experienciou dificuldade em acessar o Escritório do Diretor devido a um batente de porta colapsado. Após ganhar acesso ao espaço, o Dr. N. de Borges Wilson relatou ver uma janela diretamente atrás da mesa do Diretor. Pela janela, a costa oeste de Faro era visível. Uma onda de água negra semelhante a um tsunami estava correndo em direção ao campus a partir do litoral. Os restos de edifícios e peças de roupa rasgadas eram visíveis na onda agitada. Quando ela atingiu o lado do edifício, a janela se estilhaçou para dentro. No entanto, quando Borges Wilson olhou novamente, a água havia desaparecido.

O som do vidro quebrando foi audível para outros membros da PT:2387. Inspeção minuciosa na janela quebrada revelou uma camada de poeira, que sugeriu que o vidro se estilhaçou há centenas de anos.

Incidente n° 6: Ala Interna da Biblioteca ("Restrito"), 15/10/1992, 1500 - 1730 hrs

Após o Incidente n° 4, a Pesquisadora Pesqueira requisitou os serviços de PdI-8444 para pesquisar a Ala Restrita por impressões táumicas incomuns. Pouco depois de começar um feitiço básico de Divinação, os dois encontraram a entidade descrita no Documento n° 6.

O encontro inicial descrito no Documento n° 6 durou questão de minutos. A entidade permaneceu ativa na Ala Restrita pelas próximas duas horas. Durante esse tempo, o PdI-8444 tentou identificar ou interromper a manifestação usando vários feitiços taumatúrgicos, sem efeito. Aproximadamente às 1700 horas, R. Ivaschenko se juntou a Pesqueira e o PdI-8444 na Ala Restrita para observar a entidade. Pouco após isto, o seguinte incidente ocorreu.

Às 1730 horas, Pesqueira, Ivaschenko, e o PdI-8444 ouviram o som de vidro quebrando como um resultado do Incidente n° 5. O grupo se tornou desorientado, pois o som parece ter se originado de todas as janelas de uma vez. O PdI-8444 corre da biblioteca, aparentemente acreditando que ele poderia ajudar os outros pesquisadores.

Ivaschenko afirma que, quase imediatamente depois da partida do PdI-8444, Pesquiera e a entidade espontaneamente deixaram de existir.

Pesquiera afirma que, no momento em que o PdI-8444 deixou a biblioteca, a construção ao seu redor desapareceu. As paredes envolta dela dissolveram em um substancia branca agitada que se assemelha água. Ela ainda é capaz de ver a entidade, mas não Ivaschenko.

Ivaschenko começou a gritar o nome de Pesquiera. Pesquiera é capaz de ouvi-la, mas rapidamente determina que Ivaschenko não consegue ouvi sua resposta.

A entidade abruptamente deixa de rezar e começa a se aproximar de Pesquiera. A entidade diz, "Agora é a hora. Me deixe entrar e vou lhe contar um segredo. Se você é uma boa garota, esse será o último segredo que existe." Pesquiera não possui um entendimento profundo de sua declaração, ou por que a entidade está visando ela especificamente.

No Salão Principal, o PdI-8444 ouve um segundo som de colisão, que causou mais confusão. Momentos depois, SCP-8213 passa voando por ele.

SCP-8213 entra na Ala Restrita em alta velocidade e para no ar, interpondo-se entre Pesquiera e a entidade. Ambos Pesqueira e Ivaschenko são capazes de ver o objeto pelo resto do incidente.

As tentativas da entidade de se mover em torno de SCP-8213. SCP-8213 se inclina no ar, como se estivesse se preparando. A entidade aparenta ser relutante em tocar o objeto e devido a essa interposição, é incapaz de cruzar esse caminho sem fazer.

SCP-8213 ataca a entidade com um estalo audível. Outros membros da PT:2387 relatam ouvir esse som em outras partes do edifício.

A entidade começa a gritar incoerentemente. Ao mesmo tempo, Pesquiera relatou que as ruinas de Tétis volta a existência em sua volta em "flashes". O efeito é extremamente brilhante e doloroso para olhos nus.

Pesquiera se torna desorientada devido à sensação de "flash" e é incapaz de ver apropriadamente. Quando ela abre seus olhos, ela ve uma mulher com seis dedos em cada um de suas mãos segurando SCP-8213. A mulher olha para Pesquiera e sorri amplamente. Então ela se vira e usa SCP-8213 para enviar a entidade de volta, golpeando-a repetidamente. A sensação de "flash" se torna mais forte com cada golpe e Pesquiera brevemente perde a consciência.

Ivaschenko observa SCP-8213 avançando sozinho por toda a extensão da biblioteca, fazendo repetidos movimentos de ataque, antes de cair abruptamente no chão. A entidade não reaparece. Pesquiera aparece na mesma posição de quando ela desapareceu, inconsciente.

SCP-8213 é recuperado sem mais incidentes. Investigações estão em andamento quanto à natureza da entidade da Ala Restrita. No momento, explorações adicionais não foram autorizados.


Adendo B
- 1992 — Sítio PT20, Brasil -


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