A Terra Desolada
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avaliação: +1+x

Dentro

O prato estava na mesa. Rhythm Linn - o primeiro e último cliente do dia - olhava para ele e segurava sua faca, ponderando sobre sua irmã desaparecida, Lyrics, "Ela ainda esta viva?" O garçom ao lado dele pareceu ignorar suas reflexões e foi embora; talvez ele prestasse mais atenção se soubesse das moedas de ouro no bolso de Rhythm.

A decoração do Restaurante Ambrose era, sem dúvida, da classe mais baixa: as mesas, cadeiras e chão eram feitos de madeira velha, e seus cantos ásperos muitas vezes se prendiam nas roupas de comensais descuidados; o lustre no alto vivia balançando, emitindo uma luz azul sinistra. Todas as janelas foram firmemente vedadas por placas de aço, bloqueando qualquer traço de luz do lado de fora. Poucos clientes escolheram este restaurante como seu refúgio. Não obstante, a impopularidade ajudou a mantê-lo de pé depois de muitos amanheceres e entardeceres. Dias atrás, Rhythm havia perguntado sobre os impactos da aurora sobre os atraentes Restaurantes Ambrose. O barman se curvou e continuou sacudindo a cabeça:

"Carne! Carne moída! Eles simplesmente se agruparam como uma grande, GRANDE almôndega, bloqueando a maldita entrada e derrubando o batente da porta, e devorando impiedosamente tudo no restaurante! Essas criaturas meio-humanas meio-carne fingiram que elas iam querer pedir algo, mas assim que outra carne fresca se aproximava delas, elas se entrelaçavam em uma poça de carne. Ambrose dá as boas-vindas a qualquer ser para vir aqui e desfrutar de sua refeição, mas as coisas meio-humanas genuinamente me fazem querer vomitar." Os garçons de Ambrose já serviram incontáveis não-humanos e meio-humanos, mas os "humanos" derretidos pelo implacável sol vermelho os faziam estremecer. Estranho.

Rhythm Linn pegou um pedaço de "carne" cozida e soprou, deixando-o esfriar. De acordo com o cardápio, a manipulação taumática específica permitia que algumas partes da carne fossem aquecidas e outras congeladas; o isotermo traçava belos arcos e picava o paladar dos comensais. Ele mordeu a carne, saboreando-a, enquanto as partículas tratadas de EVE ao longo do isotermo explodiam em sua boca, afetando-o "inesperadamente" (não mais; ele já pedira isso dezenas de vezes). Agora que a carne havia esfriado, ela parecia viscosa e dura em sua língua. A carne teimosamente permanecia em um único pedaço, mesmo conforme Rhythm a mastigava. Ele tinha que admitir — a carne meio cozida do sol era muito mais mastigável do que chiclete.

"Mesmo assim, vocês não têm outros ingredientes além desta coisa em todos os pratos disponíveis," Rhythm repetia suas reclamações pela centésima vez e apontava para o prato, onde grandes pedaços de comida ainda estavam, esperando para serem comidos.

"Você sabe disso, Rhythm. Nós apenas usamos taumaturgia e memes especiais para tratar nossa comida, mas o ingrediente em si vem da Terra. Mas, você vê, bem, como está lá fora."

"Mas isso não é desculpa! E os lugares que estão completamente escondidos da luz do sol?"

"Esses lugares já foram esmagados pelos monstros de carne! Eu já te disse! Por que você fica me perguntando isso? Você não está satisfeito?"

Então Rhythm se calou e silenciosamente comeu a bola lamacenta de carne que fora bife e a bola lamacenta de arroz que fora arroz. Ele comia apressadamente, fazendo com que todos os pedaços cortados de comida iluminada pelo sol se combinassem naturalmente em seu estômago e fossem digeridas pouco a pouco.

Descansando por uma hora inteira, Rhythm finalmente se levantou, cobrindo todo o seu corpo com uma armadura composta reforçada. O módulo de visão eletrônica foi então ativado.

"Vou indo agora," Rhythm foi até a porta e deixou algumas moedas para pagar pela refeição. A porta em si era uma anomalia espacial, então assim que ele fechasse a porta, ela lentamente desapareceria, esperando que outro feitiço taumático a acordasse.

Ele deu uma avaliação de 5 estrelas.

Fora

Rhythm Linn saiu do restaurante e caminhou em direção à luz do sol, buscando sua irmã novamente no caminho. Horas depois, quando o sol estava se pondo, ele caminhava por uma colina suave. Algumas de suas memórias voltavam.

Ele costumava vir aqui anos atrás, especialmente quando ele estava trabalhando na Biblioteca do Viajante; as finas peças de plástico espalhadas no chão o lembravam das memórias desbotadas de vagar pelas vias da Biblioteca, ligando-o a mundos exteriores. Esses pedaços de plástico deveriam ser os Cartões da Biblioteca. Quando os antigos exploradores da Biblioteca seguravam os cartões e cantavam, um cursor verde aparecia no cartão, guiando-os de volta da Terra. Agora era diferente. Rhythm adivinha que alguns exploradores deixaram a Terra naquela manhã. Quando o sol vermelho nasceu, humanos, flores, grama, coelhos, ratos… todos os animais e plantas na superfície foram reduzidos a uma fina camada de lama vermelho-sangue sobre o solo nu. Cada vez que Rhythm pisava nele, o cobertor vermelho envolvia suas solas um centímetro mais alto. Se ele andasse devagar demais, a lama subiria gradualmente até os tornozelos, pernas, corpo e, finalmente, cabeça. No entanto, a armadura composta o protegia com segurança, e mantinha sua carne a salvo da lama vermelha sob os pés. "Sempre ok dormir no chão, talvez," pensava Rhythm enquanto corria morro acima.

Ele estava cansado e seu espírito começava a vacilar então ele não percebeu o morrinho de terra à sua frente. Rhythm Linn tropeçou alguns passos e caiu para a frente para o vermelho.

Ele olhou para baixo; o chão era iluminado pela fraca luz da morte.

Ele olhou para cima; a lua sangrenta rasgava a escuridão desta longa noite.

Enquanto Rhythm tinha dificuldade para ficar de joelhos, a lama subia por seu corpo e começava a transformar sua forma. Por um segundo, uma pitada de grama projetou-se da lama e, por outro, um rato apareceu de lado. Rhythm sabia que as formas dos eternos se manifestavam aleatoriamente, mas formas eram apenas formas, afinal. Quando um lírio de repente cresceu sob seus pés, ele o agarrou com toda a força, arrancando-o da lama. Ele se transformou em uma poça de líquido pegajoso quando se acomodou no recipiente de plástico de Rhythm.

Lírio era a flor favorita de Lyrics.

Rhythm usou fogo para dissipar o cobertor vermelho que subia por sua armadura e um pedaço de papel se agarrou a ele, que provavelmente foi trazido pela lama. Nele estava uma música dos viajantes.

"Que haja brilho!"

Para o céu, um homem uiva.

A lua cheia sobe o vale;

Sob a luz cintilante, a flor brota.

"Flores… mar de flores…" Rhythm murmurava.

Antes de ser expulso pela Biblioteca, Rhythm já tinha vido aqui com sua irmã: o mar de flores - bem sob seus pés - foi plantado por muitos humanos ou não humanos de diferentes mundos. Rhythm não fazia ideia de quantos outros espalharam sementes de lírio antes, mas neste momento ele preferia acreditar que o lírio em sua mão era o que ele plantara anos atrás, bem aqui. Rhythm releu o poema mais uma vez, e o cenário pitoresco lhe ocorreu.

No entanto, após a aurora, as belezas do passado varreram os remanescentes do antigo mundo. Apenas um fragmento de arte restava. Quem poderia apreciá-la senão o próprio Rhythm? Talvez seus companheiros de equipe? Talvez colonos da Biblioteca? Talvez sua irmã? Além de tudo isso, infelizmente, um tipo de pessoa poderia apreciá-la a qualquer momento: os queimados.

Rhythm não chorou, mas sua respiração se acelerou. Dando adeus às suas memórias inquietantes, ele se deitou no chão ensanguentado e dormiu.

Ele continuaria sua viagem no próximo dia.

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