Eles Estabeleceram a Lei
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Quando a realeza do céu foi concedida, essa realeza estava em Eridu. Então Eridu caiu e a realeza foi levada para Bad-Tibira. Então de Bad-Tibira para Larag, de Larag para Zimbir, de Zimbir para Shuruppag; e então a inundação passou. E quando as águas da enchente baixaram, a realeza estava em Kish, e Jushur reinou por cem dúzias de anos.

Jushur era um poderoso rei, um grande governante, um terço dele era um deus. Ele semeou a primeira cevada, ele fez a primeira cerveja, ele assou o primeiro tijolo. Seu palácio alcançava as nuvens e estendia suas paredes de Idigna a Buranuna, os dois rios eram seus fossos, o céu era seu telhado. Ele misturou cobre e estanho em bronze, e das pedra da terra ele foi o primeiro a fundir ouro.


Os exércitos de Akkad estavam nas muralhas. O jovem rei, Sarrukin, já havia conquistado três cidades não menos poderosas do que Kish, e era uma questão de horas, não dias, antes que ele a adicionasse a seu império em expansão. O choque de lanças e os gritos agonizantes dos soldados ecoavam pelos telhados enquanto Ur-Bish corria por um beco estreito; seu pai, Bishgigir, estava morto na planície do lado de fora, massacrado pelo exército de Sarrukin enquanto ele tentava fugir. O dia da herança havia chegado e ele não estava pronto.

Seu destino estava à frente, uma grande casa de tijolos cozidos que se elevava a altura de um homem e meio acima de seus vizinhos. A casa de Gudnamesh—ou, se a maldição sobre suas famílias não fosse apenas uma lenda, agora a casa de Gudnisub. ur-Bish correu pela porta aberta para o pátio e confirmou suas suspeitas. Gudnamesh jazia morto na terra, e acima dele estava Gudnisub, seus olhos vermelhos de tanto chorar.

"Está na hora, então", disse Gudnisub, erguendo os olhos do cadáver de seu pai. "Eu não pensei que fosse acontecer tão cedo. Seu pai fugiu, suponho?"

Ur-Bish resmungou concordando. "Cortado por um soldado. Não passou de cem côvados antes de ser morto. Você está pronto? Não temos muito tempo."

"Sim. Assim que ele caiu, eu me preparei." Ele jogou uma capa grossa sobre os ombros e agarrou uma lança de seu lugar na parede. "Para o palácio, então."


Ouro foi a queda do primeiro rei. Jushur viu isso, e a fome encheu seu coração. Ouro enchia seus depósitos, adornava seu corpo e os corpos de suas esposas e filhos, e quanto mais ele possuía, mais ele queria. Seus pulmões não puxavam ar, seu estômago foi esvaziado, seu fígado definhou ao nada. Ele se tornou nada além de pele, e dentro de sua pele estava apenas um buraco na forma de um deus.

Apenas dois homens sabiam da fome do rei. Bish-Ka era um deles, o chefe do estábulo do rei, o senhor de suas caravanas. Gudibir era outro, o líder dos exércitos do rei, o mestre de suas tropas. Bish-Ka e Gudibir viram o buraco no rei, eles falaram disso um com o outro, eles fizeram um plano. No nono ano da nona década do século onze do governo de Jushur, eles fizeram esse plano.


O palácio estava próximo, ao lado do grande zigurate de En-Lil. Os tijolos marrom-avermelhados de suas paredes eram cobertos de gesso, incrustados com pedras raras e baixos-relevos retratando as vitórias do rei e de seus ancestrais desde Jushur, aquele que primeiro ocupou o reinado antes das águas das enchentes subirem. É claro que não retratava os últimos dias de Jushur. Esses relevos eram mantidos em outro lugar—seu destino final. Os portões principais do palácio ainda eram guardados, apesar da batalha ocorrendo lá fora; não seria bom para o rei e sua família ficarem desprotegidos.

Os dois eunucos corpulentos parados na arcada pareciam poder manter seu posto contra todo o exército acadiano, assim que ele atravessasse as muralhas. E Ur-Bish e Gudnisub não tinham ilusões de que isso aconteceria; Kish cairia e eles encontrariam uma maneira de lucrar com o caos. Contanto que as próximas horas corressem conforme o planejado, claro. Se algo desse errado aqui, suas famílias não sobreviveriam à noite.

Os eunucos cruzaram as lanças sobre o portão quando os homens se aproximaram. Gudnisub deu um passo à frente e falou. "Eu sou Gudnisub, filho de Gudnamesh. Este é Ur-Bish, filho de Bishgigir. Nossos pais morreram e nós estamos aqui pelo príncipe."

As lanças se levantaram e os dois homens correram para dentro.


Os dois homens mentiram para o rei. Eles falaram de uma caverna nas margens do Buranuna, eles disseram que essa caverna estava cheia de ouro, eles disseram ao rei que ele deveria inspecioná-la para que pudesse ser adicionada aos seus depósitos. Jushur acreditou na história deles. Ele foi até a caverna e a encontrou sem ouro. E quando ele voltou para matar Bish-Ka e Gudibir por suas mentiras, eles o amarraram.

Eles o amarraram primeiro com cordas de cânhamo, mas sua pele tinha o calor de uma fornalha, e as cordas queimaram. Eles o amarraram em seguida com algemas de bronze, mas seus membros estavam magros de fome e as algemas caíram no chão. Eles o amarraram por último com uma corrente de ouro, e ele não pôde se livrar da corrente, porque sua luxúria por ouro superou seu desejo de liberdade. E então Jushur foi preso.


Eles encontraram o rei e sua família na sala do trono. Ur-Zababa estava falando com o sumo sacerdote de En-Lil, claramente preocupado; suas três esposas estavam sentadas em vários bancos ao longo das paredes, pastoreando seus filhos mais novos. Seus dois filhos adultos estavam discutindo sobre algo em um canto, embora mantivessem a fala em um sussurro, apesar de sua clara agitação. Quando o rei viu Ur-Bish e Gudnisub, ele ficou em silêncio e gesticulou para que eles se aproximassem. Eles não se prostraram, como era costume, suas famílias sempre tiveram certos privilégios.

"Meu lorde," disse Gudnisub, "nossos pais morreram. Bishgigir fugiu da cidade e foi cortado. O fôlego de meu próprio pai fugiu dele logo depois. Chegou a hora."

Ur-Zababa balançou a cabeça. "Sim, suponho que seja", disse ele com um suspiro. "Bem. Eu sabia que este dia chegaria eventualmente. Mas eu esperava que fosse em circunstâncias mais agradáveis. Meninos! Venham aqui."

Os filhos do rei se aproximaram correndo, sua discussão interrompida. Eles se curvaram para o pai e olharam para os visitantes, com desdém evidente em seus rostos. Enshaku, o mais velho dos dois, falou primeiro. "Pai, por que há mercadores na sala do trono? Não temos uma guerra para lutar?"

Seu irmão, Dum-Sharri, o seguiu antes que o rei ou seus convidados pudessem responder. "E, por falar nisso, por que nós estamos aqui, e não na planície defendendo a cidade? Você está fazendo de todos nós covardes, pai."

"Basta." O tom do rei era firme, com uma pitada de exasperação; claramente não era a primeira vez que ele ouvia essa reclamação. "Vocês podem não gostar de ouvir isso, mas esses mercadores são o motivo de nossa família governar esta cidade desde a grande enchente. E já que seus pais morreram, é hora de sua sucessão. Enshaku, vá com eles. Faça o que eles disserem. E não discuta comigo."

O príncipe estava claramente prestes a fazer exatamente isso, mas a expressão de seu pai o silenciou. Ele balançou a cabeça e seguiu os mercadores para fora do palácio, em direção ao rio.


Gudibir pegou sua lança e perfurou o coração do rei. Mas ele não morreria, e da ferida veio a fome. Ela se espalhou ao redor do corpo de Jushur, entrou e saiu dos portais de seu corpo, usou a própria garganta do rei para falar. Para seus captores, ela falou; muitas coisas ela ofereceu a eles, e eles ouviram suas palavras.

A fome ofereceu-lhes ouro, o suficiente para transbordar as margens dos dois rios, e eles recusaram. Ela ofereceu-lhes o domínio de todas as terras do mundo, desde as montanhas no leste até o mar no oeste, e eles recusaram. Ela ofereceu-lhes as mulheres mais bonitas do mundo para serem suas esposas, e novamente eles recusaram. Pois os dois homens eram tão gananciosos quanto seu rei e sabiam que tudo o que um aceitasse, ele precisaria compartilhar com o outro.


Demorou muito até que o príncipe ousasse falar. Eles estavam correndo ao longo da margem do rio, mantendo-se abaixados para o caso de o inimigo ter penetrado nas muralhas; em poucos minutos, eles alcançariam seu destino. Ao contrário de seu pai, Enshaku não era um guerreiro, e a velocidade com que se moviam estava claramente cobrando seu preço; ele ofegou ligeiramente ao perguntar: "Por quanto tempo mais devemos ir?"

Gudnisub grunhiu uma resposta, seus olhos firmemente à frente. "Não longe."

"E o que", perguntou o príncipe, "estamos fazendo? O que meu pai quis dizer com sua sucessão?"

Desta vez, foi Ur-Bish quem respondeu. "Você verá. Logo."

Ele parecia desagradado com essas respostas, mas podia ver que nenhuma outra viria. E a entrada da caverna apareceu à sua esquerda, um túnel na terra reforçado por vigas de cedro; nessas vigas havia feitiços e encantamentos entalhados, invocando certos deuses e espíritos cujos nomes nunca eram pronunciados nos templos e zigurates acima. Não era um lugar acolhedor, para dizer o mínimo, e Enshaku parou do lado de fora, não querendo seguir seus companheiros para dentro.

"Não. Vocês me trouxeram até aqui, mas eu não vou mais longe." O príncipe manteve a cabeça erguida, olhando por baixo do nariz para Ur-Bish. "Eu sou o filho do seu rei, e vocês vão se explicar para mim. O que é este lugar, e por que vocês me trouxeram aqui?"

Ur-Bish suspirou, beliscando a ponta do nariz em exasperação. "É um ritual sagrado, que foi executado pela primeira vez por seu ancestral exaltado, Jushur. Eu não posso explicá-lo fora do solo sagrado dentro da caverna, por medo de irritar os deuses." Ele encontrou os olhos do príncipe o viu o medo dele. Enshaku sabia que havia algo errado—talvez ele tivesse ouvido falar do misterioso desaparecimento de seu tio, ou talvez ele tivesse descoberto algo a partir da atitude dos mercadores. Qualquer que fosse a razão de sua reticência, ela precisava ser superada.

"Eu posso prometer a você. meu príncipe, isso vai lhe dar grande poder", disse Gudnisub, tentando outra tática. "Se você apenas—" Ele parou. Não adiantava tentar convencer o príncipe, não mais. A haste grossa de uma lança perfurou o peito de Enshaku. Ele lentamente caiu, respirando seu último suspiro enquanto o sangue de seu coração se derramava na poeira.


A fome viu a relutância de seus captores. Ela entendeu sua ganância. Ela encontrou uma oportunidade e ofereceu-lhes mais um presente. "Destruam-me," disse ela, "e vocês terão nada. Sua semente cairá em solo estéril, seu ouro brilhante se tornará pedra negra, em suas bocas pão e cerveja se tornarão lama e água salgada. Mas preservem-me e me deem as oferendas de que preciso, e vocês terão o que realmente desejam. Vocês terão riqueza além de seus sonhos e não se importarão com ouro. Vocês não serão reis, mas todos os reis do mundo os buscarão. Suas esposas lhe darão muitos filhos, e a esses filhos prometerei o mesmo."

A esta promessa, Bish-Ka e Gudibir não puderam resistir. Em verdade, eles não se importavam com governança, ou com o ouro; em seus corações, o que eles queriam era simplesmente poder, poder que não poderia ser destruído simplesmente por um exército invasor ou um assassino escondido. E se eles pudessem ter esse poder, um poder sutil e sem fim, eles estariam dispostos a compartilhá-lo. Eles concordaram com os termos da fome, eles escreveram o pacto em uma placa e cada um assinou com seu selo cilíndrico. E, em troca, a foma disse a eles como realmente amarrá-la.


O homem que estava na encosta acima da caverna, outra lança segurada frouxamente em sua mão direita, era familiar a Ur-Bish e Gudnisub. Eles haviam sido meninos juntos, os filhos dos bajuladores do rei; ele era o filho do jardineiro-chefe, copeiro de Ur-Zababa, e eles costumavam brincar juntos nos fundos do palácio. E agora, ele voltou para a cidade onde nasceu, como o grande conquistador Sarrukin, Lorde de Akkad e Uruk.

"Olá, meus amigos!" Sarrukin parecia genuinamente feliz em vê-los e entregou sua lança a um lacaio enquanto descia para a margem do rio onde eles estavam. "Já se passou tanto tempo! Como está sua saúde? E… Bem, eu perguntaria sobre seus pais, mas se vocês estavam trazendo isso—" Ele deu uma cutucada no cadáver de Enshaku que esfriava com o pé. "Para o seu santuário secreto, então suponho que eles não estão muito bem."

Gudnisub curvou-se profundamente e, depois de um momento, Ur-Bish fez o mesmo. "Meu lorde", Gudnisub disse enquanto se endireitava, "a que devemos esse prazer?"

Sarrukin estendeu a mão para a de Gudnisub e apertou-a com força. "Bem! Se eu devo governar sobre Kish, então devo governar sobre todas as partes dele—até mesmo o pequeno deus que vocês tem escondido em sua caverna. Eu não posso confiar que o filho do velho rei não se rebelaria contra mim, e então…" Ele gesticulou para seus lacaios e eles empurraram um jovem, de talvez dezesseis anos de idade. "Eu trouxe minha própria oferta!"

Ur-Bish estremceu e disse: "Meu lorde… Você sabe que não qualquer homem é uma oferenda apropriada, não é? Eu não sei de onde você ouviu nossos segredos, mas asseguro-lhe que elas devem ser—"

"Um descendente de Jushur?" Sarrukin riu. "É claro! Garoto, diga a estes homens quem você é."

A voz do menino falhava ligeiramente enquanto ele falava. "Meus senhores, eu sou Zimudar, filho de La-Bashum, filho de Lugalama, filho de Puzur-Suen, cujo filho Ur-Zababa reina… Ah, reinou em Kish até muito recentemente." Ele se curvou.

Sarrukin deu um tapinha nas costas dele com força suficiente para fazê-lo tossir. "Ha! O bastardo do bastardo do bastardo, mas o sangue de Jushur flui em suas veias mesmo assim. E," disse ele, levantando a mão para evitar a pergunta de Ur-Bish, "tive isso confirmado pelos harúspices e astrólogos. É certeza."

Ur-Bish encolheu os ombros. "Bom o suficiente, suponho. Não temos outra escolha—presumo que você matou a família inteira do rei? Certo." Ele suspirou, e deu a Sarrukin um olhar cansado. "Ele tem irmãos? Eu não quero que meus próprios futuros filhos fossem devorados pela besta só porque você foi um pouco sanguinário."

Os lacaios de Sarrukin ficaram horrorizados, mas o rei deu uma grande gargalhada. "Ah! Assim como eu me lembro. Não se preocupe, eu cuidei disso. Bem, garoto? O que você está esperando? Vá com eles. Vejo vocês dois depois—nós vamos ter um banquete no palácio, e espero ver vocês lá!" Ele foi embora enquanto os mercadores e sua carga entraram na caverna sagrada.


Bish-Ka e Gudibir pegaram longas facas de bronze, afiadas nas pedras do rio fora da caverna. Eles trouxeram tigelas de ouro polido do palácio, unguentos e aromáticos raros, pigmentos e pedras finas. Na carne de seu rei, eles gravaram as palavras do pacto. Eles fizeram incisões onde a fome instruiu; eles removeram os olhos do rei, sua língua, seu coração e pulmões, seu fígado e rins, seus testículos e seu cérebro. E o tempo todo, o coração batia, os olhos viam, os pulmões respiravam; e quando a fome não falava com sua voz, o rei gritava.

Quando o sol nasceu, o trabalho deles estava feito. O rei estava morto, deixando apenas a fome que vestia sua carne. A fome jurou que, enquanto estivesse presa a um filho de Jushur, daria conhecimento a seus servos; e seus servos juraram que, enquanto houvesse um descendente de Jushur que pudesse ser sacrificado à fome, eles realizariam esse sacrifício uma vez a cada geração. E assim tem sido, desde aquele primeiro sacrifício, tantos séculos atrás.


Ensanguentados e exaustos, Ur-Bish e Gudnisub emergiram da caverna em um crepúsculo roxo. Eles se apoiaram um no outro enquanto subiam do leito do rio e não disseram uma palavra enquanto voltavam pela cidade até o palácio. As tropas de Sarrukin foram gentis; não houve incêndios, e apenas as casas mais ricas foram saqueadas. Suas próprias casas, eles sabiam, estavam seguras—se o novo rei não tivesse ordenado que elas fossem deixadas intocadas, os demônios guardiões teriam garantido sua segurança.

O palácio estava bem iluminado, com tochas e braseiros queimando no topo das paredes e em todas as janelas. Sarrukin não estava mentindo sobre o banquete, parecia. Eles foram recebidos no portão por um eunuco ricamente vestido, que pegou suas capas ensanguentadas e os conduziu pelos corredores dos criados até os banheiros. Lá, bacias aquecidas os aguardavam, junto com óleos perfumados e roupas finas que pareciam ter sido tiradas direto do armário do velho rei. Eles se banharam, se ungiram, se vestiram e se dirigiram ao salão do banquete.

"Ah! Meus amigos famintos por dinheiro!" A voz de Sarrukin retumbou pela sala, cortando facilmente o barulho da festa. "Venham, venham! Há um assento para cada um de vocês na minha mesa."

Havia, de fato, lugares vazios na mesa do rei; os assentos à direita e à esquerda de Sarrukin, onde Enshaku e Dum-Sharri haviam uma vez sentado, estavam vazios, aguardando os mercadores exaustos. Eles se sentaram e se serviram da carne assada e do pão macio que foram colocados diante deles, qualquer senso de decoro desgastado pelo estresse do longo ritual.

O rei os deixou comer por algum tempo, falando com os sacerdotes e generais que compartilhavam sua mesa; quando eles estavam saciados e seus pratos limpos, ele voltou sua atenção para eles. "Então! Presumo que tenha corrido bem? O velho está saciado por uma geração?"

Gudnisub simplesmente balançou a cabeça, ainda cansado demais para falar.

"E," disse Sarrukin, com um brilho faminto nos olhos, "Que sabedoria secreta ele compartilhou? Onde o lucro será encontrado?"

Ur-Bish pigarreou e falou. "Nippur. Haverá fome lá neste verão que se aproxima. Perfeito para vender grãos—ou, mais para o interesse de sua majestade, para conquistar."

Sarrukin deu-lhe um sorriso de aprovação e voltou a planejar seu próximo movimento com seus generais. Ele serviria por enquanto, Ur-Bish pensou; ele era um excelente conquistador e, se seu império se mantivesse, as rotas de comércio estariam mais seguras do que nunca. Mas, eventualmente, ele iria cair, e as Casas de Bish-Ka e Gudibir iriam passar para a próxima oportunidade, lideradas como sempre pelo Dark.

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