Quando ele não tem nada melhor para fazer, Tristan Bailey olha para uma foto de sua família que está em sua mesa. Na foto, ele, Trevor e Tom quando eles tinham apenas 8 anos, em pé na frente da árvore de Natal com seus presentes no fundo. Tom estava segurando um ornitorrinco de pelúcia de todas as coisas, Trevor segurando um livro sobre Galileo que ele era muito novo para ler, e Tristan estava segurando uma arma Nerf para a câmera, com um dardo voando direto para ela. Clara, sua mãe, estava de pé atras deles, os sinais de idade já estava em seu rosto. Próximo a ela, dando olheiras de coelho para o Tom, era seu pai, Tyler Bailey. Tyler estava sorrindo para a câmera, sua barba preta cheia e seus cabelo fino.
Isso foi anos atras. Desde então, por motivos de segurança, Tom, Trevor e Tristan tiveram que crescer distantes de sua mãe. Ela sabe que eles trabalham em algo chamado S & C Plásticos, mas ficou perplexa por que físicos estavam trabalhando para uma companhia como essa. E quanto ao pai…
Tristan estava distraído em seus pensamentos quanto houve uma ligação de Skype do Trevor do Sítio-19. Estranho, ele pensou. Ainda não são 5:00 em Nevada. Ele nunca liga tão cedo quando ele trabalha… Uma sensação horrível se formou na boca do estômago; era algum tipo de violação? O MUTA explodiu? 447 tocou em um cadáver?!
Tristan abriu a janela para encontrar Trevor sentado em sua mesa, sorrindo estupidamente para a câmera. "Feliz Natal, Mano."
"Feliz- Trevor, você quase me deu um ataque cardíaco!" Tristan cruzou os braços e franziu a testa. "Você realmente me ligou só para me desejar um 'Feliz Natal'?"
"Na verdade, não. Tom teria ligado, mas ele está ocupado com uma situação com o Império. Algo sobre pinguins assassinos atacando zoologistas da Fundação." Trevor olhou envolta e moveu os polegares desconfortavelmente. "Eu só queria saber se você… disse oi para o pai, ainda. Já é quase Natal."
Tristan esfregou seu rosto e suspirou, olhando para a foto novamente, depois para seu smart watch; ele tem uma pausa de cinco horas hoje. Tempo o suficiente para visitar o pai. "Eu vou fazer isso hoje. Obrigado por me lembrar, cara. Como sua namorada vai?"
"Transferida para o Wyoming," gemeu Trevor. "Nós ainda estamos gerenciando a longa distancia, no entanto. Nós estamos planejando nos encontrar em Vegas nesse Natal."
"Que bom."
Os dois dos trigêmeos continuando a conversar sobre coisas banais pelos próximos quinze minutos, até o supervisor de Trevor Bailey entrar em sua estação de trabalho e ele ser forçado a fechar o programa de conversa. Suspirando, Tristan levantou se seu acento e fez sua saída de seu escritório, a caminho para visitar seu pai.
Tyler Bailey, o inventor da Rede de Trânsito Multi-Universal, sentado em sua poltrona lendo a última edição da Weekly World News quando uma batida veio de sua porta. O homem de 70 e pouco se levantou, indo em direção a porta e pegando um wakizashi que ele tinha para afastar ladrões ou pior. Quando você vive em uma cidade como essa, você tem que ser cuidadoso com esse tipo de coisa. Ele não sabia como usar a espada, mas isso parece intimidador e é isso que conta.
Ele encosta do batente da porta, chamando pela porta da frente. "Quem é?"
"Vamos lá, pai," disse uma voz familiar. "Você sempre tem que fazer isso? Sou só eu."
Piscando, Tyler Bailey abre a porta para se encontrar cara a cara com um de seus filhos. Em seguida, ele fez uma pergunta. "Como Abraham Lincoln morreu?"
Sem perder tempo, Tristan espondeu a pergunta e as outras que se seguiam. "Ele foi atirado por John Wilkes Booth enquanto assistia Our American Cousin no Teatro Ford. Nixon renunciou o cargo em '74, ambos os Bushes estão vivos e são Republicanos, e o Papa João Paulo II não foi assassinado. Sim, eu sou da linha de base." Ele sorriu ironicamente para seu pai, que sorriu de volta e abaixou a espada.
Tyler Bailey abraçou Tristan, que fez seu melhor para segurar as lagrimas de alegria. "Olá, filho."
"Oi, pai. Feliz Natal."
"Eu não esperava que você chegasse tão cedo!" Tyler Bailey riu enquanto fervia água para fazer chocolate leite. "Eu achei que vocês só viriam em 23!"
"Eu consegui um voo antecipado," explica Tristan, sorrindo para seu pai. "Tom provavelmente vai ter problemas no sul e Trevor disse que ele viria com sua namorada. Eu tive sorte."
"Viajou a noite toda, certo?"
"Sim. Weiss me deixou vir mais cedo para te visitar. Ela está indo bem, inclusive; ela não está brava sobre aquilo de '89."
"Bom!" Tyler ri com ele trazendo chocolate quente para seu filho, sentando entre ele e a mesa da cozinha. "Então, como está o Multi-U?"
"Pai, você sabe que eu não posso falar sobre esse tipo de coisa; você não é mais o Comissionador do Departamento."
"Bah! O único motivo que o departamento existe é por causa da minha invenção! Eu tenho todo o direito de saber sobre isso. Além disso, eu ainda sou um empregado."
"Você é um consultador."
"Mesma coisa." Tyler Bailey soprou seu chocolate quente e sorri para seu filho. "Então, o que tem de nova na velha Sloth Spit?"
"Não muito, sério," Tristan encolheu os ombros enquanto tomava um gole da bebida. "Coisas foi agitado ano passado por causa do negocio do Apocalipse Maia. Estávamos preparando planos de evacuação para metade dos EUA usando o dispositivo de portal…"
"Ainda bem que os Maias estavam errados sobre isso, eh?" Tyler ri. "Inclusive, se eles estivessem certos, eles não levavam em conta os anos bissextos e essas merdas. Se alguma coisa, o apocalipse teria acontecido em Fevereiro, e todos nós teríamos sido pegos de surpresa."
"Mmm," disse Tristan, olhando para seu relógio. "Ei, pai, que tal assistimos aquele filme que você gosta tanto?"
"Qual?"
"Você sabe, aquele Noir dos anos 40. O que o Welles fez."
Tyler piscou. "The Shadow? Mas você odeia aquele filme!"
"É Natal. Afinal, o que mais vamos assistir? Produções da Rankin-Bass na ABC? The Science of Christmas do Discovery?"
"Justo," notou o Bailey ancião, levantando e indo para a sala de estar. "Vamos lá, então. Você não se imposta em fazer a pipoca?"
"Nenhum pouco!" Tristan foi para a cozinha, checando o bolso de seu casaco enquanto o fazia; a seringa ainda estava lá e ainda tampada, para quando ele precisasse usá-la. Ele suspirou levemente para si mesmo e esfregou um olho, antes de olhar para a despensa para alguns sacos de pipoca.
Estava nevando lá fora quando os créditos começaram à rolar. Tristan sorriu para seu pai quando o filme acabou, mexendo em seu bolso e olhando para seu relógio; suas cinco horas estavam quase acabando, mas ele ainda tem algum tempo. "Era melhor do que eu me lembrava."
"Hah!" Tyler Bailey aplaudiu e olhou abaixo da árvore de Natal onde todos os presentes estavam. "…sabe, filho, se você quiser, você pode abrir seus presentes mais cedo."
"Pai!" Tristan olhou para seu pai. "Eu não posso! Isso não seria justo!"
"Bah! Eu não vou contar aos outros; você sempre pode só reembrulha-los. Pode ir, dê uma olhada." Tristan se moveu até a árvore, pegando seu presente embrulhado de baixo da árvore. Ele cuidadosamente desfez o embrulho e sorriu com o que estava abaixo: uma versão de colecionador de Cosmos do Carl Sagan. "Eu me lembro do tanto que você amava essa série quando era menor. Você tinha… o que, 5 quando o show saiu pela primeira vez? Mas você ainda assistia isso toda noite que passava."
Tristan fungou, sorrindo para seu pai com ele pegado seu smartphone e tirando uma foto da coleção, para referencia futura. "Obrigado, pai…" Ele mexeu em seu bolso brevemente, antes de abrir seus braços para um abraço. Tyler Bailey aceitou, abraçando seu filho com força.
Tyler Bailey estava tão feliz que ele não notou a agulha com um amnéstico Classe-A cavando em suas costas e sendo injetado, ou ele notou quando ele começou a dormir. Tristan suspirou e deixou seu pai no sofá, colocando a agulha em um saco de risco biológico e reembrulhando seu presente de Natal.
Depois de mais algumas limpezas, como limpar as canecas de chocolate quente e descartar o pote de pipoca, ele saiu pela porta e fez seu caminho de volta pelo portal para casa.
Tristan Bailey andando para a linha de base, olhando como se ele estivesse prestes a chorar quando o portal se fechou atrás dele. A Diretora Weiss estava parada lá, parecendo preocupada enquanto falava. "Como ele estava?"
"Ele está bem. Não estava suspeitando como ano passado." Ele entregava a saco de risco biológico para um assistente. "Eu assumo que eu não tenho que escrever um relatório sobre isso?"
"Sobre o que?" A diretora encolheu os ombros. "Você estava visitando a família, simples assim." Com isso, ela começou a ir embora do departamento. Tristan seguiu pouco depois, parando na frente de uma placa perto da porta da Câmara do Portal.
ESSE LABORATÓRIO É DEDICADO AO
DR. TYLER BAILEY
INVENTOR DO MUTA
1935-1997
Tristan sorriu levemente para a placa, tocando a gravura antes de ir pelo corredor, assobiando uma canção de Natal para si mesmo.





