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Procedimentos Especiais de Contenção: Devido à rápida propagação e à natureza infecciosa de SCP-130-PT, equipes de pesquisadores de campo e oficiais disfarçados foram mobilizadas em pontos estratégicos da região amazônica para identificar e conter novos focos do fenômeno. Qualquer atividade observada que indique comportamento anômalo das plantas deve ser imediatamente reportada ao oficial chefe designado, Tenente Macedo, e os espécimes devem ser transportados imediatamente para o Sítio PT10.
SCP-130-PT-1 deve ser mantido em câmaras estufas no Departamento de Botânica do Sítio PT10, com iluminação fixa de 500 lux e temperatura constante de 22 °C, para evitar alterações adicionais em seu estado. As câmaras devem ser equipadas com sistemas de monitoramento contínuo, incluindo sensores de umidade, pH do solo. Cada experimento requer aprovação formal da Dra. Julia S. Souza, especialista em flora anômala e pesquisa de organismos geneticamente alterados, e chefe do projeto.
Descrição: SCP-130-PT é um fenômeno viral que afeta espécimes da espécie Paullinia cupana (guaraná). Plantas sob influência do fenômeno são designadas como SCP-130-PT-1. Essas instâncias exibem alterações estruturais e comportamentais distintas, afetando principalmente seus frutos.
Os frutos de SCP-130-PT-1 mantêm características externas consistentes com exemplares não anômalos, apresentando casca vermelha e sementes escuras visíveis. Entretanto, análises internas revelam que as sementes possuem estrutura anatomicamente idêntica a globos oculares humanos saudáveis, incluindo córnea, cristalino, íris, retina e nervo óptico. Estas estruturas são plenamente funcionais, captando estímulos visuais e respondendo a movimentos em um raio de até 2 metros, independentemente de conexões neurais externas (além das alterações nos frutos). SCP-130-PT-1 demonstra comportamento incomum, incluindo a movimentação de galhos em direção a fontes de luz e a orientação em direção à presença de seres humanos próximos. Em condições de baixa luminosidade, algumas instâncias foram observadas emitindo sons de baixa frequência, cuja origem ainda está em análise.
Exames bioquímicos confirmam que SCP-130-PT-1 possui resistência excepcional a pragas e processos de decomposição natural. As sementes provenientes dos frutos anômalos apresentam um índice de germinação de 97%, mas apenas 3% das plantas resultantes manifestam as características anômalas observadas em SCP-130-PT-1
Descoberta: A descoberta de SCP-130-PT ocorreu em 1998, quando moradores da aldeia indígena Kaloré, localizada em uma área remota da Amazônia, relataram à Funai uma estranha mutação nos frutos de guaraná cultivados em suas terras. Os líderes da aldeia descreveram frutos que se “abriam” como olhos e seguiam os movimentos dos aldeões.
Posteriormente, trabalhadores de uma companhia extrativista que operava ilegalmente na região desapareceram sob circunstâncias inexplicáveis. Em 2003, a Fundação Lusófona foi alertada sobre o fenômeno por observadores independentes, que identificaram uma série de eventos anômalos relacionados ao cultivo de guaraná. Durante uma operação de contenção, uma área fortemente contaminada por instâncias de SCP-130-PT-1 foi descoberta. No epicentro dessa área, uma cabana abandonada foi encontrada contendo documentos parcialmente deteriorados atribuídos a um indivíduo identificado apenas como Doutor Vasconcelos.
Adendo 130-A: Foi observado um crescimento alarmante na disseminação de SCP-130-PT, atingindo áreas previamente não afetadas. Instâncias de SCP-130-PT-1 foram confirmadas em plantações comerciais de guaraná fora do território amazônico, com casos reportados no interior do Brasil, Colômbia e Peru.
Diante da natureza visível e perturbadora de SCP-130-PT, o Serviço de Inteligência da Fundação Lusófona foi mobilizado para operar campanhas de desinformação, dissimulando os casos de contaminação como resultados de experimentos científicos ilegais ou pragas agrícolas. Em colaboração com governos locais e corporações agrícolas, a Inteligência suprimiu menções à anomalia na mídia e isolou áreas afetadas, restringindo o acesso de civis e jornalistas.
Adendo 130-B : Com o avanço da disseminação de SCP-130-PT, a equipe de pesquisa do Sítio PT10 propôs a Solução Beta-3, um composto bioquímico projetado para neutralizar a energia anômala presente nas instâncias de SCP-130-PT-1. Após uma série de testes controlados, a solução demonstrou eficácia em 98% dos casos, revertendo as alterações anômalas nas plantas e impedindo a propagação dos esporos mutagênicos.









